segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Idosos santarritenses no início dos anos 80.

 
Vídeo raro com dezenas de idosos santarritenses, captados no início da década de oitenta. Este vídeo foi captado pelo amigo Manezão e editado por Luiz Carlos Lemos Carneiro.

Sense contrata Projetista CAD Pleno

A Sense irá contratar Projetista Cad Pleno para atuar em Santa Rita do Sapucaí. O anúncio foi publicado no dia 27 de janeiro de 2011 e os interessados podem encontrar mais informações no link abaixo:
LINK PARA VAGA

JFL contrata Ferramenteiro

JFL contrata ferramenteiro. Salário de R$ 2000,00 a 3000,00. Vaga publicada no dia 28 de janeiro de 2011. Para saber mais sobre a vaga clique no link abaixo:
Vaga na JFL

Escoteiros realizam jornada ao Pico da Pedra Branca

Nos dia 29 e 30 de janeiro 2011, a Tropa Sênior Vital Brasil, do Grupo de Escoteiros Papa Léguas, realizou a 1º Jornada Intermunicipal, entre os municípios de Santa Rita do Sapucaí e Conceição das Pedras, um percurso de 45 quilômetro.
Oito integrantes da Tropa Sênior ( Andre, Erick, Walinson, Selton, Cleber, Ingrid e Isabela, e o Escoteiros João Paulo ), o Sênior Átila do Grupo Escoteiro de Volta Redonda/RJ  e mais cinco escotistas ( Ribeiro, Andréia, Rafael, Oliveira e Adriano ), saíram de Santa Rita do Sapucaí às 07:30 horas do dia 29 de janeiro, tomaram o ônibus circular e seguiram até o bairro Vargedo, distantes 12 Km. De lá, subiram a pé a Serra da Manuela e foram até a Cachoeira da Usina, município de Natércia, onte tiveram um momento de recreação e puderam encher o estômago…

Leia mais sobre a viagem dos escoteiros, no blog do papa-léguas: LINK

Últimos dias para fazer inscrição no Vestibular de Verão

O Vestibular de Verão do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), de Santa Rita do Sapucaí (MG), está com inscrições abertas pela internet até esta terça (1º). Os candidatos devem se inscrever no site www.inatel.br/vestibular. A taxa é de R$ 30.

Também é possível fazer a inscrição pessoalmente no campus do Inatel, até 4 de fevereiro. O Vestibular de Verão tem algumas vagas remanescentes para o primeiro semestre, dependendo da disponibilidade, mas concentra a seleção de candidatos para as turmas do segundo semestre.

O Inatel oferece cinco cursos de graduação, três deles em período integral e duração de cinco anos: Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações, Engenharia da Computação e Engenharia Biomédica. Também são oferecidos os cursos noturnos de Tecnologia em Redes de Computadores e Tecnologia em Automação Industrial, com três anos de duração. 

A prova do Vestibular de Verão está marcada para o dia 5 de fevereiro, no campus do Inatel.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

'Economist': demanda por executivos faz salário disparar em SP

Executivos-chefes e diretores de empresas têm ganhado mais em São Paulo do que em cidades como Nova York, Londres, Cingapura e Hong Kong, relata reportagem desta quinta-feira da Economist, citando pesquisas recentes feitas pela associação executiva AESC e pela empresa de recrutamento Dasein. A revista diz que parte do aumento nos salários dos executivos brasileiros se deve ao "boom" na demanda por profissionais, em meio ao crescimento econômico do país, principalmente nas áreas de combustível e infraestrutura. E, ao mesmo tempo, à falta de pessoas qualificadas para preencher vagas.

Como exemplo, a Economist cita que, enquanto o Brasil coloca no mercado cerca de 35 mil engenheiros por ano, a China forma 400 mil desses profissionais por ano, e a Índia, 250 mil por ano. Segundo dados da agência de recursos humanos Manpower citados na Economist, 64% dos empregadores brasileiros dizem sentir dificuldades para preencher suas vagas em aberto, contra 40% na China e 16% na Índia.

Vaga de Emprego: Analista de Marketing Júnior – Santa Rita do Sapucaí

Empresa de Telecomunicações
Seleciona candidatos para a vaga de Analista de Marketing Júnior em Santa Rita do Sapucaí /MG.

Requisitos:
Objetivo do Cargo: Ser responsável pela execução das atividades de elaboração, organização e apoio às ações de marketing da empresa, visando contribuir para o alcance dos objetivos comerciais e na manutenção da imagem institucional.

Pré-requisitos:
Formação completa em Publicidade e Propaganda ou Marketing
Inglês básico
Experiência mínima de 01 ano
Habilidade no Pacote Office (Word, Excel, Power Point)Habilidade em ferramentas de design: CorelDraw, Dreamweaver, Fireworks, Flash, Captivate, Moviemaker.

Desejável:
Espanhol
Sistema Integrado (Microsiga)
Disponibilidade para residir em Santa Rita do Sapucaí-MG


Beneficios:
Plano de saúde, odontológico, vale alimentação, vale transporte.

Salário:
“a combinar”

Observações:
CLT

Enviar currículos até 31/01/2011 aos cuidados de: Adriana Chagas com a sigla: AM no campo assunto para o e-mail: adriana.chagas@leucotron.com.br .

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Santa Rita das Petecas

Pantera, no dia da Declaração da Independência de Santa Rita do Sapucaí.
 A versão não-oficial da fundação de nossa cidade.

1821

Manoel da Fonseca, quase um Adão Santarritense, é considerado o primeiro morador de nossas bandas. Era um homem bom, mas tinha um gosto duvidoso para batizar as coisas. Prova disso, foi o documento em que fez a doação de terras para a criação de nossa igreja. Lá estava o primeiro título do povoado: “Ribeirão do Mosquito”.

1825

Se o Português Manoel, Manezinho para os íntimos, não era tão habilidoso em colocar nomes, eis que surge alguma mente brilhante que decide mudar aquele título bisonho. O novo nome? Santa Rita do Mosquito. Peraí, não era para matar o inseto?

1839

Apesar da denominação capaz de espantar qualquer cristão, algumas famílias mais corajosas decidem comprar umas pastilhas de repelente e se mudam para as margens do Ribeirão. Ao perceber que o povoado estava reagindo bravamente ao ataque daquelas moscas assassinas, Marquês de Olinda, encarregado do brejo, decide elevar o local à categoria de Freguesia. Com isso, a população aproveitou o embalo e trocou o ribeirão do Mosquito pelo Vintém. Santa Rita do Vintém!

1846

Com um nome mais agradável e um honroso título de Freguesia, as cidades vizinhas começaram a disputar a ferro e foice a paternidade de nossas terras. Em um só ano, Santa Rita, que antes pertencia a Pouso Alegre, passou a pertencer a Itajubá e foi em seguida arrastada novamente para Pouso Alegre, que segurou as pontas até 1870, quando Itajubá aproveitou um descuido e a tascou de volta, na calada da noite.
 
1874

Opa - disse Pouso Alegre - isso não vai ficar assim! Em 1874, a cidade que abraça o futuro aplica uma dupla pirueta e meia, conquistando novamente nossas paragens. No entanto, Itajubá não deixa por menos. Com um duplo twist “escarpado” consegue arrastar nossa Freguesia 40 quilômetros rio acima. Nessa altura do campeonato, a população de Santa Rita do Vintém já estava começando a ficar com náuseas. Ninguém aguentava mais aquele chapéu mexicano. Em busca de um pouco de sossego, nossos conterrâneos têm uma ideia mirabolante: mudar o nome para Santa Rita da Boa Vista, a fim de despistar a vizinhança barra pesada.

1880

Enquanto as duas grandes cidades lutavam pela posse do que viria a ser a Capital do Sul de Minas, eis que surge São Gonçalo do Sapucaí que, com audácia, simpatia e muito jogo de cintura, consegue a posse da terra natal de João Onça. Para despistar os rivais, a cidade que afrouxou o pino de Bárbara Heliodora decide mudar o nome da Freguesia para Santa Rita do Sapucaí.

1888

Em 1888, Santa Rita do Sapucaí conquistou a sua tão almejada liberdade. No dia 1 de setembro daquele ano, era proclamada a nossa independência às margens do Ribeirão do Mosquito. Sebastião Pantera, com um brado retumbante, retirou sua espada reluzente e gritou: “Bedegado bigão do peto beu!!!”. Através desse ato heroico, nos tornamos livres e desimpedidos. 

1890

Com a independência, apesar de tirarmos São Gonçalo da nossa aba, logo encontraram um jeito de nos amarrar judicialmente à Comarca de Rio Verde, que eu também não sei onde fica.  Em 1890, Natércia, que ostentava o pomposo nome de Santa Catarina, deu um jeito de levar nossa comarca para lá. Até tu, minha filha?

1891

Em 1891, ninguém aguentava mais aquela loucura. Já tinha gente que se levantava de manhã perguntando onde é que tinha acordado. Para descomplicar a vida, nossos habitantes passaram a identificar a cidade como “Santa Rita das Petecas”, até que o jogo acabasse e a gente pudesse voltar para casa. Naquele ano glorioso, nossa cidade virou mesmo uma cidade e cá estamos, até hoje, tentando sarar da “zunzura”.

(Carlos Magno Romero Carneiro)

Empresa de Autopeças contrata : Coordenador de RH em Santa Rita

Qualificações:
Encaminhar cv para rmazur@metagal.com.br A/C Rebecca Mazur
Experiência em toda rotina de RH – Adm. Pessoal, Recrutamento e Seleção, Treinamento. 
Conhecimento em ISO TS 16949 e ISO 14000.
Contato:
Encaminhar cv para rmazur@metagal.com.br A/C Rebecca Mazur.

Oferecimento:

Amigos Santarritenses - Um vídeo sobre a década de 70 em Santa Rita.

 
 Há alguns anos, um grande evento marcou o reencontro de diversos santarritenses que viveram juntos a juventude na década de 70 e tive a honra de colaborar na edição de um vídeo comemorativo. Para matar saudade e conhecer esta época tão interessante de nossa cidade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O moldura do Delfim

Outro dia, fui assistir a uma reunião da Câmara Municipal pela primeira vez e pude notar uma pintura do nosso ex-presidente Delfim Moreira, homem ilustre que viveu grande parte de sua vida em Santa Rita do Sapucaí.
Eu não pude deixar de admirar aquela verdadeira obra de arte que é a moldura do quadro. Toda em madeira entalhada, aquela moldura possui minúcias que fazem com que ela se torne tão representativa quanto a própria pintura.

Em toda a sua extensão, é possível perceber que existem elementos que demonstram que ela foi feita especialmente para homenagear Delfim Moreira.
Bem no alto, é possivel ver que existem citações tanto ao governo federal quanto a Minas Gerais.  Em uma época em que o café era a nossa maior riqueza, notamos sua presença em toda a moldura. Não deixe de apreciar essa inestimável obra.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SANTA RITA DO SAPUCAI 1945- PARTE 2

Primeira parte do filme histórico de Santa Rita do Sapucaí, em 1945. Este é um vídeo muito divulgado na cidade, mas vale a pena publicá-lo aqui para que complete o blog.

SANTA RITA DO SAPUCAI 1945- PARTE 1

Primeira parte do filme histórico de Santa Rita do Sapucaí, em 1945. Este  é um vídeo muito divulgado na cidade, mas vale a pena publicá-lo aqui para que complete o blog.

O velho Mercado Municipal

Sempre ouvimos contar muitas e muitas  histórias sobre a beleza do velho Mercado Municipal. O tradicional prédio ficava instalado ao lado da antiga cadeia e foi demolido para a construção de uma pracinha. Algumas dessas histórias, ouvi do meu próprio avô que, por muitos anos, teve um box por lá, onde vendia as verduras e os legumes que plantava na serra da Bela Vista. Uma vez por semana, ele sempre trazia para Santa Rita, no lombo de um burro, tudo aquilo que produzia, antes mesmo do sol raiar
Nesta edição do Empório, trouxemos uma visão da época que nos mostra como era a rotina daquela verdadeira obra de arte que, infelizmente, foi demolida pela administração pública municipal. Se tivéssemos conservado aquela linda edificação, talvez contássemos hoje com uma peça histórica única e digna de admiração e orgulho para as gerações futuras. Mas não adianta chorar o leite derramado. A construção não existe mais. Resta-nos conhecer um pouco do que foi esta obra e rogar às autoridades locais para que tenham um pouco mais de consciência cultural. Afinal de contas, quando olhamos para trás, conhecemos nossas origens e conseguimos entender quem somos

Em um artigo da Revista Flamma, de junho de 1926, descobrimos um pouco da realidade deste local. Digamos que a visão do articulista seja um “Lado b” (as crianças não irão entender esse termo...rs) do que foi o mercadão, mas vale a pena reproduzir:

A Visão da época:

O nosso mercado é, não resta dúvidas, muito bom e bonitinho mas, em compensação, é muito pequeno. Talvez, por isso, por mais cuidado que sobre ele tenha o seu zeloso fiscal, o sr. João Rodrigues Gomes, não podemos avitar certas irregularidades que observamos por ali em dias de feira.

Cascas de frutas, folhas de verduras e terra acumuladas são encontradas pelo chão e tornam-se uma mistura escorregadia. Raro é o domingo em que não há escorregadelas por quem por ali vai calçado. Além disso, como já aconteceu à minha senhora, não tem roupa branca que por ali passe que não saia pintadinha de caldo de frutas, as quais lá se comem pelos corredores, sem o cuidado de, ao menos, as cascas serem jogadas fora.

Atendendo ao crescimento extra-ordinário de nossa população, seria conveniente que, na sede do município, se construisse um grande prédio para a venda de outros gêneros, destinando-se ao atual apenas verduras, frutas e aves. Por conseguinte, haveria a proibição determinante de se atirarem no chão, cascas ou quaisquer sugidades.

Assim, aquele estabelecimento comercial tornaria-se digno de ser apreciado por qualquer forasteiro.

Santarritenses terão verba antecipada do Bolsa Família

Nove mil famílias de dez cidades do sul de Minas Gerais que decretaram situação de emergência por conta de enchentes e deslizamentos causados pelas chuvas receberão antecipadamente o Bolsa Família. Serão R$ 750 mil destinados aos municípios de Aiuruoca, Alagoa, Careaçu, Itamonte, Machado, Pouso Alegre e São Sebastião da Bela Vista, que estão em situação de emergência decretada pela Defesa Civil, além de Ipuiuna, Santa Rita do Sapucaí e Seritinga.

As 9,3 mil famílias atendidas pelo programa nessas regiões e que sofreram prejuízos com enchentes ou deslizamentos já podem sacar os benefícios sem necessidade de aguardar as datas correspondentes aos números de seus cartões. A flexibilização no calendário de pagamento visa dar suporte à população de baixa renda nesse momento de calamidade.

Quem tiver perdido os documentos, entre eles o cartão do Bolsa Família, deve procurar a prefeitura para obter uma declaração de que é beneficiário e assim poder sacar o recurso na Caixa. O benefício varia de R$ 22 a R$ 200, de acordo com o perfil de renda e a quantidade de filhos de até 17 anos. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Detalhes e emoções de Hugo Carneiro Silva

Hugo Carneiro Silva viveu grandes emoções. Ao longo de sua vida, ele correu com seu Puma pelas estradas de Santos, fez grandes amigos, escreveu cartas de amor, sentou-se à beira do caminho, chorou e sorriu. Huguinho, como é conhecido, sempre teve três grandes paixões: sua família, Roberto Carlos e Ayrton Senna, não necessariamente nessa ordem. A verdade é que Santa Rita sempre se orgulhou de ter por aqui um cara autêntico, boa praça e de bem com a vida como ele. Uma brasa, mora? Conheça agora os detalhes da vida desse querido amigo, em uma entrevista realizada a 120...150...200 Km por hora.

Quando o senhor começou a gostar do cantor Roberto Carlos?

Eu comecei a gostar do Roberto Carlos com 15 anos. Desde então eu passei a colecionar tudo o que dizia respeito a ele, comprar os discos que lançava nos finais de ano  e a prestigiar muitos shows. Eu assisti diversos shows dele no Canecão, em Campinas, em Poços de Caldas e até mesmo aqui em Santa Rita.

O senhor tem muita coisa sobre ele?

Eu tenho, praticamente, tudo sobre a vida dele. Tenho todos os discos, tenho a biografia, algumas relíquias...  muitas coisas eu fui ganhando no decorrer da vida, de amigos que sabiam dessa minha paixão por ele. Outro dia eu recebi de um amigo que eu tenho no Chile uma coletânea só com músicas do Roberto, cantadas em Castelhano.

Essa paixão pelo ídolo aproxima os fãs?

Muitas pessoas acabaram se aproximando de mim, por saberem que eu gostava dele, porque queriam saber o que eu tinha sobre ele ou conversar sobre o gosto em comum.

Como foi seu primeiro contato com o Roberto Carlos?

Certa vez estava parado em um sinal no Rio de janeiro, quando reparei que o Roberto Carlos estava estacionado com a Mercedes vermelha dele, bem ao meu lado. Daí eu sinalizei que gostaria de falar com ele e retornou o sinal, pedindo para segui-lo. Só que quando ele entrou no Canecão, os guardas não acreditaram na história e nós não conseguimos entrar. Infelizmente, acabou não dando em nada.

Você guarda alguma lembrança dele?

Certa vez um amigo meu, viu o Roberto Carlos jogar um palito de fósforo no chão ao acender seu cachimbo. Naquele momento ele lembrou de mim, pegou o palito e trouxe para eu guardar de recordação. Eu tenho o palito até hoje.
Quando ele veio fazer um show aqui em Santa Rita, no dia 20 de julho de 1972, eu gravei aquele show diretamente do microfone dele. Esse registro é uma raridade. Quase ninguém tem.

O senhor já expôs seu acervo em alguma ocasião?

Uma vez eu expus meu acervo na Loja que o Luizinho tinha e que se chamava “Detalhes e Emoções”. Também apresentei minha coleção na vitrine da loja do meu sogro e fez muito sucesso entre os fãs.

Você enviou uma imagem de Santa Rita pra ele?

Quando a Maria Rita ficou doente eu, que sabia que ele era devoto de Santa Rita, pedi para que sua assessora, a Vera, entregasse a ele uma imagem da santa. Alguns anos mais tarde, quando eu fui consultar o preço do show dele para a festa de Santa Rita, o valor foi bem mais baixo por causa disso.

O primeiro disco dele é considerado um dos mais caros do Brasil. Você tem aquele disco?

Infelizmente eu não tenho em disco. Eu tenho apenas em CD. O Denilson descobriu que um colecionador de Belo Horizonte tinha o original e pediu para que ele gravasse pra gente.

O Baracat era outro apaixonado pelo Roberto Carlos, não é?

O Marcos era outro apaixonado pelo Roberto. Eu sempre ia à sua casa e ele colocava algum disco pra gente escutar. A música preferida dele era “Amigo”. Tanto que, quando ele faleceu, nós fizemos uma homenagem a ele. Quando o cortejo começou a subir o morro do cemitério a gente ligou o som e tocou aquela música pra ele.

O senhor chegou a ler aquela biografia não autorizada dele?

Eu li sim. Eu confesso que achei que eles invadiram demais a privacidade dele. Mas o livro mostra que se ele sobreviveu tanto tempo e com tantos concorrentes, é porque ele era um artista diferenciado.
Dizem que algumas letras do Roberto Carlos foram escritas pelo Senhor Valim. Isso é verdade?

Algumas pessoas falam mesmo que isso aconteceu, mas até hoje nunca ninguém provou que foi realmente verdade. Inclusive, já ouvi dizer que a música “Como é grande o meu amor por você” foi o Valim quem fez, mas eu não sei se é verdade, não.

É verdade que em um dos shows ele jogou a rosa pra você?


Eu tenho uma rosa que ele jogou pra mim. No show de Poços de Caldas, ele jogou uma rosa pra mim, mas caiu debaixo do pé de um cara. Daí, como eu estava sentado na primeira fileira eu levantei, fui até ele e falei: “Não joga não que nós já somos íntimos.” Daí ele pegou um rosa, beijou e entregou na minha mão. Depois do show, várias pessoas vieram perguntar como eu tinha conseguido aquilo.

E a história da carona?

Certa vez eu estava vindo de Pouso Alegre, há muito tempo, e uma moça me pediu carona. Quando ela entrou no carro estava tocando “Sentado à beira do Caminho” e ela foi logo falando: “Gostaria que você trocasse essa música, eu tenho horror de Roberto Carlos”. Eu parei o carro na mesma hora e pedi pra ela descer. Tudo bem, ela já estava perto da casa dela, mas teve que andar pelo menos uns dois quilômetros por ter falado mal do Roberto. Hoje eu não faria mais isso. Depois que eu perdi o Ayrton Senna, descobri que o fanatismo não vale a pena.

Você também é apaixonado pelo Ayrton Senna, não é?

Eu adorava assistir às corridas do Senna. Ia muito às corridas, colava adesivo no meu carro, até mandei pintar o capacete da minha moto igualzinho ao capacete dele. Depois que ele morreu eu mudei demais a minha vida. Deixei de gostar de muita coisa. Se eu soubesse que existe alguém que fosse cuidar com amor das coisas que eu colecionei sobre ele, daria meu acervo com o maior prazer.

Você acompanhou a trajetória do Senna?

O Senna começou a carreira em 1984. Era uma época em que ainda existia embreagem, o câmbio ainda era na mão, a direção era no braço. Os títulos que ele conquistou, foi pelo piloto que ele era e não pelo carro. Se o Senna estivesse vivo até hoje, não teria pra ninguém. Eu lembro que na primeira corrida dele, ele só não ganhou porque interromperam a prova antes da hora. Em 1988, quando ele foi campeão, eu fiquei tão contente que enfeitei meu carro todinho, coloquei meu capacete igual ao dele e saímos pela cidade fazendo a maior festa.

Eu gostaria que o senhor falasse um pouco sobre o seu pai (Senhor Hugo).

Meu pai foi um cara que trabalhou desde os 8 anos no balcão da loja do pai dele (Senhor José da Silva). Ele só foi se divertir mesmo depois de casado. Com o tempo, a gente começou a fazer churrasco lá em casa e ele começou a participar das nossas festas. A paixão dele é o cantor Nelson Gonçalves. Ele até chora quando escuta.  Outra paixão que ele tinha era o Bloco dos Democráticos. Ele estava sempre presente, trabalhando no barracão.

Seu pai ajudou na construção do barracão dos Democráticos, não é?

Aquele barracão quem fez fomos eu, o Luiz Carlos, o meu pai e o senhor Hélio. Nós construímos aquele prédio em, praticamente, um mês. Acho que foi em 1978. Eu até tirei férias do trabalho pra poder ajudar.

Você acha que com o falecimento dos foliões mais antigos o bloco desanimou um pouco?

Sem dúvida. A turma lá era muito unida e o bloco acabou perdendo muitas pessoas importantes nos últimos anos. Uma delas foi a Tia Lydia. Ela sempre dizia que os últimos desejos dela eram que fosse velada em casa e que o João do Carmelo tocasse o hino do bloco no seu sepultamento. E quando o fato ocorreu, como o senhor João também já tinha ido embora, eu fui lá no bairro Eletrônica e pedi para um músico tocar no enterro dela. A verdade é que, na hora de ele tocar mesmo eu não fiquei lá. A emoção seria demais.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Esquisitice no Bloco do Urso é destaque no Portal R7.

O portal R7 criou um galeria de fotos com malucos que gostam de estragar as fotos dos outros e eis que surge uma do Bloco do Urso. A caneca do Rapaz e o abadá dão veracidade à descoberta.

Clique aqui para ver a galeria de fotos dos entrões

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Erasmo Cabral e a crise de 1929

Em 1929, o Brasil foi vítima da maior crise econômica de todos os tempos, que ficou conhecida como “A queda do café”. A cafeicultura que, até então, era responsável por nossa principal produção agrícola, tivera sua cotação reduzida a zero e arruinou muitos produtores da época, dentre eles “Erasmo Cabral”. Conheça a seguir o drama de um homem e como esse fato influenciou a vida de nossa cidade.
O grande empreendedor Erasmo Cabral (Terno branco e Chapéu), ao lado de um dos times que patrocinava. Hoje, o Estádio da cidade tem o seu nome.
Tempos Modernos

Com o final da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos tiveram um incrível crescimento econômico. De maior devedor do mundo, os americanos passaram a ser os maiores credores, uma vez que fizeram empréstimos tanto aos países aliados quanto aos derrotados. A produção americana vivia um tempo de glória. A indústria e a agricultura, produziam em uma escala nunca vista antes, mas os salários não cresciam na mesma proporção.

Assim que os países europeus começaram a se recuperar, diminuíram o consumo dos produtos americanos. Por este e outros motivos, mesmo com um intenso incentivo ao consumo, as vendas despencaram e, prevendo o declínio da produção, muitos investidores começaram a vender suas ações. Naquela ocasião, a região sudeste do Brasil produzia, sozinha, cerca de 60% do café consumido no mundo.
Família de Erasmo Cabral com a sociedade santarritense em pic-nic.
Em 1927, os produtores pareciam não dar importância ao fato de que ocorria uma queda no consumo de produtos agrícolas e continuaram aumentando a produção, de forma desenfreada. Em consequência da oferta gigantesca de ações sem compradores, no dia 24 de Outubro de 1929, a bolsa de Nova York quebrou e levou o mundo inteiro. A cotação do café despencou e muitos produtores rurais brasileiros viram-se, da noite para o dia, com um estoque gigantesco de um produto sem valor. Dentre eles, o Coronel Erasmo Cabral.

Erasmo Cabral

Erasmo Cabral era um dos maiores cafeicultores locais. Construiu sua fortuna através da lavoura do café e da produção do leite que era usado na fabricação da famosa “Manteiga Jurandy”, que levava o nome de sua filha e que tinha um consumo disputadíssimo no Rio de Janeiro.

O grande produtor também negociava a produção dos fazendeiros locais e através de um convênio com a famosa firma Leon Israel Agrícola, passou a exportar café através de um estabelecimento comercial que mantinha no Porto de Santos.
Jurandy Cabral, Rainha dos Estudante e madrinha de um dos times locais.
Tudo corria às mil maravilhas. Da Serra do Paredão, o grande homem de negócios movimentava uma incrível fortuna. Em sua fazenda havia escola, fábríca e até uma bomba de gasolina usada para abastecer o primeiro automóvel da cidade. A prosperidade era crescente. Jurandy, filha do empresário, foi coroada Rainha dos Estudantes - o grande sonho das meninas da época - e se preparava para frequentar a alta sociedade santarritense. 

Em questão de horas Cabral viu seu império ser dizimado. Da noite para o dia, a próspera família ficou apenas com a roupa do corpo. No auge do pânico, o empreendedor procurou o Banco do Brasil para apresentar a descrição de todos os seus bens: a Fazenda do Paredão, a Fazenda Aliança, todo o gado, uma fábrica de manteiga, uma máquina de café, implementos agrícolas, um armazém de café, uma residência na praça Santa Rita e uma mansão que, ao final da construção, seria a moradia da família Cabral. O objetivo da prestação de contas era o rateio dos bens para serem divididos entre os seus credores. José Cabral, filho de Erasmo Cabral, conta que jamais teve coragem de manusear qualquer documento referente ao episódio. O duro golpe do destino marcaria para sempre aquela família.
Fábrica das famosas Manteigas Jurandy.
"A esposa de Erasmo, conhecida como Bidi, por certo aturdida pelo drama que se abateu sobre a família, haveria de encontrar forças para enfrentar todos os percalços que lhe haveriam de atribular a vida. Outro filho, Losi, que era sentimental por excelênca, muito bom e trabalhador, foi embora contrafeito para, algum tempo depois,  voltar novamente a visitar os produtores de café para propor novos negócios."
Festa Junina da sociedade satarritense, na Fazenda do Cel. Erasmo Cabral.
Haydee Cabral, Filha de Erasmo, conta que um dos motivos da família ter conseguido se reerguer foi porque seu irmão, José Cabral, tornou-se um dos maiores advogados do país. Segundo relata, os famiilares conseguiram dar a volta por cima, ajudando-se mutuamente. A caçula também contou que o pai faleceu muito cedo. Erasmo Cabral, que era portador de diabetes, teve uma grande queda em seu estado clínico, após a falência, morrendo aos 54 anos de idade.

Glorinha Moreira, conta como foi o drama da família Cabral na época:

“Hoje, 14 de Janeiro, foi o dia da Reunião dos advogados do Sr. Erasmo. Tem 20 advogados na terra e a reunião foi ao meio-dia. A falência do senhor Erasmo ficou resolvida do melhor modo. Entregaram tudo ao titio Chiquinho Moreira para, no prazo de um ano, ele fazer o que achar melhor com a fazenda e os cafés que estão nas suas casas de Santos. Isso é tudo o que ele tem. Sua mãe e seus irmãos foram embora quinta-feira, dia 16.”
(Carlos Magno Romero Carneiro)


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O inesquecível Bar do Didi

Nivaldo Rafael de Souza trabalha como comerciante desde os quinze anos de idade. Começou em 1943, quando servia os numerosos fregueses do Bar Bueno, nas proximidades do Centro Operário. Três anos depois, Didi - como sempre foi conhecido -  passou a trabalhar como balconista do não menos afamado Bar do Júlio (Praça Santa Rita) e só deixou o local quando decidiu que queria abrir seu próprio negócio.

O surgimento do famoso bar

Didi nunca gostou de ser empregado. Como não tinha dinheiro para abrir o seu estabelecimento, teve que pedir abono ao amigo Horácio Capistrano e ao tio Antônio.  O empréstimo foi pago em quatro anos. Enquanto isso, sua companheira - Severiana - aguardava que a dívida fosse quitada para que os dois pudessem casar e o ajudava na cozinha com sua incrível habilidade em preparar deliciosos tira-gostos.
Como o segredo de todo grande bar está no preparo da comida e no atendimento aos clientes, Didi encontrou em sua esposa a parceira ideal para vencer a empreitada. O cardápio era variado. Cada dia era preparada uma especialidade. O sucesso foi tanto que em quatro meses o casal já havia colocado a casa em ordem e comprado uma sorveteria à prestação.
A sorveteria

Com o surgimento da sorveteria, o Bar do Didi ganhou um novo atrativo. Os deliciosos sorvetes eram preparados com frutas naturais, dentro do próprio estabelecimento. Para agradar os fregueses o comerciante mandou confeccionar um carimbo com os dizeres “Bar do Didi – Vale um picolé”, que aplicava nos palitos. A estratégia deu tão certo que logo o ponto comercial localizado na esquina da rua Joaquim Inácio com a Francisco Palma passaria a ser frequentado pela cidade inteira.
Devido à grande proximidade do estabelecimento com a Associação José do Patrocínio, Didi aproveitava a realização dos Bailes do dia 13 de Maio para faturar ainda mais alto. Entre um freguês e outro, o comerciante aproveitava para conferir a movimentação da rua e se encantava com a elegância dos convidados.
Nos finais de semana, os jogos de futebol nos campinhos de várzea movimentavam a cidade. Didi não perdia tempo. Vendia, em média, 600 picolés em cada jogo. Como na época ainda não existiam caixas de isopor, para que a mercadoria chegasse sem derreter, Didi precisava cobrir os picolés com gelo e pó de serragem.

Grandes amigos

Dentre todas as iniciativas adotadas pelo comerciante para atrair seus fregueses, a maior delas sempre foi a cortesia. Didi ainda se emociona ao lembrar os amigos que fizeram parte de sua vida e das lendas que marcaram a trajetória de seu bar.

Baracat e a Vodka com laranjada

Um dos fregueses mais cativos do bar era o querido Baracat. Certa vez, o eterno vice-prefeito entrou no estabelecimento, meio de fogo, e pediu uma de suas bebidas favoritas: Laranjada com Vodka. Vendo que o freguês já estava meio alterado, Didi resolveu entregar a ele laranjada pura. Quando terminou a quinta dose de suco, sem perceber que estava sendo enganado, Baracat virou para o comerciante e soltou a pérola: “Vodka sem vergonha! Eu tomei pra ficar tonto e sarei!”

A Tempestade

Em uma noite de tempestade, já era madrugada e nada dos fregueses irem embora. Quando deram umas quatro da manhã, morto de sono e inconformado por ter que trabalhar até tarde, Didi pulou do balcão com um facão, riscou a lâmina no chão e gritou: “Já tô de saco cheio! Se Deus existe mesmo quero que caia um raio nesse facão!” Nesse exato momento, um raio iluminou o ambiente, acompanhado do estrondo de um trovão, quase ao mesmo tempo. O barulho foi tão grande que os fregueses saíram correndo e deixaram o estabelecimento debaixo de chuva. Na corrida, o famoso Ieié, que também tratou de dar no pé com o susto que tomou, não viu que a tampa do bueiro em frente ao bar estava aberta e precisou ser retirado com a ajuda de três amigos.  Depois do susto, o fogo passou, os fregueses voltaram para suas casas  e Didi pôde tirar um merecido cochilo.
A profecia

Certa vez, o grupo de amigos, sem ter o que fazer, resolveu tirar uma fotografia se posicionando na ordem em que achavam que iriam morrer. O mais impressionante foi que a “profecia” deles começou a se concretizar e três dos amigos  já tinham vestido o paletó de madeira na ordem em que tinham posado para a foto. Não tiveram outra alternativa: rasgaram a fotografia danada e trataram de esquecer do assunto.

Compras em São Paulo

Numa outra ocasião, de trás do balcão, Didi viu seus fregueses combinarem realizar um dia de compras em São Paulo. A viagem se concretizou e lá se foram os santarritenses desbravar a paulicéia.  Depois de um dia de consumismo, ao chegarem à rua Florêncio de Abreu, os amigos constataram que todos eles estavam com as mãos cheias de sacolas, menos o Toninho do Beni. Para dar um jeito naquela situação, um deles comprou uma pesada picareta e deu para o coitado carregar. Toninho passeou com aquela coisa pela cidade inteira e voltou para casa com o braço mole. Coincidência ou não, no outro dia o jornal Notícias Populares estampava em sua primeira página: “Maníaco da picareta à solta na capital”.

A aposentaria (?)

Com muitas histórias e muito trabalho, Didi criou quatro filhos e fez muitos amigos. Em 1991, o comerciante decidiu que era hora de se aposentar e acabou fechando o estabe-lecimento.
Acostumado com a circulação diária de amigos, não demorou muito para que ele sentisse falta da velha rotina. Tomado por uma grande saudade, para trazer os companheiros para perto novamente, algum tempo depois foi criado nos fundos de sua residência, o “Clube do Didi”. Um espaço reservado onde os ve-hos amigos ainda se encontram e colocam a conversa em ordem, depois de um dia de trabalho duro.
Mesmo não obtendo lucro com as reuniões que promove em casa, durante esses encontros diários, o estimado comerciante relembra sua feliz história e pode fazer o que mais sabe: servir com carinho os amigos e estar sempre na presença de quem o faz feliz.

(Carlos Magno Romero Carneiro)

A seguir, um vídeo inédito do Bar do Didi e também de outros bares e santarritenses lendários:

Anastasia deve passar hoje - dia 19 - em Santa Rita do Sapucaí


Governador irá acompanhar trabalho das equipes em Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí .
 O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), voltará ao Sul de Minas nesta quarta-feira (19), para acompanhar o trabalho das equipes nas cidades atingidas pelas chuvas.

O político deverá passar por Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí. No sábado (15), Anastásia visitou outras cidades afetadas, como Itamonte, São Lourenço e Baependi.

Entre as medidas emergenciais adotadas, o governador pediu ao governo federal a liberação de R$ 250 milhões, para a reconstrução das vias de acesso às cidades, a estrutura urbana e as casas que foram danificadas. Em todo o Estado, 84 cidades decretaram estado de emergência.

Sul de Minas

De acordo com o último levantamento, sã0 518 desabrigados e 1.560 desalojados. Quinze municípios estão em estado de emergência. Uma pessoa morreu, em Santa Rita do Sapucaí. 

Fonte: EPTV.com

VAGA: Analista de Administração de Pessoal – Santa Rita do Sapucaí

Empresa que oferece soluções integradas em telecomunicações seleciona candidatos para a vaga de Analista de Administração de Pessoal para Santa Rita do Sapucaí / MG.

Requisitos: Responsável pelas atividades e rotinas de administração de pessoal(folha de pagamento, férias, etc), através da solicitação, conferência, processamento, registro e arquivamento de documentos, da correta inclusão de suas informações cadastrais em sistema informatizado próprio, visando o cumprimento de toda a legislação. Atendimento aos colaboradores e gestores. Requisitos:Graduado em Administração, Ciências Contábeis ou afins. Legislação trabalhista e previdenciária, Pacote Office, Navegador de Internet, Correio Eletrônico e Sistema Integrado MICROSIGA. Disponibilidade para residir em Santa Rita do Sapucaí.

Benefícios: plano de saúde, vale alimentação e PLR.
Salário: “a combinar”
Observações: CLT

Enviar currículos até 24/01/2011 aos cuidados de: Adriana Chagas com a sigla: DP no campo assunto para o e-mail: adriana.chagas@leucotron.com.br .

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vídeo Inédito: Lançamento da Pedra Fundamental da ETE FMC

Este vídeo, que quase ninguém conhece, é um registro do lançamento da Pedra Fundamental da ETE FMC. O Documentário começa com uma missa na antiga Matriz, registra um evento no Clube com a presença de Blocos Carnavalescos, vai para o prédio provisório da ETE FMC (hoje CVT) e fecha com o lançamento da Pedra Fundamental. Detalhe: a pedra foi lançada no Morro do Esguicho (Linear) e não no terreno da ETE FMC. Presença de personalidades importantes como o Ministro Clóvis Salgado, Sinhá Moreira e o futuro prefeito Doutor Arlette.

As grandes aventuras dos nossos radioamadores


Ondas amigas
Pelas ondas invisíveis do radioamadorismo, existe um universo paralelo. Através dos prefixos, freqüências e linguagens singulares, pessoas das mais diversas partes do mundo, criam um elo que vai além das fronteiras territoriais. Nesse mundo de válvulas, antenas e transistores, homens como o senhor Hilton Matragano faziam amizades para a vida toda, unidos por esta paixão em comum. Nessa matéria especial do Empório de Notícias, você conhecerá um pouco da história do radioamadorismo em Santa Rita, através do olhar de Maria Luiza Matragrano.
Encontro de Radioamadores em Santa Rita do Sapucaí.
Os pioneiros em Santa Rita do Sapucaí

Maria Luiza é a “Cristal” - nome dado às esposas dos radioamadores - de Hilton Matragrano, o segundo radioamador da cidade. O primeiro havia sido Reginaldo Briguenti, filho do Senhor Marino Briguenti que também acabou enveredando pelas mesmas ondas, conquistando o terceiro prefixo.Wagner Matragrano,  filho de Hilton e Maria Luiza, também tornou-se radioamador quando realizou os exames para a licenciatura, em homenagem ao pai.
Encontro local de Radioamadores.
O mundo mais perto

Segundo nos contou Maria Luiza, a cada confirmação de comunicação, Hilton recebia cartões dos novos amigos, que eram guardados como verdadeiras relíquias - provas incontestáveis dos difíceis contatos que fazia. Com o tempo, Hilton acabou conseguindo se comunicar com dezenas de países, dentre eles: a Rússia, o Paquistão, a Bósnia, a Noruega e até com uma estação do Programa Antártico Brasileiro. Um fato interessante é que, durante umas das comunicações internacionais, Hilton acabou conhecendo um dos integrantes do grupo musical que acampanhava Carmem Miranda na Califórnia.
A Estação de Hilton Matragrano, em Santa Rita do Sapucaí.
O auxílio pelas ondas do rádio

Além do prazer em conhecer novas pessoas e culturas, os auxílios prestados através das ondas do radioamadorismo eram inúmeros. Dentre eles, em uma tragédia ocorrida em Caraguatatuba, em que a energia foi danificada. Hilton serviu como intermediário das vítimas, através das comunicações que recebia e com uma atenção toda especial, uma vez que seus pais também encontravam-se na cidade.

Santa Rita - Antártica

Outro fato interessante foi quando o Alberto Poppinger faleceu em uma base da Estação Antártica Brasileira e seus familiares, em Santa Rita do Sapucaí, receberam a notícia através de uma comunicação de rádio.
Os Jesuítas e o radioamadorismo

Já os padres Jesuítas, Alonso e Cabalero, usavam o radioamador do senhor Hilton para se comunicarem com os familiares em Pontevedra, na Espanha. Os padres que aqui vieram para integrar o grupo de pioneiros que tornaram possível o Vale da Eletrônica, também se beneficiavam com a nova tecnologia.
Hilton Matragrano em sua Estação.
Um caso fantástico com Maria Bonita

A nossa querida Maria Bonita tomou parte em uma história muito comovente envolvendo o radioamadorismo. Depois de haver sonhado com a morte do filho em São Paulo, a ilustre senhora procurou Hilton, que acabou pedindo ajuda aos amigos radioamadores de São Paulo, encontrando, realmente, o seu filho no IML e trazendo-o para Santa Rita do Sapucaí.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O universo criativo de Marcos Flávio

“Após a meia noite, todos os super-heróis e super-humanos saem à procura daqueles que sabem mais do que si próprios”. (Bob Dylan)

Marcos Flávio nunca foi um lugar comum. Foi um universo paralelo. Um mundo de questionamentos, criatividade e humor, ainda pouco desvendado. Ao seu redor, gravitavam dezenas de amigos, sedentos por seus devaneios poéticos, produzidos aos milhares nas mesas de bar. Entre os anos 60 e 70, tudo era muito inacessível. Raros eram aqueles que dispunham de uma grande variedade de discos, livros e ideias.
O santarritense Marcos Flávio.
 Dono de uma rica coleção de álbuns, colecionador das mais cultuadas obras poéticas e aglutinador nato da juventude intelectualizada dos anos 60 e 70, Marcos fazia questão de receber dezenas de amigos no grande porão de sua residência, onde realizava saraus que atravessavam a gélida noite santarritense. De estudantes, amigos e artistas, a personagens lendários como Pantera e Maria Vitrola, o repertório de informações que circulavam em suas noitadas era incrível. Logo na entrada do porão, a advertência talhada com fúria em uma placa de madeira: “Circo mágico, teatro do absurdo. Passagem só para loucos, entrada só para raros”. A citação de Herman Hesse, autor do clássico “O Lobo da Estepe”, dava o tom do que esperava o visitante ao adentrar aquele território inusitado. Abençoado por música da boa, rodeado pelos mais incríveis escritores do planeta e disperso em um ambiente incomum, o grupo trocava ideias, discutia cinema, debatia assuntos filosóficos e declamava poesias de artistas que, como eles, faziam questão de estar vivos.

“Oh burocratas, que ódio vos tenho! E se fosse apenas ódio... é ainda o sentimento da vida que perdi sendo um dos vossos.” (Carlos Drummond de Andrade)


Ao romper do dia, Marcos Flávio vestia o seu disfarce de burocrata. Tornava-se o distinto escrivão do cartório de registro civil. Enredado naquele ciclo diário de casamentos, óbitos e cerimônias batismais, o jovem libertário quase podia ser confundido com qualquer simples mortal. Consciente do peso que seu cargo impunha, o funcionário público variava do formal ao genial com uma habilidade impressionante. Entre clientes, colegas de trabalho, artistas e amigos para a vida toda, Marcos travava um luta incessante para conter sua angústia. Afinal, como uma pessoa tão querida poderia se sentir, ao mesmo tempo, tão sozinha? Nem ele entendia. Para desvendar esse enigma, interagia incessantemente com o mundo e trazia suas verdades para o papel. Marcos escrevia tudo o que pensava. Tingia guardanapos, panfletos, rótulos e cadernos com divagações sentimentais. Questionava o automatismo, a existência, a obviedade, o amor. Buscava em cada nova amizade des-vendar um pouco de si mesmo. Quanto mais se esforçava para compreender o mundo, mais produzia textos e divagações em busca de respostas complexas.
A casa onde viveu Marcos Flávio.
No início de 70, Marcos fundou o  “Bloco BandaLheira”. Anos depois, idealizou o lendário “Vai quem Ké”: considerado, por eles mesmos, o bloco caricato mais democrático que o planeta já viu. Nessa mesma época, criou o Grupo de Teatro Amador de Santa Rita do Sapucaí. Além de diretor, roteirista e ator, Marcos ainda era cenógrafo e figurinista das obras encenadas. A turma de amigos fazia sucesso. Em cinco anos, a trupe colheu aplausos em toda a região e, ainda hoje, é lembrada com saudosismo por muitos fãs.

Em 1981, Marcos participou da criação de um de seus mais conhecidos projetos artísticos: o tradicional Feirão Folclórico. Como haviam planejado, a primeira edição do evento cumpriu o objetivo fundamental: tirar a população santarritense da inércia intelectual. Em aproximadamente dez dias, o Feirão espalhou obras de diversos artistas pelo centro da cidade, trouxe apresentações musicais dos mais variados gêneros e realizou intervenções que chocaram os mais ortodoxos. A mais polêmica delas foi o enxerto de um turbante de Carmem Miranda na estátua do Chico Moreira. Aquela cena gerou grande repercussão na cidade, mas proporcionou exatamente o que eles queriam: apresentar o novo através da destruição de paradigmas. Nesse mesmo ano, surgia uma nova empreitada: a criação do Desfile de Cavaleiros. Depois desse bombardeio intempestivo de novas tendências, Santa Rita jamais seria a mesma.

Alguns conheceram o Flávio libertário, tantos outros o escrivão. O que muitos não sabem é que suas obras em benefício dos menos favorecidos se espalharam por toda a cidade. Mesmo sem ter estudado arquitetura, Marcos Flávio projetou diversas casas, sem nunca ter cobrado um único centavo por isso. Durante toda a sua vida, patrocinou estudos, tratamentos odontológicos, atendimentos médicos e distribuiu cestas básicas para diversas famílias carentes. No entanto, nunca passou por sua cabeça lucrar com suas obras. O sonho de Marcos era transformar o mundo e não tirar proveito dele.
O grupo de teatro santarritense liderado por Marcos Flávio: muito sucesso na região.
Robson, um de seus grandes amigos, conta que Marcos vivia dizendo que não chegaria aos 60 anos. Quase ninguém sabia, mas o escrivão convivia, há algum tempo, com um câncer, talvez gerado por sua incapacidade de exteriorizar todas as angústias e sentimentos. Apesar da enfermidade, Marcos continuou levando a vida com grande humor até perder o grande amor de sua vida: sua mãe, Helena. Eliana Miranda, outra de suas grandes companheiras, conta que o abatimento que o acometeu após a perda, só fez despertar aquele sofrimento que, até então, permanecia latente. Como profetizara, Marcos Flávio faleceu em 1998, pouco antes de completar 60 anos. Consternada com a perda irreparável do ente querido, sua família guarda até hoje as mensagens de adeus dos amigos mais íntimos:

“Marcos é IMORTAL. Ele foi e sempre será uma ESTRELA-GUIA, cheia de luz que iluminou o caminho de muitas pessoas com sua compreensão, bondade, amor e amizade verdadeira.”

“Santa Rita está perdendo a figura mais inteligente, criativa, agradável e amiga, que sempre nos deu o prazer de parar e conversar.”

“Foi um companheiro polêmico, irreverente, brilhante e culto. Um professor e poeta que ia com facilidade de Camões a Henfil.”

“No coração de todos nós ficará o amigo, irmão e anjo da guarda.”
 
A seguir, uma de suas cartas a uma amiga:

Ficou menina mais tempo que o devido. Posou de ingênua sem acreditar no que teimava em não sentir. Foi preciso executar cadáveres (de vivos e de mortos) e viajar mundos inteiros para aprender a acordar. E então um tempo novo inaugurou. E os vivos viram que ela era mais viva que os fantasmas de antes. Foi então que eu vi que a menina, que um dia conheci menina, estava pronta para assumir a vida. Estava alerta para viver adulta.

(Esta matéria teve a colaboração dos grandes amigos de Marcos Flávio: Eliana Miranda, Robson Cruz, Wilma Machado S. Mello e Alicinha Baracat. Alguns dados biográficos foram retirados de um trabalho feito por Carla Kristina Nass de Andrade em agosto de 1999. )

(Carlos Romero Carneiro)

Um sobrevivente dos anos 80

Outro dia, ao subir as escadas do Banco Itaú para usar o caixa eletrônico, me deparei com um grupo de jovens que sempre ficam sentados por ali. Ao me aproximar da porta, um deles falou uma frase que mudou completamente a minha vida: “Dá licença pro tio passar!”. Tio??? Foi aí que a ficha caiu. Para aqueles moleques, eu era mesmo um tiozinho e “cair a ficha” é algo que eles nem imaginam o que seja. Na visão deles, eu era mais um exemplar da distante geração de 80. Uma espécie muito estranha que usava Kichute com o cadarço amarrado na canela e fumava cigarrinhos de chocolate. Realmente, muita coisa mudou de lá para cá. A própria praça já não é mais a mesma. Quantas vezes nadei naquela fonte luminosa, indiferente ao olhar dos adultos? Quantas vezes joguei “Mil Milhas” no fliperama do Waltinho ou comprei balas “Sete Belo” na Bomboniere Renata?  Quantas vezes escorreguei na rampinha do coreto ou brinquei em torno do monumento do Chico Moreira? É, meus caros, o tempo é implacável. No entanto, lembrar esses momentos dá uma saudade danada e me inspirou a fazer este texto.

A infância na década de 80

Na década de 80, a nossa mesada era  “1 Barão”. Uma pequena fortuna que, convertida para a moeda corrente da molecada, equivalia a 10 chicletes. Com essa bufunfa, a gente tinha que escolher: ou tomava uma coalhada na lanchonete do Modesto, ou tentava convencer os porteiros do cinema para assistir a filmes censurados para menores de 12 anos. Quando passava filme dos Trapalhões, o cinema ficava lotado. Saía criança pelo ladrão. Nunca me esqueço quando um desocupado pregou um chiclete na minha cabeça, durante a exibição de Crocodilo Dundee. Até hoje eu vejo o meliante na rua e ainda me lembro do episódio. A brincadeira me custou uma boa parte do topete e um mês tendo que ir de boné para a escola.

Amigos para toda a vida

De todos os amigos que fiz na infância, fico feliz em poder dizer que continuo próximo de muitos  deles. Era uma turminha grande. Quando uma criança ganhava um brinquedo novo, virava febre na cidade. Todo mundo queria ter um igual. Tinha a época das pipas, a temporada dos iô-iôs da Coca-cola e o tempo de construirmos carrinhos de rolimã para descermos do alto do morro do cruzeiro.

Os anos 80 marcaram um período muito interessante de Santa Rita. Até então, a cidade não via muitas perspectivas para o crescimento. Por morarmos em um vale, achávamos que Santa Rita não tinha mais para onde ir. Violência que não existia. O quintal da molecada era a rua. Como o Atari e o Odissey ainda estavam no início, a diversão era reunir a turma e brincar de futebol, pega-pega ou pique-esconde. Por falar em pique, existia por aqui uma modalidade dessa brincadeira que eu nunca mais vi em outro lugar: o famoso “Pique Vara”. Nessa brincadeira, a molecada se dividia em dois grupos: um pelotão para correr e outro para bater. O segundo grupo quebrava galhos de árvores ou “espadas de São Jorge” e se preparava para descer a lenha em quem achasse pela frente. O mais interessante é que valia a cidade inteira e só terminava quando a criança chegasse em casa para dormir. As regras eram claras: só eram permitidas três varadas na perna e não adiantava gritar pela mãe. Era muito comum ver um ou outro amigo com um vergão que demorava dias para desaparecer.

Modas bizarras

Como acontece até hoje, nos anos 80 a moda era ditada pela “novela das oito”. Em uma delas, um personagem chamado Greg ou Greghor, usava um fio de telefone preso com um chaveiro em torno do pescoço. Aquele colar bizarro logo se alastrou pela cidade toda. Aliás, aquilo se alastrou pelo mundo. Que atire a primeira Grapette quem passou por essa fase e nunca usou esse treco pelo menos uma vez na vida. Outra moda que toda criatura da década de oitenta ainda quer esquecer é a “MenudoMania”: um grupo porto-riquenho formado por 4 ou 5 garotos de fitinhas coloridas na testa que proporcionava altos Ibopes ao programa “Viva a Noite”, de Gugu Liberado. Tem muito marmanjo com barba na cara que já deu giradinha no refrão de “Não se reprima”.  É o lado negro da força...

Discípulos de Spectroman

Lembrar da década de 80 é isso. É falar de heróis japoneses, de figurinhas feitas de lata e de tênis antimacrobióticos. Uma época em que a interação humana ainda existia e que jogar conversa fora com os amigos, sentado à beira da calçada, valia mais do que salas de bate-papo ou jogos em rede. Foi o último suspiro de um mundo inocente, onde as tardes demoravam anos para passar e a nossa vida era decidir do que íamos brincar no outro dia. Um momento que marcou o início dos enlatados e os primeiros passos do bombardeio de informações que viria a ser dos anos noventa em diante.
Dedicado aos amigos: Ricardo Foca, Léo Lambari, Mário Vaca, Paçoca, Cabeça, Jão Iti, Fábio Mazaroppi, Aldo, Guto, Juninho, Dedé, Marquinho e Jota Maquei.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rio Sapucaí: de onde vem e pra onde vai.

O rio Sapucaí é a artéria principal do corpo de quarenta e seis cidades. Quarenta e três no estado de Minas e três no estado de São Paulo. Em sua bacia vivem mais de meio milhão de pessoas.
Pescadores do Rio Sapucaí.
A Bacia hidrográfica do Sapucaí é uma sub-bacia do rio Grande que, por sua vez, pertence à bacia do rio Paraná. O rio Paraná pertence à bacia do Prata que, após margear a Argentina, deságua no Oceano Atlântico. A bacia do Sapucaí engloba microregiões do Vale do Paraíba Paulista, Alto da Mantiqueira, Planalto Mineiro e Furnas.

O rio Sapucaí é o principal rio da bacia. Nasce com o nome de Sapucaí-Guaçu, acima da Vila de Jaguaribe, em Campos do Jordão, a 1750 metros de altitude, na serra da Mantiqueira.

Antes da construção da usina hidrelétrica de Furnas, no começo da década de 60, o rio Sapucaí desaguava diretamente no rio Grande, nas proximidades de Alpinópolis. A partir de sua nascente até sua foz, sua extensão era de 405 quilôme-tros. O rio Sapucaí encerra seu curso na Vila de Pantalete, entre os municípios de Paraguaçu e Três Pontas. Nesse local, o Sapucaí se une ao rio Verde e, juntos, formam um braço da represa de Furnas.

O rio está dividido em três segmentos distintos: curso superior (Alto Sapucaí), curso médio (Médio Sapucaí) e curso inferior (Baixo Sapucaí). O alto Sapucaí atinge uma área de cinqüenta quilômetros. Inicia-se na nascente em Campos do Jordão e vai até a confluência com o rio Bicas, próximo a Wenceslau Brás. O médio Sapucaí estende-se da confluência do rio Bicas até o encontro com o Sapucaí Mirim, no município de Pouso Alegre, atingindo noventa quilômetros. O baixo Sapucaí, com 143 quilômetros, vai do encontro do Sapucaí-Mirim até a represa de Furnas.

O agrupamento de várias nascentes das vilas de Campos do Jordão, dão forma ao rio, ainda dentro do município. O rio segue, serra abaixo, rumo ao território mineiro.
A declividade do relevo nessa região montanhosa favorece o aparecimento de corredeiras e cachoeiras. O rio passa entre pedras, formando pequenas lagoas. Nesse trecho é possível atravessar a pé de uma margem para outra pois, apesar da forte correnteza, o rio atinge apenas um metro de profundidade.
Nas proximidades de Santa Rita do Sapucaí, com várzeas mais estreitas, o rio recebe as águas do Ribeirão Vargem Grande. Depois de atravessar Santa Rita, o rio dirige-se a Pouso Alegre, mudando a direção de Oeste para Norte.

A descoberta do rio Sapucaí

O rio Sapucaí foi descoberto em 1596 pelo sertanista João Pereira Botafogo, entre os municípios de Paraguaçu e Carmo do Rio Claro. Durante os séculos XVII e XVIII, o rio serviu de rota para as numerosas bandeiras que partiram das capitanias do Rio de Janeiro e São Paulo em busca de tesouros para a coroa portuguesa.
Paulo Cleto às margens do Sapucaí.
Em 1737, o ouvidor de São João Del Rei, Cypriano José da Rocha, organizou um expedição para desbravar o rio Sapucaí e afirmou: “É um rio abundante em águas, maior em muitas partes que o rio Grande, porém de vagarosa corrente.” O ouvidor, satisfeito, mandou explorar ouro das cabeceiras do rio.

Os vales férteis e as águas volumosas, continuaram a atrair aventureiros nos anos seguintes. Outros lugarejos foram nascendo às margens do Sapucaí e seus afluentes, como Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Careaçu.

A flora

O rio Sapucaí recebeu esse nome pela abundância das sapucaias existentes em suas margens. Sapucaias são árvores da família das lecticidáceas. Produzem frutos oleosos e comestíveis, semelhantes à castanha-do-pará. Sua madeira é dura, pesada e resistente, usada para dormen-tes, na construção civil e naval. Em tupi “Iasapuka’i” significa “fruto que faz saltar o olho, “que grita”, “que canta”.
 Dona Maria José Carvalho Viana, cronista e escritora, tinha em sua casa, alguns frutos da sapucaia que vieram de Viçosa, do outro lado do estado. Em sua fazenda ela plantou algumas mudas de árvores, compradas em Piracicaba, São Paulo.

Segundo historiadores, as sapucaias desapareceram por causa de sua madeira, ótima para obras externas. E foi a ocorrência das chamadas madeiras-de-lei ao longo da bacia do Sapucaí que acelerou o desmatamento.
A região de Santa Rita do Sapucaí possui uma mata ciliar de característica inferior à primitiva. Os óleos, ipês, ingazeiros e maçaranduvas, considerados de lei, cederam lugar às capixabas e cambuís, consideradas madeiras-brancas.

A pesca

A ação predatória do homem praticamente extinguiu uma atividade que, durante muito tempo, foi meio de subsistência para muitas famílias ribeirinhas: a pesca.

Hoje, pescadores nas margens do Sapucaí correm o risco de se tornarem mais um espécie em extinção. A poluição vem diminuindo o oxigênio das águas, o que provoca a morte dos peixes. Com a retirada da areia, a produção do Plâncton, principal alimento de várias espécies de peixes, diminui.

Cortes e represas dificultam e até impedem a ocorrência da piracema, subida dos peixes para a desova. Nessa luta pela sobrevivência, saem vitoriosos os peixes de couro como o mandi, bem adaptado à poluição.
As espécies que atualmente são encontradas ao longo do rio Sapucaí até desaguar no rio Grande são: lambari, cigarra, dourado, tabarana, trairão, traíra, piau, piapara, piau-três-pintas, flamenguinho, campineiro, sagüiru, curimbatá, canivete, mandi-amarelo, bagre, cascudo e acará.

A retificação

Até 1965 o rio Sapucaí não era muito conhecido. Antes da retificação feita pelo DNOS, havia desova em São José do Alegre que hoje não há mais. Com a interferência do homem, há um seleção de espécies de peixes que têm dificuldades de adaptação, como é o caso da piratanduva, que hoje está praticamente extinta do Sapucaí.

(Trecho da obra “Sapucaí, o caminho das águas”, produzida em 1996 por Ana Maria Beraldo, Luciane Santos da Cunha, Maria Eunice dos Reis e Sarita do Prado Amaral.)

11 anos após a grande enchente de 2000, nada foi feito pelo poder público

11 anos se passaram

Em janeiro de 2000, várias famílias foram vítimas da enchente que destruiu parte da cidade de Santa Rita do Sapucaí. Naquele ano, a população sofreu grandes perdas materiais e milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas às pressas, logo no primeiro dia do ano. Em 2007, a cidade ficou novamente debaixo d’água e, até então, pouco ou quase nada havia sido feito para reduzir as probabilidades de possíveis desastres.
Imagem: Enchente de 2000. Depois de 11anos, a cidade corre o sério risco de ver uma reprise deste triste episódio.
A causa e o efeito

Santa Rita do Sapucaí foi construída em um espaço pantanoso - antes ocupado pelo Rio Sapucaí e que sofreu grandes mudanças no decorrer dos tempos. As várzeas deram lugar a loteamentos mal planejados o esguicho aterrou grande parte do centro e o sistema de saneamento básico foi construído em nível baixo, fazendo com que a água volte para as casas (em alguns pontos) quando o rio enche.

Como contornar esse problema?

Segundo as autoridades, a melhor forma de conter as enchentes é através da construção de barragens no leito do rio Sapucaí - obra prometida e ainda não cumprida pelo Governo do Estado - e a construção de galerias com grande capacidade de vazão.
Imagem: Enchente de 2000. Enquanto o Plano Diretor não é aprovado, loteamentos continuam sendo construídos em áreas de risco.
Comerciantes e moradores preocupados

Muitos moradores e comerciantes de Santa Rita foram prejudicados nas duas enchentes. De acordo com o presidente da Associação Comercial do Vale da Eletrônica, José Norberto Dias, 70% da cidade ficou em baixo d’água e, mesmo que tenha um plano de fuga, o comércio da cidade sofrerá um prejuízo muito grande. “Quando houve as enchentes cadastramos as empresas prejudicadas e conseguimos recursos e empréstimos junto ao SEBRAE e BDMG, mas não tem saída: é um problema crítico e todos acabam tendo prejuízo”, disse ele.
Descaso: Após a enchente de 2000, o governo e prefeitura nada fizeram para reverter este quadro.
Pergunta que não quer calar
Em 10 anos não poderia ter sido feito algo para que uma tragédia não se repetisse? As autoridades municipais não deveriam ter cobrado uma iniciativa concreta dos responsáveis? Existe alguém preocupado com a situação de milhares de santarritenses que perdem tudo quando a cidade fica submersa? Comprem seus escafandros. Nunca se sabe...

A situação de Santa Rita do Sapucaí no dia de 14 de janeiro

 8h37min

O nível do Rio Sapucaí subiu de 4,62m para 5,2m em 24 horas. Segundo Aquiles - funcionário da Defesa Civil - isto se deve às fortes chuvas que ocorreram ontem em Pedralva, Itajubá e também na região de Campos do Jordão. Segundo nos informou, este aumento corresponde à água que está começando a chegar desses locais onde choveu muito ontem. A cidade está em situação de alerta. Aquiles afirmou que as pessoas devem manter atenção às orientações das autoridades municipais e que, caso seja necessário, seremos avisados através das Rádios locais.
A água das chuvas de ontem em Pedralva, Itajubá e Campos do Jordão começam a chegar a Santa Rita.
Também perguntamos sobre a situação do morro do Gerônimo, que sofreu um pequeno deslizamento ontem. Sobre este assunto, Aquiles informou que a Defesa Civil e um engenheiro estiveram ontem no local e que, para este casos, a única coisa a fazer é retirar os moradores das áreas de risco.
Avenida Beira-rio é novamente tomada pelas águas do Rio Sapucaí. A população deve ficar em alerta.
 Apesar do aumento no nível do rio, o dia amanheceu nublado. A previsão é de que, nos próximos dias, aconteça mais chuva na cidade.

 13h40min

Esta imagem foi captada às 13h40min. O rio Sapucaí continua  subindo mas afirmou que a situação está sendo avaliada e que a população será avisada, caso haja necessidade.

Situação do Rio Sapucaí às 13h40min.
Situação do Rio Sapucaí às 13h40min.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Confira a situação de Santa Rita do Sapucaí, na manhã de 13 de janeiro.

Este é o único ponto da Avenida Beira Rio que ainda encontrava-se intransitável.
Depois de um forte toró que causou alguns transtornos aos santarritenses que sairam de casa para pegar no batente, a situação se normalizou na manhã de quinta-feira. Até as 11h30min, não existiam pontos de alagamento. O nível do rio Sapucaí baixou bem em relação aos dias anteriores e a avenida beira-rio só estava interrompida debaixo da ponte velha.
O volume das águas baixou em relação à semana passada, mas a expectiva é que aumente nas próximas 24 horas.
Até as onze horas da manhã, não havia concentração de água em nenhum ponto da "Grande Santa Rita".  No entanto, os motoristas devem ficar atentos aos diversos buracos que acabam encobertos pela ação das chuvas. Repórter Capeta, nosso correspondente internacional, conta que encontrou um veículo no bairro Fernandes com o pneu furado ao passar sobre uma valeta camuflada. O buraco passa bem.

Na manhã do dia 13, o trânsito havia se normalizado na Avenida Beira Rio.
 OBS: Às 11h54min a chuva retornou

Recomendações da Defesa Civil de Santa Rita do Sapucaí: 

Conversamos às 11 horas e 20 minutos com Robledo de Martha, responsável pela Defesa Civil e ele nos passou as seguintes orientações sobre a situação em Santa Rita do Sapucaí:
  
O estado, nesse momento, é de atenção em Santa Rita do Sapucaí. O nível, às 11h20min era  de 4,62. Ainda temos uma margem de 1 metro e 20 centímetros para que o rio alcance o nível que chegou na semana passada. As águas que alagaram Itajubá ontem devem chegar em Santa Rita na tarde de hoje mas, segundo ele, o volume (daquele acontecimento isolado) não é tão grande. Os moradores devem ficar atentos às orientações da defesa civil em relação às fortes chuvas que tem acontecido em Itajubá e região. Robledo nos informou que o volume deve aumentar consideravelmente nas próximas 24 horas. As águas das chuvas do amanhecer de hoje (na região de Itajubá) devem chegar amanhã por aqui. A população deve ficar alerta para o caso de necessitar colocar seus pertences em local seguro ou se retirar das regiões mais críticas.
Índices locais em relação ao clima em Santa Rita do Sapucaí.  Fonte: Jornal do Tempo.