quinta-feira, 26 de abril de 2012

Atividade do Núcleo Anjos de Minas é inaugurada em evento no Vale da Eletrônica.

O Núcleo Anjos de Minas realizou seu primeiro evento em Santa Rita do Sapucaí (MG), o chamado "Vale da Eletrônica", ontem, dia 24 de abril. Na ocasião, foi apresentado à plateia (empresários e potenciais investidores) o conceito de "investidor-anjo" - suas características, sua atuação no Brasil e a quem ou que tipo de negócio/projeto deve ser aplicado. 

Este evento inaugural foi realizado pelas empresas Ascon Assessoria e Consultoria Empresarial e Severini Soluções Empresariais com o apoio do PE-ET - Polo de Excelência de Eletrônica e Telecomunicações. O evento, realizado no Inatel - Instituto Nacional de Telecomunicações teve a participação de cerca de 60 pessoas - autoridades, empresários, investidores. A próxima reunião do Núcleo acontece dia 29 de maio. 

O evento foi aberto pelo Prof. Adonias Costa da Silveira, presidente do Comitê Gestor do PE-ET. Silveira cumprimentou a todos e salientou em sua explanação a importância do investimento em empresas-nascentes, no momento em que elas mais precisam - no desenvolvimento de projetos. 

 João Alfredo Rodrigues Paula, diretor da empresa Ascon, apresentou o conceito de investidor-anjo aos expectadores. Ele falou sobre o momento propício da economia brasileira e da crise que os países europeus estão sofrendo. Rodrigues entende que "o Brasil está diferente" e que o momento de se investir e empreender é agora. "Estamos lançando hoje uma pedra fundamental. A partir desta data, estaremos criando uma massa crítica em Santa Rita e região", comentou. João Alfredo exibiu em sua apresentação inúmeros recortes de jornal, todos eles fazendo alusão a investidores externos que estão apostando no Brasil e das potencialidades brasileiras que podem ser exploradas. Ele destacou os setores energético (energia alternativa, inclusive) e saúde (biotecnologia). 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

DIFUSORA: Denúncia contra o prefeito de Santa Rita do Sapucaí é arquivada na Câmara Municipal

Passagens elevadas de pedestre serão construídas em Santa Rita do Sapucaí


Confira os melhores momentos da Mostra do Comércio 2012

 

Oferecimento:

O bom combate de Clemenceau Miranda

Como foi o início da sua vida?

Meu pai casou muito tarde. Ele tinha 48 anos e minha mãe 18. Tiveram 11 filhos. Ele tinha uma fazenda de 250 Alqueires e tentou construir uma estrada que cortava suas terras para não precisar pagar pedágio. Por causa disso, quebrou. Eu trabalhava com minha família na roça, em Ubá. Ele tinha comprado um sítio. Vendeu uma fazenda de 2500 alqueires e comprou um sítio, depois, de 80 alqueires. Nesse sítio eu o ajudei a plantar laranja, cebola e fumo. Eu tinha entre quatro e cinco anos.

Mais tarde nós fomos para Coimbra (Minas). Nessa época meu pai pediu para que eu aprendesse um ofício, para que não passasse dificuldades. Eu cheguei em uma alfaiataria e pedi para aprender. Eu fiquei 8 meses trabalhando com eles mas fui obrigado a sair para poder ajudar a minha mãe. Eu não ganhava nada. Minha mãe fazia doces pra vender e eu ajudava. Alguns anos depois, comecei a trabalhar com um senhor que era Sírio.

Lembro que gostava muito de futebol. Nessa época, eu formei um timezinho de jogávamos em um campo de terra nas horas vagas. Estávamos até bem no compeonato. Certo dia, conheci um amigo no campinho que me convidou para ir para Belo Horizonte. Eu tinha trabalhado 3 anos com o sírio e ganhado 10 mil cruzeiros. Com o novo emprego em uma casa de sinuca eu ganharia 480 mil cruzeiros. Fiquei muito contente porque poderia ajudar a minha mãe.
E como foi que o senhor começou nas Pernambucanas?

Todo mês de dezembro, as Casas Pernambucanas empregavam um pessoal apenas para essa época. Então eu vi em um jornal de Belo Horizonte que estavam precisando de gente e me candidatei. Eu fui escolhido para trabalhar e, naquele mês de dezembro, vendi mais do que os nove balconistas juntos.
 
Como foi sua vinda para Santa Rita  do Sapucaí?

Era para eu ficar aqui um ano só. Eu tinha vindo apenas para a abertura da loja. Ficava na Silvestre Ferraz, naquela esquina que cruza com a Comendador Custódio Ribeiro.

Em uma época, quando eu já estava em Santa Rita, cheguei a morar dentro da loja com a minha família. Eu fiz o pedido para o dono das Pernambucanas para que pudesse morar dentro da loja, para não pagar o aluguel. A minha senhora já tinha tido o terceiro filho. Com eles, morei lá por muito tempo. Minha senhora trabalhou também comigo 6 anos lá.

Foi aí que o senhor ficou amigo da dona Sinhá Moreira?


Dona Sinhá sempre fazia compras na loja para realizar suas obras. Certa vez, foi falar comigo sobre as compras a prazo. Estava sem jeito. E eu falei a ela: “Dona Sinhá, o talões são provisórios. A senhora não está comprando fiado.” E ela aceitou. Eu fiz o que foi possível para atendê-la bem.

Sinhá Moreira tinha dois irmãos. Com a fortuna que herdou, a primeira coisa que fez foi comprar, perto do Inatel, um pasto e construir 80 casas para famílias sem condições. Os moradores escolhiam a casa que queriam. Escolhiam a planta que quisessem. 

Por gestos como esse foi que o senhor começou a gostar da cidade?

Com esses gestos, eu que tinha vindo para Santa Rita para ficar só um ano, esqueci de voltar. Eu percebi que gostava muito desta cidade. Fiquei. Não tinha ilusão e nem intenção de ficar rico. Eu tinha a intenção apenas de ajudar quem eu pudesse. Eu comprei um lote e construí minha casa, depois de 30 anos de trabalho. Fui servente de pedreiro da minha própria obra.

O senhor também ajudou na construção do nosso campo de futebol, não é?


Surgiu um amigo aqui que trabalhava na coletoria e que gostava de futebol. Naquele tempo, o campo de futebol não era como hoje. Ele era atravessado, ficava na horizontal. Nós então começamos a tocar os times de futebol para fazer renda para construir o estádio. A prefeitura, na época, oferecia pra gente um pedreiro e dois serventes. O resto a gente tinha que comprar. Então eu e o João Costa trabalhamos oito anos para construir o campo, do jeito que é hoje. Naquela época, tinha um buraco naquele local de oito metros de profundidade e Dona Sinhá Moreira ajudou, com os caminhões dela, a aterrar o terreno. Lembro que ela colaborou em tudo o que foi possível para construir aquele campo de futebol.

Qual era a sua contribuição nesse projeto?

Naquela época, nós tínhamos uma renda com o futebol muito grande. Nós fizemos um campeonato para a cidade e, com isso, foram surgindo bons times. Minha função era apenas receber o dinheiro, separar a renda dos times e comprar todo o material do campo para o pedreiro construir. Eu fazia esse serviço e voltava para o meu trabalho nas Lojas Pernambucanas. Eu gostava de futebol mas não podia deixar meus afazeres. Com isso, eu fui criando amizades e minha história se enriqueceu. Fiz muitos amigos, tanto através do futebol, como também do meu trabalho como vendedor.
Foi nessa época que surgiu o seu cinema?

Eu tinha um amigo na maçonaria que me convidou para fazer parte de uma sociedade no cinema. Eu tive uma série de problemas nessa época. O aparelho era muito ruim e dava um trabalho danado. Foi quando fiquei sabendo que tinha fechado o Cine Glória em Pouso Alegre e que estavam vendendo os aparelhos. Eu fui lá com um amigo que conhecia essas coisas. Ele viu o equipamento e falou: “Pode comprar que  é alemão, uma maravilha.” Eles tinham umas cadeiras pra vender também. Eu comprei o aparelho e mais 100 cadeiras. Dei um jeito de pagar à prestação. Isso era por volta de 1954. Eu montei o cinema no mesmo ponto onde antes era a Pernambucanas. Com isso, tocamos o negócio. O nome “Cine Vitória” foi idéia minha. Era o que a gente queria:  alcançar a “vitória”, não é?

Porque o senhor decidiu fechar o cinema?


Porque o cinema aqui da praça tinha bons filmes e o meu não. O povo de Santa Rita não gostava muito do meus filmes porque eram sobras.

E a Casa Miranda? Como surgiu?

A Casa Miranda surgiu quando eu terminei a sociedade que tinha.  Nós dividimos o estoque. Foi então que eu abri a Casa Miranda e negociei, durante anos. Eu aluguei o prédio da antiga Casa Andare (Praça Santa Rita) e morei 13 anos lá. Hoje meus filhos tomam conta.
A que o senhor atribui o sucesso da sua loja?

Como eu trabalhei muito tempo nas Pernambucanas, usava o estilo de trabalhar dela para a minha loja também. Por isso, ela ia muito bem.

O senhor acha que a política, antes, era melhor do que é hoje?

Não. Política sempre foi política. É muito difícil. Eu nunca aceitei política. Nunca quis nada que viesse dela.

Oferecimento:

Para quem quer conhecer a cultura da região: Livro - Mandu Sem Fronteiras

Cena literária e plástica alternativa contemporânea de Pouso Alegre
Livro com registro histórico dos artistas e arteiros de Pouso Alegre, reunindo o trabalho de poetas, contistas, cronistas, escritores de cordel, fotógrafos e artistas plásticos.
Produção: Juliane Prado e Fernanda Tersi.
Capa: Reginaldo Gomes.
Arte: Leonel Raimundo da Silva / Gráfica Santa Luzia Ltda.
Realização: Núcleo Artenativo de Pesquisas da Arte, 2009/2010
Apoio Cultural: Hospital Renascentista e Magsul
Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Pouso Alegre - MG.

http://www.culturapa.com

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mais um show no Inatel

Cresce novamente o número de focos com larvas do Aedes Aegypti em Santa Rita do Sapucaí



Fonte: Difusora. Leia a Matéria aqui.

Santa Rita do Sapucaí (MG): Sindicato prepara comemoração do dia 1° de Maio

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santa Rita do Sapucaí e Região (Sindmetsrs) realiza uma grande comemoração para marcar o Dia do Trabalhador (1° de Maio). A programação conta com festa para a garotada nas praças centrais das cidades de Cachoeira de Minas e Conceição dos Ouros, no dia 29 de abril, e em Santa Rita do Sapucaí, no ginásio poliesportivo da Nova Cidade, no dia 30 de abril.

O baile dançante do Sindicato vai ser realizado no dia 30 de abril, às 22h, com música ao vivo, buffet e sorteio de vários prêmios (2 TVs 32" LCD H buster com conversor digital, 2 notebooks CCE I3OS, 2 bicicletas Aro 26, 4 micro-ondas CONSUL e 5 DVD player com Karaokê).

A Clínica de Paraquedas Reserva promete agitar o final de semana de 28 a 30 abril em Santa Rita do Sapucaí - MG, com organização das "Pilotas Superpoderosas" - Priscila Saran e Marcinha Finelli (Sol Free Rider Team).
O curso é composto de parte teórica e prática sobre todos os detalhes e "mitos" do lançamento do reserva, com aulas, vídeos explicativos,simulações, lançamentos reais e muito mais atividades que objetivam preparar os pilotos para eventuais emergências e deixá-los mais aptos a fazer uso deste equipamento em caso de necessidade.
Serão 2 turmas:

28/04 - Vagas disponíveis - Turma Mista - manhã teoria/tarde prática - Preço Promocional: R$ 100,00

29 e 30/04 - Turma Exclusiva Feminina - LOTADO

Temas abordados

-Tipos de reservas;
-Diferença entre os tipos de reserva;
-Porque lançar;
-Como lançar;
-Como dobrar;
-O que fazer com sua vela após lançado o reserva;
-Exibição de alguns vídeos com os incidentes que geram lançamento;
-Explanação sobre as manobras como uma palestra de SIV (não será um SIV).

Parte Prática: A prática é realizada no chão, com um lançamento mediante giro no piloto. E após este lançamento, Márcia Finelli ensinará a dobrar o seu reserva, já deixando o mesmo checado, para mais 6 meses de uso sem risco.

Informações e Inscrições com:

Marcinha Finelli
(31) 93372821
marciafinelli@...

Priscila Saran
prisaran@...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

No Vale da Eletrônica, alunos têm noção de robótica a partir de 6 anos

Estudantes do ensino público de Santa Rita do Sapucaí, pequena cidade a 400 km de Belo Horizonte, começam a ter aulas de noções de robótica logo aos seis anos de idade. A educação para a tecnologia faz parte de um projeto para desenvolver o talento dos jovens que vivem na região conhecida como Vale da Eletrônica, onde um quarto da população atua na indústria de produtos eletrônicos. Ali funcionam 142 empresas, que geram 10 mil empregos diretos, produzem 13,7 mil itens eletroeletrônicos e que faturam R$ 1,7 bilhão por ano.
Empresas do município apostam na mão de obra que se forma na cidade (Foto: Divulgação Sindvel)
A educação é uma das principais apostas das empresas do município para formar mão-de-obra qualificada para trabalhar nas empresas da região, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto. “As empresas nascem da estrutura do ser humano, pois sem ele, quem vai mover as máquinas? Acreditamos que devemos investir e valorizar o ser humano para crescer tecnologicamente”, disse.

Santa Rita do Sapucaí se destaca nacionalmente por ser o único centro de indústrias de tecnologia a produzir urnas eletrônicas, tokens usados por bancos e transmissores e componentes eletrônicos para a transmissão de sinal de TV digital. O incentivo para o ensino de robótica partiu da empresa “AMEducação”, que representa o instituto Lego Education no Sul de Minas e idealiza os torneios de robótica.

Além da educação, as empresas do vale também incentivam a oferta de oportunidades para os jovens que trabalham com tecnologia na região, chegando a formar incubadoras de projetos novos. “O jovem que acaba de se formar não possui recursos. Ele foi dependente dos pais durante muitos anos e sai sem nada da universidade. Nestes casos, muitos dos jovens possuem ideias brilhantes e podem ser muito úteis, mas não possuem dinheiro para investir”, explica Pinto. Nestes casos, o recém-formado que tem uma ideia de produto se reúne com o Sindvel para apresentar um projeto. Caso ele seja aprovado, o idealizador é contratado e o produto oferecido é montado para ser comercializado.

A Hitachi, multinacional japonesa, que fechou um acordo para comprar parte da Linear, a mais antiga empresa do Vale da Eletrônica, aproveitou toda a mão de obra que já estava na empresa, diz o Sindvel. “Não houve demissões. Além de adquirir 50% da empresa, a Hitachi também investiu no cérebro que já movimentava aquela indústria”, explica Pinto.

Capacitação começa cedo
Grupo X-Factor vai participar de torneio de robótica nos EUA (Foto: Tiago Campos/G1)
Em 2012, dez estudantes entre 10 a 15 anos da Escola Estadual Dr. Luiz Pinto de Almeida foram selecionados para o torneio internacional de robótica “First Lego League”, que será disputado entre 3 e 6 de maio na Flórida, nos Estados Unidos. O grupo X-Factor teve que concorrer com 45 equipes de nove estados brasileiros e foi a única de Minas Gerais a se classificar para o torneio.

Os alunos admitem que não conheciam muito a robótica quando integraram o projeto. “Quando convidaram os alunos de sala em sala achei uma oportunidade incrível. Eu não tinha muita noção, mas durante o processo de montagem e nas competições tudo ficou mais claro”, conta a integrante do X-Factor Laíza Costa Vicentini, de 13 Anos.

Na competição , os robôs construídos pelas equipes precisam concluir 15 tarefas que devem ser executadas em um prazo de dois minutos e meio em cima de uma plataforma. Mais de 60 equipes de todo o mundo devem participar da competição.

O diretor da AMEducação, Nilton Sérgio Joaquim, explica que o torneio Lego não visa mostrar quem é melhor. “Essa competição surgiu após uma pesquisa revelar que os jovens não estavam se interessando por cursos de exatas, como a engenharia por exemplo. O intuito é desmistificar as ciências exatas para os jovens por meio da robótica”, afirma.

Incubadoras

As empresas de Santa Rita do Sapucaí oferecem oportunidades de crescimento para os funcionários. Elas funcionam como incubadoras, que são instituições que auxiliam no desenvolvimento de micro e pequenas empresas nascentes e em operação, que buscam a modernização de suas atividades para transformar ideias em produtos, processos e serviços.
Empresas oferecem 10 mil vagas de empregos no município (Foto: Tiago Campos/G1) 
Empresas oferecem 10 mil vagas de empregos no município (Foto: Tiago Campos/G1)

Essas novas empresas recebem suporte gerencial, administrativo e mercadológico, além de apoio técnico para o desenvolvimento do produto. Com isso, o empreendimento pode ser acompanhado desde a fase de planejamento até a consolidação de atividades com a consultoria de especialistas.

Em uma empresa que produz alarmes e equipamentos de segurança em Santa Rita do Sapucaí, o diretor Fernando Barbosa Mota explica que já deu apoio a funcionários que demonstraram ter uma visão mais ampla de negócio. “Tive uma colaboradora que sempre teve um desenvolvimento muito bom aqui dentro. Eu enxerguei que ela tinha capacidade de ter o próprio negócio dela. Hoje, ela tem uma empresa de montagem com 50 pessoas que oferece serviços para a minha empresa”, diz Mota. O diretor também conta que lá os funcionários recebem outro nome e são chamados de colaboradores. “Aqui nós mostramos para as pessoas que elas são peças importantes e de que nada opera sozinho, portanto precisamos da colaboração delas”, explica. Uma das colaboradoras mais antigas da empresa, Juliane Vilela Toledo, de 34 anos, trabalha na área de documentação e se sente bem onde está. “O ambiente aqui é muito bom, todo mundo é amigo e os diretores se aproximam da gente, nos dão oportunidades. É como uma grande família”, conta. Há oito anos na empresa, Rosiene Marcolino Silva, de 36 anos, começou como auxiliar de produção e hoje é supervisora. “Aqui nós podemos crescer e isso nos trás muita segurança”, diz. A empresa foi apontada com uma das 100 melhores do Brasil para se trabalhar conforme reportagem da Revista Época. Por ano, duas mil pessoas de todo o país visitam a empresa para receber treinamento.
Indústria em Santa rita do Sapucaí é a única do Brasil a produzir tokens (Foto: Reprodução EPTV) 
Indústria em Santa rita do Sapucaí é a única do
Brasil a produzir tokens (Foto: Reprodução EPTV)
Competição em igualdade

Em 2011, Santa Rita do Sapucaí exportou produtos para 46 países. Entre os itens estão aparelhos telefônicos, componentes eletrônicos, aparelhos de transmissão e recepção de TV digital e analógica, sensores de iluminação e tokens. De acordo com o presidente do Sindvel, o mito de que os produtos fabricados no Brasil são de qualidade inferior foi vencido. Para ele, o país tem plenas condições de ganhar o mercado internacional. "Essa história de que o que é produzido aqui é ruim não passa de uma persistência de cultura. Hoje temos empreendedores excepcionais na área da eletrônica no Brasil e nós crescemos em exportação dia a dia. Se nossos produtos fossem ruins, países como EUA e Japão não iriam importar da gente", conclui Pinto.

Fonte: G1

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Setor metalúrgico representa mais de 60% das demissões do Vale da Eletrônica

O Ministério do Trabalho divulgou dados sobre a evolução do emprego formal em Santa Rita do Sapucaí no mês de março. Segundo as informações do Cadastro Geral e Empregados e Desempregados (Caged) ocorreram 562 admissões no período contra 532 demissões. O saldo positivo corresponde a 30 empregos com carteira assinada e variação de 0,25%.

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santa Rita do Sapucaí e Região (Sindmestrs) registrou 321 rescisões, na base de Santa Rita, no mesmo período. Isso significa que o setor mecânico, metalúrgico e de material elétrico correspondeu a 60,5% de todas as demissões registradas no mês de março no município.

O dado do Caged comprova o movimento de demissões que o Sindicato tem observado desde o início do ano. Para a presidente do Sindicato, Maria Rosângela Lopes, os dados são resultado do processo de desindustrialização que traz ao (a) trabalhador (a) “incerteza constante de que podem ser demitidos de uma hora para a outra”.


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domingo, 22 de abril de 2012

Cidade do Sul de Minas produz mais de 13 mil equipamentos eletrônicos

Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, tem 142 empresas. Cidade é única do país a produzir e exportar tokens e transmissores digitais.

Quase um quarto de todos os moradores de Santa Rita do Sapucaí, a 400 km de Belo Horizonte, têm envolvimento na produção de artigos eletrônicos, o principal destaque da economia da região. Com menos de 40 mil habitantes, a pequena cidade do sul de Minas Gerais soma 142 empresas e exporta produtos para países como Estados Unidos, Alemanha e Japão. São apenas 265 habitantes para cada empresa localizada ali.

Fundado há 25 anos, o complexo de indústrias conhecido como Vale da Eletrônica gera 10 mil empregos diretos, resultando em 13,7 mil produtos eletroeletrônicos fabricados e um faturamento anual de R$ 1,7 bilhão, segundo números do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel).
mapa santa rita do sapucai (Foto: Editoria de Arte/G1)
Santa Rita do Sapucaí se destaca nacionalmente por ser o único centro de indústrias de tecnologia a produzir transmissores e componentes eletrônicos para a transmissão de sinal de TV digital. É ali também que está a única empresa que fabrica as urnas eletrônicas usadas durante as eleições em todo o país, e a produção exclusiva de tokens, um dispositivo de segurança que fornece senhas para sistemas restritos, como contas de bancos.

Números

O crescimento da produção da região atraiu o interesse de investidores estrangeiros. A Hitachi, multinacional japonesa, fechou um acordo para comprar parte da Linear, a mais antiga empresa do Vale da Eletrônica. A empresa fabrica transmissores e componentes eletrônicos para a transmissão de sinal de TV digital. A Hitachi Kokusai terá uma participação majoritária no negócio.
 
Um ano de eleição costuma acelerar a produção de urnas na cidade. Somente em 2010, 250 mil urnas foram fabricadas no município. Para o pleito deste ano, outros 35 mil equipamentos foram produzidos.

Em Santa Rita do Sapucaí são produzidos cerca de 10 mil tokens por dia e já foram vendidos mais de 2,5 milhões destes aparelhos no Brasil e para outras 4 países. A indústria já possui mais de 1 milhão de encomendas feitas pelos principais bancos nacionais, espanhóis e norte-americanos.

Segundo o presidente do Sindvel, Roberto de Souza Pinto, o Vale da Eletrônica passou a a ter forte representação nacional e manteve crescimento contínuo. “Nós plantamos uma semente que brotou uma nova vertical em Santa Rita do Sapucaí. Até o final do ano, teremos pelo menos mais 20 empresas fazendo parte do nosso pólo”, diz.


Oferecimento:

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Leoni comenta show realizado no inatel, em sua página no Facebook

Vote na santarritense Fernanda em concurso infantil

Embora não saibamos o que vem a ser uma garota com "bratitude", esse é o nome do concurso e  a santarritense Fernanda merece o nosso voto. Basta clicar no link abaixo e curtir sua foto na website para votar:
Fernanda Emanuelly de Freitas Viana Personagem: Yasmim
9 anos
Santa Rita do Sapucaí, MG 
 
Por que você é uma garota de atitude e por isso merece ser uma das vencedoras do Concurso Bratitude?
“Sou uma garota de atitude por que tenho o meu estilo própio, adoro maquiagem, moda, sou elegante, chique, sempre vou bem arrumada pra escola, eu mesmo arrumo meu cabelo, maquiagem e acessórios.”

Hitachi Linear deve iniciar produção local de câmeras até setembro

Shinji Nakamura e Carlos Fructuoso
A Hitachi Kokusai Linear Equipamentos Eletrônicos SA, formada após a compra da brasileira Linear pela Hitachi, deve começar a produzir câmeras para o mercado broadcast no Brasil até setembro deste ano.

Segundo Carlos Alberto Fructuoso, diretor de marketing, uma das plantas da Hitachi Linear em Santa Rita do Sapucaí está sendo adaptada para receber as novas linhas. A fabricante espera conseguir, antes do lançamento, um benefício fiscal para produzir as câmeras, que estão sendo desenvolvidas por um time de P&D no Brasil, que busca atender as especificidades do mercado local.

Fernando Lauterjung, de Las Vegas

Fonte: www.telaviva.com.br

quarta-feira, 18 de abril de 2012

VIOLÊNCIA EM SANTA RITA: LIMITAR O HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DOS BARES É O MELHOR REMÉDIO?

Em tempos de discussão sobre o que deve ser feito para reduzir a violência em Santa Rita do Sapucaí e com os diversos questionamentos sobre a eficácia de restringir o horário de funcionamento de bares e restaurantes, além da aplicação de outros recursos a estes estabelecimentos, anexamos um documento que demonstra o caso de Diadema, local onde tal restrição foi aplicada, mas que não obteve o resultado esperado pelos órgãos públicos. 


O que deve ser feito para se reduzir a violência? (Trecho do documento. Recomendamos ao leitor que leia-o integralmente)

Não há solução simples e milagrosa para problemas complexos como é o caso da segurança pública nas médias e grandes cidades. Implantar uma “lei seca” como a grande solução é pouco mais que uma ilusão. 

Segurança pública não se faz apenas com policiamento, admitindo um conjunto salutar de outras iniciativas que podem concorrer na redução do problema. Como já vimos, mas é bom enfatizar, a administração municipal pode contribuir com a segurança pública em dois grandes grupos de programas:

1. Exercendo seu poder de regulamentação e fiscalização para cuidar da ordem pública: regular eventos, fiscalizar desmanches, regular a venda de bebidas alcoólicas e bares clandestinos, fiscalizar a higiene e a regularidade de hotéis que dão suporte à prostituição das ruas, reparar a desordem em geral (pixações, ambulantes que obstruem as calçadas, lixo espalhado pelas ruas, ruídos excessivos de bares e danceterias). 

2. Desenvolvendo e coordenando um amplo programa de prevenção através de providências sociais, educacionais e assistenciais nas áreas e nos segmentos mais críticos da população, inclusive articulando suas ações com iniciativas complementares de âmbito federal, estadual e da própria sociedade.

Internauta emite opinião sobre o assunto.
Pontos a ponderar:

Não se pode mais imaginar que possa haver sensível redução e controle da violência sem uma estrutura cooperativa eficiente entre Estado, Prefeitura, organizações sociais não governamentais e as lideranças empresariais e comunitárias locais. A necessária convergência, combinação e sinergia dos múltiplos recursos e esforços devem superar as controvérsias quanto a competências legais, estratégicas e administrativas dos diferentes centros de poder. A segurança, como resultado do esforço conjunto, deverá ser menos politizada partidariamente, mais integrada e considerar cada vez mais as peculiaridades locais (características dos problemas e recursos). A liderança do prefeito seria fundamental no processo de mobilização de entidades e pessoas, do município e do Estado, de diferentes poderes (policiais civis e militares, juízes e promotores que atuam na cidade, setores que cuidam de menores infratores, áreas de atendimento social do Estado) e da própria sociedade. Os chefes locais da polícia podem ajudar nesse processo, mas o apoio das autoridades municipais seria fundamental para o desenvolvimento da cooperativa de múltiplas ações de prevenção e redução dos crimes em cada cidade, principalmente nas de maior população e problemas.

A redução e prevenção da violência demandam, além da ação da polícia, um complexo de providências sociais, educacionais e assistenciais que devem ser desenvolvidas tanto pelos prefeitos, quanto pelo Estado e também pela sociedade. Essas providências só apresentam resultados palpáveis se forem intencionalmente planejadas e coordenadas em seu conjunto de decisões e ações. Os principais responsáveis, perante os munícipes, pelo atendimento de suas necessidades de segurança, devem exercer esse papel integrador de análise dos problemas, alavancagem de recursos, elaboração e implantação de programas de ação para a busca efetiva de resultados.

Internauta fala sobre importância da participação nas reuniões sobre o assunto.

Intervenções sugeridas pelo documento:

1. Imposição e cobrança pontual de multas a comportamentos transgressores às posturas municipais, principalmente os mais visíveis e que mais incomodam a população: barulhos intensos à noite, hotéis de prostituição, casas abandonadas invadidas por viciados, lixo nas vias públicas, trânsito e estacionamentos irregulares etc.;

2. Negociar com os órgãos locais do Poder Judiciário e oferecer recursos (prédios, equipamentos, funcionários) para a instalação de plantões judiciários, previstos na Lei 9099 que institui os juizados especiais de instrução capaz de dar pronta resposta a delitos de menor poder ofensivo;

3. Estimular os órgãos policiais locais a adotar rigorosa providência de polícia judiciária nos casos de contravenção penal, que costumeiramente são relevados ou limitados a boletim policial sem
outras conseqüências;

4. Através de entendimentos com os órgãos locais do Poder Judiciário, apoiar programa de intensificação da ação fiscalizadora do Juizado de Menores, principalmente na venda de bebidas alcoólicas a menores e sua presença em locais e horários não permitidos;

5. Apoiar e acompanhar o funcionamento dos Conselhos Tutelares e estabelecer convênios com o estado para instalação e adequada administração de Abrigos de Recolhimento de Menores Infratores.
Trechos da Matéria veiculada em 2009 sobre os altos índices de violência em Santa Rita do Sapucaí: 
Santa Rita do Sapucaí possui o maior índice proporcional de assassinatos do Estado de Minas Gerais e o maior índice de criminalidade do Sul de Minas. De janeiro a julho de 2009 houve 67 eventos criminosos e 06 homicídios, todos eles ligados diretamente ao tráfico de drogas. A quantidade de menores infratores aumentou de maneira drástica. A quantidade de prisões, em 2009, é superior a dos últimos.
O jornal Empório de Notícias entrevistou o juiz Dr. Romário Junqueira, o capitão Sandy da Polícia Militar, o delegado Waldir Pelarico, o comandante da Guarda Municipal, Bastos e o vice-presidente do Consep (Conselho Comunitário de Segurança Pública) Giácomo Costanti para tentar descobrir qual a causa de tanta violência e, é consenso para todos, que o tráfico de drogas na cidade é o maior motivo de tanta criminalidade.

Drogas

A mola da criminalidade em Santa Rita é a droga. Isso é fato constatado. “Por causa da droga se assaltam padarias ou coletivos, atrás de R$ 15,00 ou R$ 20,00. Cada vez mais nossos jovens têm se envolvido com ela - na maioria dos casos, adolescentes, na faixa de 12 anos, que já são usuários e até mesmo traficantes”, disse Giácomo. A opinião de Romário Junqueira é similar. Segundo ele, “nos dias de hoje, as infrações e delitos estão estreitamente ligadas com o tráfico de substâncias ilícitas”.
Os crimes praticados contra a vida ocorridos na cidade, em sua grande maioria, têm sua origem nas dívidas dos usuários para com os traficantes. “Em 2009, nós tivemos três homicídios sequenciais, todos voltados à questão do tráfico. Morreu um traficante, a mulher dele e depois mais uma pessoa ligada a esse tipo de delito”, informou o comandante Sandy.

Recuperação

Para o Juiz Dr. Romário Junqueira, o que falta em Santa Rita é um centro de recuperação para infratores. “O Tribunal de Justiça de Minas Gerais tem dado especial atenção para a implantação dos Centros de Recuperação das APACs (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) em nosso Estado, pois estudos feitos mostram que, mais de 80% dos presos que cumprem pena nas dependências destas entidades se recuperam, enquanto que apenas cerca de 20% dos que cumprem pena nos Presídios do Estado se recuperam”, disse Romário. Já para Waldir, a implantação de um centro de recuperação de menores é muito importante. “Em Santa Rita é preciso urgentemente ter um centro para acompanhamento de menores, pois a maioria dos menores infratores são usuários de drogas. Hoje, eles ficam trancados na cadeia junto com os outros”. 
O Juiz Dr. Romário Junqueira fez o desafio de abrir uma APAC em Santa Rita. “Lanço a ideia e o desafio às nossas autoridades do Legislativo e do Executivo municipal, para que, juntamente com o Judiciário, estudemos e implantemos em nossa cidade este sistema prisional, tal como já ocorre com sucesso na vizinha Pouso Alegre, pois recuperando o delinquente, estaremos combatendo a criminalidade e trazendo benefício para a comunidade”.

(Sara Capelo)
 
Existe a possibilidade de se implantar uma lei em Santa Rita, baseada na lei de São Gonçalo do Sapucaí. Clique aqui para acessar o documento e dê sua opinião sobre o tema. O caso de São Gonçalo é parecido com o nosso? Limitar o funcionamento dos bares é a melhor solução? 
Reunião terá discussão sobre o assunto "violência", na próoxima segunda:

Em Minas Gerais, homicídios crescem e investimento em segurança cai:
(Fonte IG)

O governo Antonio Anastasia (PSDB) não investiu um centavo na Secretaria de Defesa Social neste ano de 2012, indica a execução orçamentária da Secretaria de Estado de Fazenda, dos meses de janeiro e fevereiro. Os dados de março ainda não foram publicados no Diário Oficial.

Em todo ano de 2008, o governo mineiro investiu R$ 219,9 milhões na secretaria e nas polícias Civil e Militar. Em 2011, o número caiu para R$ 55,2 milhões, queda de 75% no período.

Em fevereiro, o governo anunciou que o número de homicídios aumentou em 16% em 2011, em relação a 2010. No início deste mês, dados de 2012 indicaram que uma pessoa é assassinada a cada três horas em Minas Gerais. Especialistas associam a queda de investimentos ao aumento da criminalidade no Estado.

A pior situação é da Polícia Civil. Até agora, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, conforme demonstrativos da secretaria de Fazenda, nada foi empenhado ou gasto para investimento na Polícia Civil. A perda de investimentos, nos últimos quatro anos, também foi maior para a Polícia Civil. De R$ 32,4 milhões em investimentos, no ano de 2008, o número caiu para R$ 5,7 milhões em 2011, menos 83%.

O iG também levantou dados referentes a investimentos para a Polícia Militar e constatou que houve drástica queda nos últimos quatro anos. De R$ 114,4 milhões de despesas empenhadas e realizadas, em 2008, o número caiu para R$ 34,9 milhões no ano passado, queda de 70%. Os dados também são da secretaria de Fazenda. Para 2012, em janeiro, o governo previu de crédito orçamentário R$ 51,9 milhões, mas nenhuma despesa foi realizada. No mês seguinte, foi comprovadamente investido R$ 1,4 milhão, a chamada “despesa realizada”.

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Pra refletir...

Internauta cria video com paisagens de Santa Rita do Sapucaí

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SÉRIE - FOTOS ANTIGAS DE POUSO ALEGRE

Uma crônica do amigo Waldir de Luna Carneiro

Prezado Carlos Romero,

Estou lendo e me deliciando com o “Empório de Notícias”. A história do cinema me trouxe um montão de recordações. Me vejo assistindo “Anjos do Inferno”, filme de aviação que nos ele-trizava, “Rafles”, com Donald Colman, “Sem novidades no front” e “Topaze”, com John Barrymore. A crônica que envio está no livro “Pequenos milagres e outras histórias”, página 38, edição da PUC MG e do “Grupo Galpão”, Belo Horizonte, em 2007. A cidade mencionada é Santa Rita do Sapucaí.


Mãe coragem

Não se trata aqui da famosa peça de Bertold Bretch, mas de uma corajosa mãe mineira, vendedora de frangos. 

Vitoriosa a revolução de 1930, prometeu Getúlio Vargas rápida normali-zação do regime constitucional, porém, não o fez, resultando um movimento armado de São Paulo, em 1932, que mobilizou forças de quase todo o país para contê-lo. Tropas paulistas chegaram a ocupar algumas cidades do sul de Minas onde, em uma delas, deu-se o seguinte:

Dona Ritinha, saindo de sua fazenda, vendia frangos todos os domingos na cidade, mas, naquele lúgubre agosto, muito apavorada, fugiu da soldadesca paulista. A senhorinha, teimosa, insistiu em vender seus frangos. Os filhos, sobrinho e netos bem que tentaram, por todos os meios, dissuadi-la, argumentando que a tropa revolucionária estaria assaltando, depredando e violentando, conforme acontece em todas as guerras. No entanto, a velhinha forte e rija, não se intimidou. Na sua idade ninguém a cobiçaria como mulher. E lá se foi, descendo para a cidade ocupada, carregando sua vara de frangos. Numa das ruas, quase toda a companhia se enfileirara, aguardando revista. Vozes de comando soavam, calcanhares se chocavam, armas eram apresentadas. Foi nesse exato momento que a velhinha fazendeira cumprimentou soldado por soldado: “Boa tarde! Boa tarde! Boa tarde!” Ela inclinava a cabeça e, com um simpático sorriso, os saudava como se todos aqueles jovens recrutas paulistas fossem seus netos. 

Pela tardinha, os parentes, aflitos e assustados, receberam Ritinha na porteira da fazenda, certos de que a haviam molestado e roubado seus frangos. Ela, dando boas risadas, explicou: “Me compraram tudo e pagaram dez vezes mais o valor de cada frango. Eta guerrinha boa!”

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Reminiscências Leopoldo de Luna

Santa Rita, 8 de setembro de 1930.

Quinzote,
Recebi ontem umas revistas que você teve a gentileza de enviar-me de São Paulo e muito lhe agradeço. Fiquei muito satisfeita em saber que o meu Quinzote está bem melhor e, ao mesmo tempo, muito penalizada com a doença da dona Eugênia.

Na cidade, tudo continua na mesma, a não ser a ameaça de Revolução que tem o calmo e pacato povo de Santa Rita em sobressalto. À noite, ninguém pode entrar nem sair da cidade sem primeiro se sujeitar aos interrogatórios de soldados ignorantes. Ainda ontem, fui em companhia do titio Chiquinho Moreira, titia Mindoca e Carminha assistir à inauguração do cinema falado em Itajubá. Por motivo de força maior, adiaram a exibição e tivemos que voltar.

Ao chegar às proximidades da cidade, fomos surpreendidos por dois soldados que nos pararam e nos interrogaram a respeito de tudo. Eu até achei engraçada esta medida que o governo está tomando. Ele está com medo que o regimento de Pouso Alegre vá para o Rio, chamado pelo governo federal.

O ginásio daqui já foi oficializado, com grande contentamento dos diretores e do povo de Santa Rita. Isso concorre, em grande parte, para a animação da cidade, não acha, “my dear”?

A nossa festinha em benefício do “Estudante pobre” foi transferida para o dia 12 de outubro. Para essa festa, conto com sua presença aqui, posso? Olha que já faz 5 meses que não o vejo e as saudades já são muitas. Lembrou-se de mim e do baile do Ginásio ontem, meu bem? Quatro anos, Quinzote. Infelizmente, não pudemos comemorar esta “grande data” festivamente e com grande alegria porque eu estava tão só e tão longe do meu querido noivinho...

Abraços afetuosos de sua noiva sincera e saudosa,
Glorinha.

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Santa Rita está em estado de "atenção" quanto ao risco de dengue

Fonte: Jornal Notícias do Dia

Protesto marcado pelo Facebook cobra moralização

Manifestantes querem fim do voto secreto parlamentar, atenção especial à educação e saúde e julgamento imediato do mensalão
 
Diversos grupos se reunirão, no próximo sábado (21), em 76 cidades brasileiras para protestar contra a corrupção e a impunidade no país. Os manifestantes, que integram o movimento social NasRuas, pedem o julgamento imediato do mensalão e vão promover o apelo ao STF com faixas e cartazes.

Eles também cobram o fim do voto secreto parlamentar e atenção especial à educação e saúde no Brasil. O movimento tem sido organizado por meio do Facebook e do site NasRuas.

Confira a lista com as cidades e locais de concentração dos manifestantes no Estado:

Santa Rita do Sapucaí: Praça Santa Rita – 16 horas

Alfenas: Praça Getulio Vargas – 16 horas
Belo Horizonte: Praça da Liberdade – 16 horas
Caxambu: Praça 16 de Setembro - 16 horas
Governador Valadares: Praça em frente ao GV Shopping – 10 horas
Itajubá: Praça Wenceslau Braz - 16 horas
Uberaba: Prefeitura Municipal – 16 horas
Uberlândia: Av. Rondon Pacheco (em frente ao Chopp Time) – 16 horas
Ipatinga: Praça dos Três Poderes – 16 horas


Fonte: Jornal Hoje em Dia

terça-feira, 17 de abril de 2012

Exposição celebra o centenário do fundador do Inatel, José Nogueira Leite

O Instituto Nacional de Telecomunicações surgiu da ideia de um grande empreendedor, José Nogueira Leite, que no dia 2 de março de 2012 completaria cem anos. Para homenagear o centenário de seu fundador, o Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, realiza uma exposição sobre a vida e obra de Nogueira Leite.
Organizada pelo Centro de Memória do Inatel, a exposição trará documentos históricos, como o projeto de criação do Inatel, fotos, reportagens da imprensa da época e depoimentos de pessoas que conviveram ou tiveram Nogueira Leite como exemplo.

A família do fundador do Inatel cedeu fotos e também objetos pessoais, como o terno utilizado por ele na inauguração do Instituto, em março de 1965. O material também estará exposto no campus do Inatel. O coordenador do Centro de Memória do Inatel, o bibliotecário Paulo Almeida, conta que os profissionais responsáveis pelo levantamento histórico do Instituto conversaram com muitas pessoas que conviveram com José Nogueira Leite. “A história do fundador é rica, conseguimos muito material e a pesquisa continuará sempre.”

Para o diretor do Inatel, professor Marcelo de Oliveira Marques, a exposição permitirá a toda a comunidade acadêmica do Inatel e a população de Santa Rita do Sapucaí conhecerem um pouco mais da vida do professor José Nogueira Leite, bem como as suas experiências profissionais que culminaram no projeto de criação do Inatel.

O professor Marcelo ressalta que já em 1965, José Nogueira Leite reunia no projeto três características muito presentes na instituição de agora. “Uma postura empreendedora, ao criar um curso de nível superior que atenderia às necessidades específicas do país; uma visão inovadora, ao propor um curso pioneiro (Engenharia de Telecomunicações), e o espírito comunitário, ao buscar na sociedade organizada de Santa Rita do Sapucaí o apoio ao desenvolvimento do projeto. Estas três características talvez sejam o maior legado do professor José Nogueira Leite à nossa instituição e à nossa cidade”, afirma Marcelo. A exposição será aberta no dia 2 de março, às 10h, e ficará aberta ao público até 30 de abril de 2012. O horário para visitação é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
José Nogueira Leite

José Nogueira Leite nasceu em Itajubá no dia 2 de março de 1912. Estudou no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, hoje Unifei, onde também foi professor, trabalhou como engenheiro chefe da Radiobras, colaborou com a fundação da Escola Técnica de Eletrônica (ETE), participou dos estudos do Plano Postal Telegráfico, período em que surgiu a ideia de criar uma escola para formar profissionais especializados em Telecomunicações.

Faleceu aos 54 anos, apenas um ano e meio após a concretização do seu sonho, a abertura do Inatel. No currículo, constam experiências importantes e pioneiras, como a construção dos primeiros receptores diversity em uso no Brasil, as primeiras antenas fishbone do país, equipamentos de sigilo, transmissor de S.S.B., e, por fim, a primeira escola superior de telecomunicações do Brasil.

No projeto de criação do Inatel, José Nogueira Leite apontava dois grandes objetivos que marcam a história do Instituto; a formação de profissionais para atender a demanda de mercado e a pesquisa na área de telecomunicações. Para isso já previa investimentos em laboratórios, na área social e cultural, preceitos até hoje cumpridos pela instituição. “Chama a atenção que há mais de 40 anos o senhor Nogueira Leite já tinha uma visão futurista, prevendo três tipos de cursos a serem oferecidos pelo Inatel, tecnólogos, engenheiros e pós-graduados”, ressalta o coordenador do Centro de Memória, Paulo Almeida.

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Ficou mais fácil abrir um empresa em Santa Rita do Sapucaí

Santa Rita do Sapucaí passou a contar com o serviço que facilita a abertura de negócios: o Minas Fácil. Agora, o empreendedor pode abrir sua empresa de maneira simplificada e ágil, seguindo quatro passos: preencher a consulta de viabilidade; preencher o formulário eletrônico do Cadastro Sincronizado; acessar o Módulo Integrador; apresentar os documentos necessários em uma unidade da Jucemg. Em até nove dias é entregue o contrato social registrado, o CNPJ, a inscrição municipal, o alvará de localização e, de acordo com a atividade, a inscrição estadual. A unidade do Minas Fácil fica na Av. Francisco Andrade Ribeiros, 543, no bairro Família Andrade. Continue lendo

Mocidade: La belle époque (por Haidée Cabral)

Um domingo, eu estava deitada na cama de pernas para o ar e Jura, indignada com a minha vida de solteira, falou: “Você já está formada, precisa sossegar e arrumar um rapaz firme e se casar.” E eu lhe respondi: “Ah... um tem dentes bonitos, mas não tem cabelos. Outro tem cabelos mas não tem dentes. Outro é inteligente mas é feio... Eu não consigo me decidir!”
Na minha época de moça, a moda era fazer o “footing” na praça da cidade, nos fins de semana. Os moços rodavam para um lado e as moças para o outro. Só se podia flertar, mas era bom, pois podíamos paquerar . vários rapazes sem que eles percebessem. Enquanto construíam o Clube Santarritense, fizeram um tablado na Praça Rui Barbosa para a realização das chamadas brincadeiras dançantes, organizadas com o intuito de angariar fundos para a construção. Havia sempre um pequeno conjunto para animar a festa e dançávamos muito. Ali, a paquera era ainda mais quente!
Ao término da construção da Sede do Clube, os bailes passaram a ser realizados domingo à tarde. Além das horas dançantes, havia bailes nas casas particulares, em geral em casas onde havia moças que tocavam piano. O pároco da época tinha um irmão que se apaixonou por mim. Eu e minhas amigas o chamávamos de “Grude” porque ele estava sempre por perto. Ele morava em Brazópolis, mas não saía de Santa Rita. Toda vez que vinha, ia até minha casa, pois era amigo do meu tio Vavá.

Apesar de sua insistência e de ser um rapaz educado e agradável, eu não tinha interesse pois ele tinha um grande nariz de tucano e eu não o achava bonito. Ele chegava tarde aos bailes, sempre me encontrava a dançar com outro, ficava de lado e aguardava que eu terminasse a dança para que pudesse dançar com ele ou acabava por ir embora “pisando duro” de tanta raiva. Sua insistência era tão grande que minha madrinha Luisinha falou:

- O irmão do padre gosta tanto da Haidée que a qualquer repique do sino ele já está aqui!
Eu namorava muito, dançava demais e aproveitava bastante a vida. Costumávamos ir a chácaras de amigas aos finais de semana e fazíamos passeios à pedreira e ao Cruzeiro. Uma vez, a Jurandy estava de férias com algumas amigas e inventaram de fazer um piquenique em Cachoeira de Minas. Estávamos com o ônibus lotado quando um rapaz muito bonito apareceu e pediu lugar para se acomodar. Como já não havia assentos, peguei a almofada do chofer, joguei no chão e o convidei a se sentar nos meus pés. Fomos conversando durante a viagem toda. Ao chegar ao local escolhido, minha irmã e suas amigas estenderam a toalha à beira do rio e arrumaram as guloseimas. Os rapazes apressaram-se para jogar futebol e fui assisti-los. O bonitão, no afã de me impressionar, deu um passe na bola e ela voou em cima da vasilha de macarrão! Ele não sabia o que fazer de tanta vergonha. Rimos bastante do acontecido e quebramos ainda mais o gelo entre nós. Depois do piquenique, fomos visitar a cidade, ele sempre ao meu lado. Entramos na igreja e nos deparamos com uma santa de cabelos verdadeiros. Ele, muito assustado, comentou:

- Nunca vi uma santa assim!

Achei estranho o seu comentário, mas não me importei. Só depois foi que eu descobri que o moço não era católico e sim protestante. Minha mãe não gostou da ideia do namoro, já que ela era muito católica, mas eu insisti porque ele era bonito. Seu pai era sócio de uma fábrica de latas na cidade, negócio muito próspero na época. A mãe, uma italiana de origem simples, queria sempre saber quem estava de namoro com seus filhos. Um dia, após uma partida de vôlei que fizemos na casa dele, meu pretendente foi lavar as mãos e me pediu que segurasse o cigarro.A mãe dele chegou na hora e me perguntou:

- Você fuma?
- Não! Estou apenas segurando o cigarro dele.
- Mas quem é você? E seus pais? Eu a conheço?
Como tal situação me aborreceu! Desde esse dia, tivemos a oposição das duas famílias, mas eu ainda insisti no namoro por algum tempo. Como boa moça de família que era, um dia eu me decepcionei com os modos avançados do rapaz e decidi dar fim à relação. Foi aí que descobri que ele estava de flerte com a mi-nha irmã, Cora, antes de me namorar.

Quando meu irmão mais velho, José Cabral, formou-se e veio de Belo Horizonte, as moças da sociedade organizaram um passeio a cavalo para o qual ninguém mais da família fora convidado. A moça mais bonita, pela qual meu irmão se interessou, foi a irmã do tal moço. Foi assim que, pela segunda vez, nossas famílias ficaram próximas. O flerte dos dois, no entanto, durou menos que o meu. Logo ele voltou a Belo Horizonte e nunca mais a viu.

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