quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Jacutinga vence o Santarritense e assume liderança da Chave A


No outro jogo do grupo, Esportiva de Guaxupé ficou no 1 a 1 cotra o União Luziense pela Segundona


O Jacutinga assumiu a liderança da Chave A da 2ª Divisão do Campeonato Mineiro após derrotar o Santarritense por 2 a 0 nesta quarta-feira (29) no Estádio Erasmo Cabral, em Santa Rita do Sapucaí. Pelo outro jogo do grupo, a Esportiva de Guaxupé segue sem vencer no campeonato e ficou no empate em 1 a 1 com o União Luziense no Estádio Elias Arbex, em Três Corações.
Após a segunda rodada, o Jacutinga lidera com quatro pontos, seguido por União Luziense e Esportiva de Guaxupé, com dois pontos. O Santarritense aparece na lanterna, com apenas um ponto.
Pela 3ª rodada, a Esportiva de Guaxupé recebe o Jacutinga às 15h de sábado (1º), no Elias Arbex. Já União Luziense e Santarritense se enfrentam às 10h30 de domingo (2), também no Elias Arbex.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ABANDONO: ANIMAIS CAMINHAM AOS BANDOS PELAS RUAS DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ, SEM QUALQUER TIPO DE CONTROLE

Faltando alguns meses para o final do mandato de Paulo Cândido da Silva, a cidade está a mais abandonada do que nunca. Sem limpeza das ruas, os cidadãos têm realizado mutirões e desempenhado o trabalho destinado aos garis. Lixo tem sido encontrado em todos os cantos e cães sem dono reviram cestos, rasgam sacos plásticos e se multiplicam à vontade. Em outros locais, cavalos também têm pastado pelas ruas, sem qualquer tipo de fiscalização ou controle. Se continuar desse jeito, será que a cidade irá aguentar até o final do ano? Situação complicada a nossa...




Difusora: Cemig esclarece sobre falta de energia elétrica em Santa Rita e Pouso Alegre

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) esclarece que devido a um curto-circuito na Linha de Distribuição de 138 kV entre Itajubá e Pouso Alegre, cerca de 84 mil consumidores em várias cidades da região de Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí ficaram sem energia por cerca de 3 minutos, entre 18h2 e 18h5, da última segunda-feira.

Bilac Pinto apresenta ao Ministro Fernando Bezerra projetos para conter cheias da bacia do Sapucaí


O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, deputado federal Bilac Pinto, do PR Minas, entregou os projetos de contenção de cheias da Bacia do Sapucaí ao Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Os documentos foram apresentados em audiência que aconteceu em Brasília na semana passada, com a presença de técnicos do governo de Minas e do Ministério. Na oportunidade, também foram discutidas ações para intensificar o abastecimento de água em regiões do Estado que sofrem com a seca.
Os projetos apresentados fazem parte de um sistema integrado de contenção de cheias na Bacia do Rio Sapucaí, nos municípios de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre, no valor de R$481 milhões. As obras são referentes às construções do restante do Dique II em Pouso Alegre, no valor de RS15 milhões, das barragens de contenção dos rios Sapucaí, no valor de R$146 milhões, Vargem Grande com investimentos de R$164 milhões e Lourenço Velho no valor de R$156 milhões, além da construção de um dique e de galerias em Pouso Alegre para evitar que as águas do Rio Mandu invadam casas e ruas durante as chuvas.
Para o secretário da Sedru, Bilac Pinto, a implementação destas obras são essenciais para diminuir os estragos causados pela chuva na região. “A região da bacia do Sapucaí, nos últimos períodos de chuva, enfrentou diversos problemas em consequência das cheias dos rios que cortam as cidades. Para por um fim nessa realidade, me reuni com o ministro Fernando Bezerra e apresentei projetos com obras que, se feitas, irão diminuir o número de estragos causado pelas chuvas na região” disse.
Os projetos vão passar pela análise do Ministério da Integração Nacional que, nos próximos meses, dará um posicionamento sobre a liberação de recursos para a execução das obras.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Banda de Santa Rita do Sapucaí fará apresentação ao vivo, em rede nacional

Hoje, 28 de agosto, a banda Tupi Balboa fará apresentação ao vivo na Rádio Brasil 2000. Clique no link abaixo e ouça a apresentação que acontecerá logo mais, às 22 horas.

República: a casa que ensina

Elas estão espalhadas por toda a cidade (são pelo menos 30). As repúblicas se tornam as casas de milhares de jovens que escolhem Santa Rita do Sapucaí para estudar.  E quanta história cada uma delas tem... A Canadura completa 30 anos em 2012. Atualmente 13 jovens moram na casa de sete quartos. E existem regras. “Os quartos são divididos para ter integração, não tem TV nos quartos para que todos assistam juntos na sala e respeito não pode faltar”, diz Vinícius Matioli, estudante de Engenharia da Computação, morador da Canadura há três anos. 
A administração da casa também é dividida entre os moradores. Três pessoas cuidam do caixa, de receber o dinheiro, pagar as contas, fazer a compra do mês. Mas a cada semana um morador compra frutas, carnes e legumes. Para cuidar da limpeza e da alimentação, duas funcionárias trabalham diariamente. Maria José Palmiro está há sete anos na república. “É como se eles fossem meus filhos, eles me respeitam, mas dou bronca quando precisa”. 

Os recém-chegados têm regras específicas, como fazer o café cedo para todos os moradores. O calouro Everson de Oliveira Silva saiu de Bom Repouso para estudar no Inatel e escolheu a Canadura como moradia. “Nunca tinha morado fora. A gente aprende a fazer as coisas, a compartilhar”, conta. 

Engana-se quem pensa que quando se formam os ex-moradores esquecem a república. Eles visitam a antiga moradia e se reúnem uma vez por ano na festa conhecida como Canasia, realizada em maio durante a Festa de Santa Rita. “Para esse ano a festa será especial em comemoração aos 30 anos da Canadura”, conta o estudante Pedro Pacheco.
Um ex-morador que sempre volta à república é o professor do Inatel, Alexandre Baratella Lugli, o Durok (apelido dado na república). Ele chegou à Canadura aos 15 anos, quando era estudante da Escola Técnica de Eletrônica, e ficou até se formar no Inatel, oito anos e meio depois. “Acredito que se tenho um ótimo convívio com a minha esposa e família, devo isso à família Canadura. Lá, com certeza, formei irmãos para o resto de minha vida. Morar com 12 pessoas, de diferentes culturas e regiões do país é bem difícil. Sempre havia conflitos, mas todos eram sempre bem resolvidos”, relembra o professor.

Os ex-moradores da república Barril também participam da antiga casa, que existe há quase 16 anos. “Já passaram muitos moradores e a maioria hoje trabalha em grandes empresas, o que nos fornece um bom networking na hora de procurar estágios e empregos”, conta Braian Natan, que mora na Barril há um ano e meio.

A república também tem regras e até “período de experiência” para um novo morador. “Ele fica seis meses em teste para ver se acostuma e se os outros moradores também o aceitam”, afirma o estudante Luiz Rebartini, há quatro anos na república.

Um quadro na copa da casa é uma atração à parte. Além de servir como auxílio na hora dos estudos, nele está uma das principais regras da Barril. “Quem faz sujeira, bagunça e desperdiça água ou luz leva um ponto. Cada ponto é uma cerveja que o morador tem que pagar”. Claro, tem gente devendo mais de uma caixa.

Para o presidente do Diretório Acadêmico, Túlio Rodrigues, morador da Barril, o estudante que decide morar em alguma república tem uma grande oportunidade. “Ele aprende a respeitar a opinião e o espaço de cada pessoa. Isso vai refletir no mercado de trabalho”. E não é preciso esperar o curso acabar para perceber esse aprendizado. “Com a regra dos pontos no quadro, quando chego à casa dos meus pais eu lavo a louça que sujo. Responsabilidade e organização mudaram muito”, afirma Luiz Rebartini.

Oferecimento: Giga Lanches

Santa-ritenses conhecidos pelo apelido - Hoje: Pingo

Meu apelido surgiu quando eu ainda era criança e morava com meus pais na cidade de Barretos. Como eu era muito pequeno, uma senhora começou a me chamar de Pingo, e o apelido pegou. Já na década de 70, quando fui estudar em Belo Horizonte, precisei fazer uma ligação telefônica – numa época em que os telefonemas eram feitos em Centrais Telefônicas e aconteceu um caso interessante. Eu disse à telefonista que queria fazer uma ligação à cobrar para a minha mãe e ela perguntou o meu nome. “Fala que é o Luiz Roberto” – eu disse a ela. Quando a minha mãe foi informada de que um tal Luiz Roberto queria fazer uma chamada a cobrar, respondeu: “Não conheço ninguém com esse nome, não.” Eu precisei explicar que era o Pingo, para que ela se lembrasse.

Oferecimento:

Difusora: Ônibus capota com 15 pessoas na MG 173 em Santa Rita do Sapucaí

Um acidente com um ônibus na noite da última segunda-feira (28) deixou 15 estudantes universitários e o motorista levemente feridos no km 1 da MG-173 em Santa Rita do Sapucaí. O veículo com placas de Cachoeira de Minas capotou por volta das 18h30. De acordo com informações da Guarda Municipal de Santa Rita, os ocupantes foram encaminhados para o Pronto Atendimento Municipal de Santa Rita do Sapucaí.

Clique aqui para ler o restante da matéria

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uma breve entrevista com Zé da Rave

Times do Sul de Minas empatam na 2ª divisão do Mineiro

Jacutinga, Esportiva e Santarritense estrearam sem conseguir vencer.
Os três representantes do Sul de Minas na 2ª Divisão do Campeonato Mineiro empataram na estreia da competição neste domingo (26). Em Três Corações (MG), Esportiva de Guaxupé e Santarritense empataram em 0 a 0. Já o Jacutinga empatou em casa contra o União Luziense em 1 a 1.
As equipes da região voltam a campo na próxima quarta-feira (29). A Esportiva de Guaxupé enfrenta o União Luziense, às 15h, no Estádio Elias Arbex, em Três Corações. Já a Santarritense e o Jacutinga fazem o clássico regional às 18h, no Erasmo Cabral, em Santa Rita do Sapucaí (MG).

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Juiz Mallmann fixa todas as datas do processo em Santa Rita do Sapucaí


Um réu preso na comarca de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, recebeu, em 16 de agosto, um despacho inédito em seu processo. Ao receber a denúncia do Ministério Público, o juiz José Henrique Mallmann, da 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude, já estabeleceu as datas para as audiências de instrução e julgamento, bem como o dia e o horário para a leitura da sentença. Ou seja, o acusado, que responde por crime contra a liberdade sexual, já sabe de antemão em que data sairá a decisão de seu caso. 
Especificamente neste processo, que corre em segredo de Justiça, a audiência de instrução e julgamento está marcada para 18 de setembro deste ano. Se um único dia não for suficiente para a oitiva das testemunhas, a continuação da audiência será em 21 de setembro. Já a leitura da sentença foi agendada para o dia 28 de setembro. O mesmo despacho já determina a imediata realização do estudo social do caso, cita o réu para responder à acusação em dez dias, determina o cumprimento das diligências requeridas pelo Ministério Público (MP) e dá vista ao MP para se manifestar sobre o pedido de revogação da prisão preventiva. 

As datas só serão remarcadas, conforme prevê o magistrado em um despacho, caso os prazos estabelecidos se confrontarem com o princípio da ampla defesa. 

Projeto-piloto 

A intenção do juiz José Henrique Mallmann é adotar esse procedimento em todos os processos de sua secretaria, nos casos em que o réu está preso. “Inicialmente, vou ver como vai funcionar neste caso. Mas a minha ideia é estender para os demais réus presos. Há 11 anos eu penso em um projeto-piloto desse tipo, uma ideia sugerida por meu amigo Jossine Rodrigues, quando eu nem mesmo era juiz”, conta. 

O magistrado explica que a iniciativa é benéfica para o réu e para a vítima. O réu, na prisão, já saberá quando seu caso terá uma definição. Já a vítima não viverá a agonia de esperar – sem saber até quando – pela punição do crime. 

Para José Henrique Mallmann, o sucesso da iniciativa depende do envolvimento da equipe. “Determinei que todos os atos desse processo sejam cumpridos por um escrivão e por dois oficiais de Justiça, com quem conversei sobre o assunto. Eles estão envolvidos e isso é determinante para que consigamos cumprir o que foi marcado”, afirma o juiz. O magistrado explica ainda que as datas foram marcadas com folga, para que seja perfeitamente possível realizar o que está previsto. 

Além do réu e da vítima, o magistrado acredita que a determinação prévia de todas as datas beneficia a secretaria da vara, que pode cumprir todo o processo por já conhecer antecipadamente a ocasião prevista para cada ato. “Acredito que todo juiz deve ter coragem de fazer aquilo em que acredita. E eu acredito nas vantagens de atuar assim, a despeito do trabalho que isso possa acarretar. Tenho o apoio do Ministério Público e de toda a equipe. É um projeto simples, mas que contribui para dar uma resposta da Justiça à sociedade”, diz. 

Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom 
TJMG - Unidade Goiás 
(31) 3237-6568 

Difusora: Obra na avenida Delfim Moreira deve avançar um quarteirão nesta sexta-feira (24) em Santa Rita


A esquina da rua Juca Castelo com a avenida Delfim Moreira passa a ser interditada nesta sexta-feira (24) em Santa Rita do Sapucaí. A empresa Vereada, que realiza a obra de drenagem de água pluvial na avenida, pretende liberar o trânsito da rua Barão do Rio branco até o início da obra. Com isso, o trabalho avança nesta sexta-feira podendo chegar até ao cruzamento da rua Coronel Capistrano. 

Da Redação - Marcelo Marçal

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Professores da FAI participam do programa “Fapemig no interior”


Nos dias 20 e 21 de agosto os professores da FAI – Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, Aldo Ambrósio, Silvana Isabel de Lima e o diretor José Claudio Pereira estiveram presentes na edição 2012 do programa “Fapemig no Interior” realizado em Pouso Alegre. Pela primeira vez, membros do conselho curador da fundação se encontraram fora da capital mineira.
O encontro promoveu o debate e a divulgação de programas de desenvolvimento tecnológico e científico da região, identificação de demandas e sugestões da comunidade acadêmica, além de contribuir para a descentralização das atividades de ciência e tecnologia do Estado.

O diretor da FAI reafirma o objetivo da Fapemig para este encontro, conhecer as necessidades regionais e assim promover o conhecimento, a expansão e o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em Minas Gerais. “As formas de acesso aos recursos disponibilizados pela FAPEMIG e outros órgãos de fomento para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PD&I ainda são um tanto quanto misteriosas para as Instituições de Ensino e Pesquisa, principalmente as particulares, e aos seus pesquisadores (quando há pesquisadores nessas instituições)”. 

Sobre o envolvimento das instituições de Santa Rita, especificamente a FAI, José Claudio diz já possuir um bom ‘know how’. “Na média do Estado de Minas Gerais o nosso caso constitui-se uma exceção. Assim, a FAPEMIG criou o Programa FAPEMIG no Interior para aproximar a Fundação das instituições que demandam muito pouco os recursos destinados à Pesquisa, por não conhecerem os trâmites exigidos. A FAI, como beneficiária dos recursos da FAPEMIG com Bolsas de Iniciação Científica, BIDI, Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, FAITEC, etc., não poderia deixar de estar presente, mais para agradecer os recursos que já conseguiu do que para saber como acessá-los.

A Fapemig – Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais é a única agência de fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico de Minas Gerais. É uma fundação do Governo Estadual, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A missão é induzir e fomentar a pesquisa e a inovação para o desenvolvimento do Estado.

Aquela Carta (Por Ivon Luiz Pinto)

Fazia pouco tempo que eu morava nesta cidade. Tinha vindo de uma cidadezinha pacata e humilde em busca de trabalho e de estudo. Era lindo aquele dia em que cheguei. Dia de admirações! De surpresas. Era a primeira vez que eu saía de casa, era a primeira vez que ia morar numa cidade grande. Daí a admiração e a surpresa em tudo que encontrava. Quantas novidades. A cidade com suas colinas, jardins, rios e pontes era bela aos meus olhos curiosos. Um rio largo de águas grossas, diferente do ribeirão cheio de seixos da montanha onde nasci.
Numa das colinas estava a Igreja Matriz e, na frente dela, uma praça ajardinada e nessa praça uma fonte luminosa. A fonte me atraía de um modo especial, não só por ser novidade para mim, mas por causa dos movimentos que a água fazia, girando em pequenos jorros, com luzes que estavam sempre mudando de colorido. Todas as noites eu ia para a Praça e ficava horas encantado com os movimentos e cores que saíam da fonte.

Quando criança os meus pais se perderam de mim e eu fiquei a contemplar o carrossel do parque, com sua música, seus movimentos. Estava tão hipnotizado que nem percebi a chegada de meus pais. Agora a fonte era o meu carrossel onde a imaginação montava as linhas de água e abria as portas para um passado saudoso.

Foi aí, nessa praça, que eu a vi em vestido de organdi, conversando com amigas, rindo não sei de quê. Cabelos longos, presos atrás deixavam em destaque o rosto harmonioso. Seus olhos buliçosos se encontraram com os meus e eu percebi um sorriso no  olhar e nos lábios e me consumi na imaginação de um encontro.

Senti desejo de estar com ela, ter sua companhia, ter sua voz nos ouvidos, sorrir o mesmo sorriso, passear os olhos por seu rosto, demorar em seu corpo, sabê-la mulher. Tomava forma em mim um sentimento misterioso, difícil de explicar. Vontade de ficar contemplando, sem exigências que não fosse a presença e o riso. Não era um desejo era uma identificação.

De repente, o encanto se quebrou como vidro estilhaçado. Um rapaz se aproximou delas, cumprimentou-as e saiu com ELA. Ela que já era minha, na imaginação. Senti-me agredido e desmoralizado. Olhei para os lados e parece que todos tinham visto a vergonha de ser passado para trás. Transformei o rapaz em um ser horrível, repelente, feioso, nariz adunco, dedos em garra, como o ogro que vi, num livro de histórias infantis, raptando uma princesa.

Descobri a residência e o nome dela e fiz meu caminho coincidir com a sua rua. Assim eu a via, ora na janela, ora no portão, outras vezes na calçada. E toda vez me saltava o coração e se ela olhava para o meu lado era para mim que estava olhando. Se sorria, era para mim o sorriso. Eu a bebia com os olhos, devorava-a com os desejos. Passei a frequentar a mesma Igreja, e, ao invés de orar, ficava todo o tempo de olhos fixos nela.

Meus colegas e amigos tudo percebiam e me incentivavam. Ela estava gostando de mim, não havia dúvida. Eu percebia pelo seu modo de me olhar, pela maneira de sorrir. Precisava tirar o ogro do caminho. Era ele quem atrapalhava a situação, todos diziam. Tinha que fazer alguma coisa que a emocionasse a tal ponto que ela despertaria da influência do ogro. Em minhas insônias eu me transformava em caçador de ogros dos tempos antigos: cavalo branco ricamente ajaezado, lança e espada brilhantes de tão limpas, elmo e penachos na cabeça. Lutava, derrotava, massacrava o bicho fedido, humilhando-o  a beijar os meus pés, tornar-se escravo. De repente, o ogro assumia o rosto daquele rapaz e eu o humilhava num prazer requintado de maldade e desforra.

Era necessário um plano de conquista e eu já o tinha formado, decorado por tanto o repassar para procurar as falhas. Meus amigos e colegas concordaram com a eficácia do plano. Eu possuía uma bela voz e sabia tocar violão muito bem. Na minha terra, frequentava festinhas para poder cantar e tocar o meu violão, deixando embevecidas as meninas e furiosos os rapazes. Sabia modular a voz deixando-a cálida, sensual. Sabia tirar proveito desse dom. E como sabia... Daí a ideia de uma serenata. Com a ajuda de amigos fiquei sabendo do gosto musical, do cantor predileto, de tudo que ela gostava na música. De posse de todos esses ingredientes planejei a serenata. Conscientemente, ardilosamente. Ela não iria resistir. Ela iria sucumbir, pois sempre foi assim com as outras.

Agora estava eu ali com um envelope a me queimar as mãos. Resolvi abri-lo, lentamente, saboreando o momento, antegozando o prazer. O mundo sorria, o quarto tinha mais luz, o coração ardia no peito. Envelope aberto, surge um papel rosa, perfumado. Perfume de esperança e de ansiedade. Nem as deusas do Olimpo possuíram tal perfume. Letra delicada, caligrafia fina. Poucas palavras:
“Querido Luiz.

Estamos com saudades de você. Faz tempo que não temos notícias e papai e mamãe estão preocupados. Suas notas no estudo estão péssimas e isto traz intranquilidade para todos. Está aproximando a Semana Santa e esperamos com ansiedade a sua chegada. Mamãe, como sempre, vai preparar o seu prato predileto.” Foi só então que reparei no remetente: Marianinha, minha irmã. O mundo explodiu numa explosão galática e meus olhos se fecharam de dor e de raiva.

Oferecimento:

Empresa local amplia unidade fabril


A To Life Importação Exportação e Comércio de Produtos Médicos S/A, com sede em Belo Horizonte, está finalizando as obras da nova fábrica em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais. O investimento previsto para a adequação do espaço e em equipamentos de R$ 750 mil já superou os R$ 900 mil. A expectativa é que as operações se iniciem no primeiro trimestre de 2013.
A construção do galpão de 1,8 mil metros quadrados está prevista para ser finalizada em outubro deste ano e é responsável pela criação de 25 empregos diretos. Porém, segundo o diretor-presidente da To Life, Leonardo Lima de Carvalho, o espaço só deve estar em pleno funcionamento no próximo ano. "O início das operações só vai demorar por causa do processo regulatório para produção de equipamentos médicos, que já está em fase final também", explica.
A nova unidade fabril vai contar com dois espaços. Um deles será voltado para a fabricação de softwares, já em funcionamento, e outro para a produção de equipamentos médicos, principalmente a versão mais moderna do Trius, sistema de classificação do risco clínico dos pacientes, e carro-chefe dos negócios da empresa. "Queremos a produção deste sistema 100% nacional", aponta.
No mercado desde maio de 2010, quando o Trius começou a ser comercializado, a To Life faturou, até o final de 2011, R$ 29,7 milhões. Para 2012, a expectativa é de que a receita chegue a R$ 35 milhões. Para alcançar a meta, a empresa está expandindo sua área de atuação. Atualmente, com 3,5 mil unidades de saúde utilizando seus equipamentos em Minas Gerais, o foco é a expansão para outros estados. A To Life está iniciando também o processo de exportação do sistema para o México e Colômbia.
Atualmente, os equipamentos da To Life são fabricados por uma empresa parceira com sede em Santa Rita do Sapucaí. Eles são produzidos sob demanda, já que a empresa trabalha com projetos fechados. "Nosso estoque é mínimo", observa o diretor-presidente. "Esta nova fábrica é mais estratégica para a empresa do que uma fonte de renda", completa.

Difusora: Audiência pública sobre o Plano Diretor de Santa Rita é realizada na última terça-feira (21)

A reunião da Câmara de Vereadores de Santa Rita do Sapucaí, da última terça-feira (28), foi para audiência pública do Plano Diretor Participativo. O vereador Hudson Carvalho dos Reis não participou da reunião por estar de atestado médico devido a um tratamento na coluna.

Continue a ler aqui

Leucotron apresentará novidades na maior feira de hotelaria do Brasil

O segmento hoteleiro é de grande importância para a Leucotron que, em seu estande na Equipotel 2012 (Maior feira de Hotelaria do país), demonstrará como suas plataformas podem contribuir para a qualidade de atendimento, desde o momento da reserva até o check out, além de facilitar a interação entre as equipes e funcionários. As aplicações são voltadas a hotéis e pousadas de pequeno, médio e grande porte, visando melhorar o atendimento e a qualidade do serviço e, consequentemente, promover um aumento nas reservas e na taxa de ocupação do empreendimento.

Grandes corporações do segmento hoteleiro, como Rede Accor, Slaviero, Allia e Arco já apostam nas soluções de telefonia Leucotron. Os hotéis Ibis Canoas/RS e Ibis Itu/SP, por exemplo, inaugurados em agosto deste ano, contam com diversos recursos como: check in/check out automático, correio de voz em cinco idiomas, despertador com relatórios, baixa de minibar, estado do quarto, integração com PMS, sistema de tarifação das ligações, entre outros.

Outra solução, conhecida como Nomad, transforma o celular em ramal de PABX e é aplicável a empresas dos mais diferentes segmentos. No mercado hoteleiro, sua principal função é permitir comunicação com funcionários, como camareiras, mensageiros e outros profissionais de serviços gerais, que estão em constante movimentação dentro do hotel e precisam ser rapidamente localizados. Além disso, o próprio gerente pode utilizar seu celular como se fosse um ramal, mesmo quando estiver fora do estabelecimento.Outro aspecto interessante é que a solução não requer a instalação de antenas, o que reflete em uma ativação mais rápida e viável economicamente.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Bodas de Ouro de Maria Lucrécia Adami Medeiros e Dermeval Ventura Baraúna (Por Jandyra Adami)

Na década de 1920, apareceu em nossa cidade o Tenente Aníbal do Rego Medeiros, vindo da Paraíba. Militar, alegre, feliz da vida. No meio da sociedade encontrou a sua amada, de tradicional família santarritense: Rosalina Adami. Logo se casaram e veio o primeiro filho, Flávio, que tornou-se um belo rapaz e ganhou o apelido de Chico. Era conhecido de todos. Dançava bem, era uma pessoa extraordinária. Gostava de dizer que era o único Chico que não se chamava Francisco. Depois veio Celso, loiro de olhos azuis, uma pessoa bondosa, emotivo, era Chefe de Disciplina do I.M.E.E-(Ginásio). Nos bailes, dava show de dança e era muito aplaudido pelos presentes.  Finalmente, nasceu A MENINA, que era super desejada pelo casal. Como em todas as famílias, sendo mulher, tinha que levar o nome da avó, LUCRÉCIA. A filha foi mimada desde cedo, pois o pai a queria muito. Tudo que ela pensava, já estava nas mãos. Eu tive o privilégio de conviver com Lucrécia, sendo uma das primas com quem eu tinha mais contato, pois morávamos perto.
Lucrécia foi crescendo, sempre linda e vaidosa. Era, como sua mãe foi na década de 20,  uma das moças mais bem vestidas da cidade. Tia Isola fazia suas roupas e ela sempre brilhava. Se tivesse, naquela época, concurso de Miss para representar Santa Rita, Lucrécia ganharia brincando.
 
O tempo foi passando e, um dia, apareceu em sua vida um rapaz da Marinha, vindo da Bahia: Dermeval Ventura Baraúna. O cupido flechou os dois corações e, em 30 de junho de 1962, estavam na Igreja Católica, selando para sempre aquele amor.
 
Agora, eles completam 50 anos de feliz união: BODAS DE OURO
 
A festa foi na fazendinha onde moravam, na estrada indo para a Fernão Dias. Eu estava lá e foi um sucesso.
Na foto, poderão ver a beleza da noiva e trouxe, para mim, uma imensa saudade daquele tempo, vendo as pessoas com quem convivi: o casal Paulo e Nirce Adami (sempre bonita), o meu primo Chico, que eu amava demais e a esposa Geninha, e minha amiga dos tempos de criança, Marluce Teixeira. Saudade de todos.

Gostaria de mandar ao casal, um abraço de parabéns, votos de saúde porque o resto vocês já têm. Que o amor continue cada vez maior e que permaneçam sempre queridos pelo povo santarritense que adotou Dermeval, baiano convicto, mas que parece ter nascido na santa terrinha. “O que Deus uniu o homem jamais deverá separar.”

Oferecimento: Moldurart

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Doni Som e Iluminação


Multas de trânsito cometidas de 22 a 31 de julho - em Santa Rita - chegam a quase 19 mil Reais

AIT (Auto de Infração de Trânsito) - período 20/07 - 14/08
Obs.- Sem talonário de 22 a 31 de julho. (Clique na imagem para ampliar)

Flagrante: carro acaba de cair em barranco, próximo ao Centro Empresarial

Crédito: Giovanna Brandão.

CREA veicula matéria sobre fiscalização de obras na Avenida Delfim Moreira

Embora​ a reportagem veiculada pelo CREA não informe absolutamente nada sobre a obra que cortou Santa Rita do Sapucaí no meio, o órgão informou que tem realizado fiscalização do serviço de drenagem. Apesar dos moradores terem ciência de que este trabalho poderá revolver - em parte - o problema dos alagamentos, não consta qualquer placa de sinalização sobre a empresa encarregada da obra, nome do engenheiro responsável ou prazo para execução da mesma. Os comerciantes e moradores, têm tido considerável prejuízo e não sabem a quem recorrer. Tudo bem, todos sabem que é para o bem da comunidade, mas os munícipes não têm o direito de receber um mínimo de orientação, para que possam se programar para os próximos meses? Este desencontro de informações denota uma completa falta de liderança do prefeito - absolutamente invisível nos 4 anos de seu mandato.

Matéria veiculada pelo Site do CREA MG

Regional Sul fiscaliza obra de drenagem pluvial em Santa Rita do Sapucaí


A Regional Sul fiscalizou a obra de drenagem que está sendo executada na avenida Delfim Moreira em Santa Rita do Sapucaí. O contrato da obra, realizada com investimentos do estado de Minas Gerais, foi assinado pelo DER-MG.
obr srs.jpg
obra SRS.jpg

Fotos: Deivid Marques da Silva

domingo, 19 de agosto de 2012

Condições de limpeza (ou de sujeira) das ruas de Santa Rita do Sapucaí são precárias

Prefeitura faz campanha para que as pessoas usem o lixo, mas não o esvazia.
Condições de limpeza municipal são precárias.
Neste final de semana, passamos por algumas cidades da região e ficamos encantados com a limpeza pública, mesmo nos menores municípios do sul de Minas. Sem qualquer traço de vandalismo ou desleixo, tais localidades são verdadeiros exemplos de cidadania. Santa Rita, ao contrário, sofre com as precárias condições de limpeza (ou de sujeira) a que os moradores são obrigados a conviver.
Empório de Notícias fotografou trecho de apenas 30 metros, para mostrar situação da
Rua Cel. Antônio Moreira da Costa, bem no centro da cidade.
Se, por um lado, boa parte dos moradores não têm educação e são incapazes de encontrar uma lixeira para eliminar seus detritos, por outro, a prefeitura não faz a sua parte e mantém o município em péssimas condições. Exemplo disso são as fotos que ilustram essa matéria: todas elas foram captadas em um espaço de apenas 30 metros, no final da Cel. Antônio Moreira da Costa.
Na lixeira seguinte: digamos que o cidadão quisesse jogar o lixo no lixo... como faria esse milagre?
Para constatar o grau de desleixo da limpeza pública, basta passarmos por uma das principais ruas da cidade. Sem serem varridas há quase duas semanas, montanhas de lixo tem sido formadas por toda a via e as lixeiras - por sua vez - estão com dejetos até a "boca".
Lixo espalhado pela rua inteira.
Um pedido de coração:

Tudo bem... sabemos que limpeza é algo supérfluo e que somente os fracos não convivem no meio do chiqueiro. Mas será que não daria para nossos governantes olharem um pouco por nós e realizarem uma obra tão faraônica quanto dar uma vassourada em novas vias públicas? Se possível, poderiam parar cinco minutinhos de jogar santinhos em nossas casas e solicitar providências da prefeitura. A sociedade, carente de infraestrutura mínima, agradece.
Prefeitura não faz sua parte, mas as pessoas também não têm educação.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Difusora: Projeto Cooperação por uma Cidade mais Sustentável define trabalho para os próximos oito meses em Santa Rita

Representantes de instituições de Santa Rita do Sapucaí se reúnem para propor soluções a problemas do município. Crédito: Difusora Santarritense.
A reunião do projeto “Cooperação por uma Cidade Mais Sustentável” apresentou um panorama de Santa Rita do Sapucaí sob a ótica de representantes de diversos setores da sociedade, na noite da última quinta-feira (16). Problemas, possíveis soluções e potencialidades do município foram divididos em cinco temas mais comentados durante entrevistas com os representantes.

O projeto é realizado por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Sebrae, Fiemg e Governo de Minas Gerais, que têm acompanhamento do Sindicato das Indústrias do Vale da Eletrônica (Sindvel) e é organizado pela empresa de assessoria empresarial Severini. O proprietário, Sidney Severini, abriu os trabalhos da noite. 

“Não se trata de um trabalho estatístico, não é uma pesquisa com valor científico que está sendo apresentado aqui. Mas, se trata de um levantamento que as pessoas têm sobre a nossa cidade”, comentou.

Cerca de 40 pessoas participaram da reunião e acompanharam uma palestra ministrada por Marisa Resende, do Sistema Fiemg, que incentivou a cooperação para a diminuição das desigualdades. “Não adianta a gente delegar para o poder público resolver problemas sozinho, nós temos que caminhar junto. A cidade é nossa. Nós pertencemos a cidade, escolhemos os governantes e decidimos o futuro, essa consciência e capacidade que vai tornar a cidade cada vez maior”.

Os cinco temas discutidos foram infraestrutura e gestão, segurança pública, educação, assistência social, saúde e economia local. Cada tópico se transformou em um grupo de trabalho com cinco integrantes que devem definir possíveis soluções para problemas de cada área. O diretor da Rádio Difusora Santarritense, Richard Brandão, participa do grupo de segurança pública ao lado da Polícia Militar e do setor empresarial.

Os grupos voltam a se reunir no dia 5 de setembro e depois no dia 27 do mesmo mês. A previsão é que até abril de 2013 projetos para cada área citada possam ser implementados por cada grupo de trabalho “Eu não estou dizendo que vamos mudar a realidade de Santa Rita do dia para a noite. Mas, cada pouquinho que nós consigamos mudar veremos resultados de grande porte”. Concluiu Sidney.

Por Daniele Peixoto (Difusora)

Clique abaixo para ouvir a reportagem:

Célia Ramires, moradora de rua, está a procura de sua família, vamos ajudá-la a encontrar.

Para saber mais, clique aqui

Museu ETE FMC e a História do Telefone

PORTAL G1: Aposentado santa-ritense cuida de mini-zoológico em chácara de Rio das Pedras, SP


'São Francisco de Assis caipira' tem de leitões a ratos na propriedade rural. 
"Prefiro passar fome a vê-los sofrer”, diz o dono; despesa chega a R$ 600.
O aposentado Benedito Francisco Roberto, de 63 anos, pode ser comparado a São Francisco de Assis, tido pela Igreja Católica como padroeiro dos animais. Ele cuida desde uma família de leitões até cavalos, burros, vacas, cães, gatos, galinhas e ratos do campo na chácara onde vive com a família. O único pensamento dele é cuidar dos animais que chegam nos portões da propriedade, localizada no bairro rural de Santa Isabel, em Rio das Pedras (SP).
Roberto, que é de Santa Rita do Sapucaí (MG) e veio há 45 anos para o interior de São Paulo, mora no local há seis anos e disse à reportagem do G1 Piracicaba e Região nesta quinta-feira (16) que gasta, em média, metade do salário como aposentado da Eletropaulo para sustentar os animais que vivem na propriedade. “São uns R$ 600 por mês para cuidar dos animais. Também tenho um bar, que me ajuda quando o dinheiro fica apertado. Mas não ligo. Prefiro passar fome a vê-los sofrer”, afirmou.
Oferecimento:

Santa Rita do Sapucaí (MG): Inflação na cidade fica em 0,86 % em julho

O Índice de Preços ao Consumidor de Santa Rita do Sapucaí (IPCS) ficou em 0,83% no mês de julho e acumula alta de 8,44 % nos últimos doze meses. O IPCS é calculado mensalmente pelo Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação de Santa Rita do Sapucaí

Tal valor é reflexo do acompanhamento da variação de 36 itens de uma cesta de produtos e serviços divididos em quatro grupos: alimentação, limpeza doméstica, higiene pessoal e transportes.
Segundo a pesquisa, apenas o item transporte não sofreu alteração de preços. Todos os demais registram alta.

Os itens de materiais de higiene pessoal registraram inflação de 3,15%, na alimentação a alta foi de 0,85% e materiais de limpeza marcaram 0,52 % de elevação. O valor da cesta de Santa Rita do Sapucaí foi de R$625,65.


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,43% no mês de julho, menor do que o apresentado em Santa Rita do Sapucaí em 0,40%.

Ericsson fecha parceria com Escola de Santa Rita do Sapucaí


Empresa instala centro de desenvolvimento profissional em parceria com escola técnica de Santa Rita do Sapucaí
Configuração dos equipamentos instalados. A inauguração dos laboratórios acontece hoje.

Academia e mercado se unem para solucionar a escassez de mão de obra no setor de telecomunicações. Aproveitando o foco de Santa Rita do Sapucaí (cidade do Sul de Minas) na criação de empresas de tecnologia, a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETEFMC), instituição com mais de 50 anos de experiência na formação de técnicos da área, firma hoje parceria com a empresa de telefonia móvel Ericsson para criação de um núcleo voltado para a capacitação prática de técnicos do setor.


O Núcleo de Desenvolvimento de Competência Ericsson será integrado à escola e aumentará os ensinamentos práticos para os alunos. Para isso, foi criada estrutura similar à encontrada no mercado de trabalho, com a construção de uma estação rádio-base e o equipamento de transmissão. Uma torre de telefonia com 25 metros de altura e um poste octadecagonal de 15 metros de altura foram instalados no campus, o primeiro adaptado ao sistema GSM e o segundo no formato 3G. Além disso será dado curso de instalação de telefonia móvel.
Primeira Turma de Treinamento já se prepara para entrar em atividade,

“A parte teórica qualquer escola consegue oferecer, mas na prática acredito que seremos os únicos no país a garantir tamanho detalhamento. Criou-se uma estrutura que não tem semelhante no país”, afirma o coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento de Negócios da ETE FMC, Wanderson Eleutério Saldanha, ressaltando que o pioneirismo da escola se repete mais de cinco décadas depois da sua criação, quando foi a primeira instituição de ensino da América Latina a oferecer curso voltado para o segmento de eletrônica.


Ele afirma que trata-se de um mercado carente e que duas vezes por ano grandes grupos de engenharia vão à cidade requisitar técnicos e acabam por contratar a maioria dos profissionais disponíveis. A Ericsson mesma é uma das principais captadoras de mão de obra. Da escola já saíram dezenas de pessoas que ocupam cargos na empresa, desde técnicos em eletrônica até executivos de alto escalão. Com a novidade, a tendência é que a demanda cresça ainda mais nos próximos anos.
Torre instalada ao lados dos laboratórios.

Investimentos

De olho na implantação da tecnologia 4G no país, o vice-presidente da Ericsson para a América Latina, Eduardo Ricotta, acredita que as primeiras turmas deverão ser beneficiadas e vislumbra que até todos os alunos podem ser contratados pela empresa, dependendo do aquecimento do setor. Ele observa que a companhia antecipa a formação de profissionais e faz com que o aluno se familiarize com a empresa. “O técnico completa o curso preparado para fazer a instalação em campo”, afirma ele, ressaltando que antes eram necessários dois meses para formação do aluno.



Outro problema que pode ser sanado com a implantação do núcleo é a redução da rotatividade. O que Ricotta percebe é que muitos funcionários ficam pouco tempo na mesma empresa e aproveitam os cursos de qualificação oferecidos para conseguir vagas melhores. “A retenção hoje é muito pequena. Caberá à Ericsson identificar quem são os melhores e os capazes para desenvolvê-los na empresa”, afirma o vice-presidente da companhia sueca.

Oferecimento: ELite Mineira

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Os causos de Ivan Kallás - Plano Diretor e Cidade Sustentável

Sinhá Moreira, Ivan Kallás e seu pai Farid.
Nos tempos de menino, jogando bolinha de gude e peão na Rua da Cadeia e quase sempre brigando com as meninas (Que idiota!), a vida parecia mais fácil, tranquila, divertida. Até os seis anos, a rotina ia da casa dos pais aos parentes e amigos. E só. Raras viagens. Visitar avós em Passos ou tia rica em Mogi Mirim que ficava na baldeação do trem, pois estradas não havia. Depois, com as novas estradas, o horizonte foi se estendendo: Rio, BH, SP, Buenos Aires, NY, e agora o convite para ir gratuitamente à China. Sem esquecer que passagem pra lua já está à venda.

Ao ingressar na escola, o único desafio era agradar as “fessoras”. Todas lindas no imaginário infantil. Até as feias. Algumas bravas. Pe. José, com sua fidalguia, dizia que eram enérgicas. Depois, fazia o dever de casa e corria para a rua atrás dos amigos, até recolher para dormir tentando escapar do B de BBB (Banho de Balde, Bacia, ou Banheira). Sem TV, pois não existiam modernismos, hoje tão disponíveis para as novas gerações. O único que via tudo era Deus. Não a câmera digital.

Problemas? Não havia, como não há tantos hoje. Apenas diferentes, para quem não ultrapassou a adolescência. Perigo era estouro de boiada, não automóvel. Estrepe no pé e não crack. Cachaça e não pílula azul. Ou cor de rosa? Sei lá. Briga de turma com canivete e não arrastão. Apenas mudam as circuns-tâncias. A dificuldade de crescer e dar certo na vida continua a mesma. Para não passar em branco, ouvíamos longas e repetidas discussões dos pais e adultos. O que fazer? Não fazer? Falta de dinheiro é antiga. Mudança de trabalho. Reformar casa. Mudar de cidade. Tudo, tintim por tintim, como hoje. Só muda a facilidade de aparelhos malucos, cheios de tecnologia  e botões inúteis ou que não sabemos usar. Que não fazem ninguém mais feliz ou triste.

Não sei se nos tempos de Getúlio, Dom Pedro ou Álvares Cabral, já se falava em planejar. Cristóvão Colombo, por exemplo, planejou a descoberta das Américas. Queria, na realidade, dar a volta ao mundo ou encontrar o caminho das Índias. Atirou no que viu, acertou no que não viu. 

Para mim, planejamento, cidade sustentável, Plano Diretor, é a mesma coisa. Minha geração tomou contato com tais palavrões na ditadura militar. O governo tinha planos quinquenais. “E daí? Que me importa?” Importava esperar as férias. Quando não ia pra casa dos pais, ia para Ouro Branco visitar cavernas, minas de ferro e ouro, pousar no alto da serra. Descia despenhadeiros, pescava na lagoa e me banhava em rios e cachoeiras, comendo frutos silvestres ou raízes.

Nessas viagens, sempre me pediam para planejar o passeio. “Mas pra que?” Tínhamos quase nada e precisávamos de muito pouco. Feijão cozido com carne, em lata de 20 litros. Às vezes arroz. Farofa. Fósforo. Raríssimas latas de salsicha. Sacos de aniagem para carregar tudo nos ombros, morro acima. Pedaço de lona pra chuva. Pau de escoteiro, cortado no mato. Pronto. Ah... Não poderia esquecer lanterna, pilhas e canivete novo. Isto era planejar. Uma dúzia de adolescentes, brejo afora, caverna abaixo, mato adentro ou morro acima, para explorar o mundo, cujo perímetro não ultrapassava 20 quilômetros. Ou menos.

Hoje, tudo mudou para ficar igual. Crescemos. Aumentou o número de gente. Espaços são ocupados, migração, estradas. Mas tudo igualzinho ao churrasco de domingo, quando 15 peões da obra, vieram ao quintal queimar carne, bater farofa com vinagrete e tomar pinga do Nêgo do Osório. Tudo como há dez mil anos atrás. Planejar cidades é como planejar casa, passeio ou churrasco. Só que tem mais gente na fila do banheiro. No fim da festa, principalmente. E se não fizer direito vai mijar nas calças ou no pé do outro. Aí é briga certa. Uai.

Será que Dona Sinhá planejava? E os velhos coronéis Moreira, Capistrano, Ribeiro e tantos homens honrados que comandavam nossa cidade? Será que Bill Gates planeja? E Obama? Bin Laden nós sabemos que sim. E deu no que deu. Deu certo, no errado. Ou será que foi lição para quem planeja comer muito com a fome dos outros? Você planeja o futuro dos filhos? Dá certo? Muitas vezes não. Mas não planejar é pior ainda.

Por isso, precisamos ter um Plano Diretor. Ele é Participativo. Por quê? Porque a Constituição e o Estatuto das Cidades mandam ouvir população. Audiências Públicas. Brigaiada danada. Mas não tem outro jeito. O mundo mudou. O Brasil precisa crescer. Minas precisa mostrar liderança. E Santa Rita do Sapucaí precisa recuperar a dignidade que nossos pais nos deixaram. Com a vocação tecnológica. É verdade. Mas com boiada amarrada no pé de café. Com a obrigação de ser um Recanto Feliz, ou Cantinho Sorridente. Lema mal traduzido de nossa bandeira.

Para dizer a verdade, não sei se esse tal Plano Diretor vai nos recuperar do atraso galopante, nem resolver a falta de dinheiro. Pelo menos, vai nos dizer para onde queremos ir. Nem que seja pra gente se ferrar lá na frente e consertar de novo. No passeio à serra não pode faltar feijão, lanterna ou fósforo. Na construção da casa nova, não pode colocar telha antes da parede. Na reconstrução de nossa cidade não pode faltar seriedade e coragem.

Há muitos anos, Sinhá, Farid, Alcides, Bilac e outros morreram. Sonhando por nós. Os bisavós de vocês também. Cujos nomes eu gostaria de registrar neste papel, mas, infelizmente, não lembro. Eles nos deixaram um legado. Estamos resgatando a memória de todos. Pouco a pouco. Legado de dignidade e amor à própria terra. Seja o ranchinho na Piedade, no Vintém que a cidade já quer engolir, no Balaio, no Porto, o país do futuro, o Estado dos Inconfidentes, ou o Vale da Eletrônica.

Cada qual é responsável pelos talentos que recebeu. Não enterre o seu talento. Não enterre o futuro de seus filhos. Acompanhe a próxima arrancada de elaboração do Plano Diretor Participativo. Participe. Ajude a construir o futuro de Santa Rita do Sapucaí. O Vale da Eletrônica, cercado de boi com café, que nossos pais nos legaram. A hora é de comunhão, ecumenismo. Isto, em nossa cidade, significa compartilhar de forma solidária, na rede social. Na ponta de uma fibra ótica. No coreto da sua praça. Ou no buteco da esquina. Enfim. No começo de um futuro sustentável. Para nossas crianças.

Oferecimento: TransTelha

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

As aventuras do estudante Jorge Sumita


Desde que me conheço por gente, ouço histórias sobre um estudante sem juízo que havia morado em Santa Rita, enquanto estudava no Inatel. A casa que alugava da minha avó, ficava em um sobrado no alto da Rua Antônio Moreira, mais precisamente na casa onde eu nasci. Outro dia, enquanto mexia nas gavetas, encontrei uma pequena caixinha de música com inscrições em japonês e soube que havia sido esquecida por ele, quando se mudou dali. A pequena engrenagem já não funcionava, mas, ao abrir sua tampinha metálica, foi possível ver a foto de um homem oriental que, possivelmente, era o pai do rapaz. Nesse momento, tive a ideia de retirar a fotografia para saber se havia algo escrito em seu verso e acabei encontrando a foto de uma moça, também oriental, que devia ser sua mãe. Desde então, soube que estava diante de uma grande história e saí em busca de informações.
Suely, Reinaldo, Jayro e Jorge - Pedreira de Santa Rita do Sapucaí
Na década de 60, havia um forte bloqueio dos chamados “nativos” aos estudantes que chegavam para cursar ETE ou Inatel. O fato de aqueles forasteiros “roubarem” as namoradas dos santarritenses era motivo de muitas brigas e gerava um grande abismo entre ambas as partes. Como acontecia em todos os bairros, não era comum um estudante fazer amizade com os vizinhos da sua idade e, no “Morro do Zé da Silva”, isso não foi diferente.

Certo dia, Dona Lazinha costu-rava as disputadas colchas de tricô que confeccionava por encomenda quando foi surpreendida pelo toque da campainha. Ao atender à porta, foi surpreendida por um rapazinho japonês que havia visto o anúncio do aluguel de seu sobrado, ao lado de sua casa. Ele estava interessado em fechar negócio. Ao assinar os papéis, a dona de casa soube que se tratava de Jorge Hiroshi Sumita: um abastado estudante paranaense que acabava de chegar a Santa Rita para cursar o recém criado Inatel. Sua filha, Yvelise de Fátima, ainda se lembra da reação dos irmãos diante da “invasão de território” e como aquela situação se inverteu de uma hora para outra: “O Luiz Carlos e o Iran ficaram com muito ciúme quando ele se mudou para cá. Eles sempre diziam para eu tomar cuidado, mas acabaram fazendo uma amizade incrível com ele.” O fato é que o estudante era muito gente fina e não demorou para que conquistasse toda a vizinhança. Apesar de ser muito avançadinho para a época, logo ele se tornou íntimo da família e sempre ia às casas dos vizinhos, caso precisasse passar uma camisa, bater um rango fora de hora ou de qualquer outro favor.”

Quem conviveu com Jorge Sumita, nos tempos em que cursou o Inatel, não se esquece de suas loucuras. As maiores aconteceram a bordo de seu fusquinha azul calcinha. Um dos episódios mais comentados foi quando o rapaz realizou a façanha de capotá-lo dentro do Inatel. Wagner “Gaiola” Matragrano também se recorda das vezes em que viu o amigo passar por ele no banco do passageiro, sem ninguém ao volante: “Ele dirigia o fusca do lado direito para fingir que não havia motorista. Outra brincadeira que ele sempre fazia era ir até o cruzeiro, rodar o carro e piscar os faróis, para depois passar pela praça e dizer que havia visto disco voador. Ele era louco de tudo.”

Os mais chegados contam que, inversamente proporcional ao bom humor do japonês, era sua vontade de estudar. Sem querer nada com a dureza, era muito comum a molecada ligar uma sirene parecida com a da Estamparia, dentro do seu quarto, na tentativa de colocá-lo de pé. 

Cinco anos depois de sua vinda, Sumita foi surpreendido com a chegada de um luxuoso Impala à sua porta. Eram seus pais que chegaram para sua formatura, sem saber que ela aconteceria somente uma década após sua matrícula. Ansiosos para assistir à Colação de Grau do “novo engenheiro”, eles não conseguiram entrar no sobrado já que o rapaz mentiu que havia perdido a chave. Luiz Carlos, amigo e vizinho de Sumita, conta como foi que terminou esse episódio: “Quando eu soube que ele estava mentindo, pulei a janela e abri a porta por dentro. Ele ficou uma fera, mas teve que contar a verdade.”
Caixinha de música esquecida por Jorge Sumita.
Faltando alguns anos para terminar o curso, o japonês se mudou para uma casa próxima ao Inatel e a sua rua era a única que ainda não tinha nome nas redondezas. Como Sumita precisava se corresponder com a família, mas não sabia qual endereço colocar, decidiu produzir uma placa com o título “Rua Cel. Jorge Sumita” e afixou em um poste. Reza a lenda que, depois de muitos anos de se mudar dali, aquela rua ainda estava com o seu nome, até que alguém descobriu a brincadeira e trocou por uma placa oficial.

Ao se formar, Jorge Sumita continuou a vir para Santa Rita, junto com seus amigos Minguinho (Domingos), Jayro e Evaristo. No decorrer da semana, eles trabalhavam em São Paulo e moravam no edifício Copan. Às sexta-feiras, pegavam o rumo de Minas Gerais e vinham aprontando até chegarem à serrinha. Conta-se que um de seus passatempos favoritos era colocar uma iluminação policial no teto do carro e estacionar em locais onde havia muitas ultrapassagem para dar uma dura nos motoristas. 

Segundo lembrou sua amiga, Marines Shimitz, Sumita casou-se com uma japonesa, teve duas lindas filhas (que hoje moram em Londrina) e se mudou para o Japão. Mesmo sem dar notícias aos Santarritenses, uma moradora da cidade jura tê-lo visto em Santa Rita, há muito anos, com os cabelos pintados de louro e encaracolados. Através do contato de seu grande amigo Jayro Franco Longuinho, morador de Belo Horizonte, conseguimos uma fotografia e o email de Sumita, mas não obtivemos retorno de nosso contato. Em Santa Rita, todos aqueles que o conheceram ainda guardam suas histórias com carinho e esperam reencontrá-lo para matar saudade. A este estudante tão admirado, um abraço e o convite para que retorne em breve.

Oferecimento: Restaurante Hora Extra

Santarritenses conhecidos pelo apelido: Pituca


Eu tenho esse apelido desde que nasci. Quem o colocou foi a minha avó, Benedita. Eu era muito pequeno quando nasci e, por causa disso, ela só me chamava de Pituquinha. Na escola, lembro que a professora sempre dizia para não chamarmos os colegas de apelido, mas ela não conseguia se lembrar do meu nome verdadeiro. Só me chamava de Pituquinha.