terça-feira, 30 de julho de 2013

Leucotron completa 30 anos Conheça a trajetória da empresa

Quando era criança, Marcos Goulart Vilela matriculou-se em um pequeno curso de reparo em equipamentos elétricos, promovido pela Associação dos Vicentinos. Ao chegar em casa com o certificado, a notícia correu na família e uma vizinha chegou com um liquidificador para ele consertar. No primeiro momento, o menino ficou contente em poder ajudar, mas seu entusiasmo deu lugar ao desapontamento quando percebeu que o problema estava no copo do aparelho, que possuía uma rachadura e precisava ser trocado. Mal sabia que, daquele momento em diante, sua carreira estaria entrelaçada com aquele fato pitoresco e seu futuro conectado à tecnologia, por toda a vida.
Dilson e Marcos, nos primórdios da Leucotron.
Em um tempo em que o Vale da Eletrônica não existia nem no papel, Marcos fez ETE e Inatel, momento em que criou uma forte amizade com Dílson Frota Moraes, natural de Varginha e que veio a Santa Rita em busca de uma carreira promissora.

Ao terminarem o curso de Engenharia, ambos decidiram se mudar para os grandes centros e estavam bem encaminhados profissionalmente quando decidiram montar um negócio. Na verdade, o primeiro produto do que viria a ser a Leucotron, já havia sido criado por Dílson, que abriu uma empresa e teve um lampejo: “Por que eu preciso morar em São Paulo?”. Nessa altura, já estava conversando com Marcos sobre voltar para o interior e encontrou em Paulinho Dentista – o criador do conceito do Vale da Eletrônica – o apoio que precisavam.

No início, a Leucotron era voltada à área médico-hospitalar e seu carro-chefe era um contador de leucócitos. O ano era de 1983 e havia apenas duas empresas minúsculas de tecnologia na cidade (Linear e Eletroteste), que ainda buscavam seu lugar ao sol.
O primeiro barracão da Leucotron.
Como a internet ainda não havia sido “domesticada”, vender seus produtos para hospitais e clínicas significava bater de porta em porta ou participar de feiras pelo Brasil afora. Como a empresa ainda não gerava receita, os sócios alugavam estandes com cerca de um metro de frente. “A estratégia era a seguinte: enquanto o Dílson explicava como funcionava o produto, dentro do estande, eu ficava no lado de fora cercando os fregueses.” – lembra Marcos Vilela.

Nos meados da década de 80, a dupla enveredou-se pelas Telecomunicações e, em dois anos, a Leucotron lançou o seu primeiro PABX. Através de pesquisas de concorrência e análise dos anseios dos clientes, quando o primeiro equipamento da empresa foi ao mercado, possuía mais de 20 inovações que o colocavam muito à frente dos similares.

Aqueles que viveram o início da industrialização no município sabem que, quando as primeiras empresas começaram a se instalar na cidade, não havia prestadores de serviço como solda, montagem, embalagens ou pintura. Isso quer dizer que, caso um empreendimento fosse criado, seria necessário realizar todo o processo que hoje é feito por um conglomerado de empresas de suporte. À medida que o Vale da Eletrônica foi crescendo, algumas das mais importantes marcas locais se originaram das linhas de produção da Leucotron, como é o caso da Enterplak, cujo proprietário adquiriu o setor de montagem e o pagou em serviços prestados. Outra empresa que teve início a partir da iniciativa chefiada por Marcos e Dílson foi a Prodmec, criada pela dupla com equipamentos de usinagem da Leucotron.

Ao longo de 30 anos, a Leucotron sobreviveu e se consolidou como uma das mais importantes empresas do país pela visão estratégica de seus colaboradores e da implementação de uma política de qualidade e gestão que trouxe eficiência e versatilidade ao processo industrial. Através da implementação de uma política de qualidade total (ISO 9001) e da adequação às normas internacionais, os produtos fabricados pela marca tornaram-se competitivos, mundialmente.
Fachada com vista parcial da empresa.
Atualmente, a Leucotron atua em diversos países da América Latina e possui mais de 400 revendas em todo o país. Estes números baseiam-se em uma política para promoção de soluções compatíveis com cada necessidade do cliente. Um exemplo é um sistema criado pela empresa, com tecnologia própria (chamada Nomad) e que permite usar um ramal de PABX no celular, via GSM.

A Leucotron foi considerada, por quatro anos consecutivos, uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil pelos principais rankings nacionais: GPTW (2008, 2007, 2009, 2010) e Revista Exame (2007, 2008, 2009, 2010). A empresa também foi primeira colocada na categoria “redes corporativas”, no Anuário Telecom (2007, 2009, 2011 e 2012) e considerada uma das 25 empresas mais inovadoras do Brasil pela Revista Época Negócios (2009).

(Carlos Romero Carneiro)

Atendimento ao Cliente é destaque em palestra promovida pela ACEVALE

No dia 11 de julho, a Associação Comercial e Empresarial do Vale da Eletrônica (ACEVALE), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), promoveu uma palestra beneficente em prol do Hospital Antônio Moreira da Costa, sendo a entrada, a doação de uma caixa de leite longa vida
A palestra que apresentou como tema “Atendimento ao Cliente” foi ministrada pelo psicólogo, Luciano Bagattini, na sala de treinamentos da ACEVALE e contou com a participação de empresários, lojistas, colaboradores, associados e clientes em geral.

Também estiveram presentes, a presidente da ACEVALE, Patrícia Faustino e o presidente da Fundação de Saúde e Assistência Social (HAMC), Ialdo Correa Costa. 

Durante a palestra, o psicólogo apresentou as várias maneiras para que as empresas possam obter resultados positivos no dia a dia, tendo como prática, a excelência em atender bem parceiros e clientes. Ele também apresentou dicas de comportamento, atitudes, decisões e metas que devam ser estabelecidas. “A pessoa, para atender o cliente, tem que agir com naturalidade. Tratar a pessoa com polidez, educação, ser honesto, não tirar somente o lucro porque a empresa vive de lucro, porém, muito mais de manter os clientes satisfeitos. A pessoa que representa uma empresa tem que possuir uma postura adequada, agir com educação, honestidade e preparar para ser um ser humano melhor. Precisa conhecer o que irá fazer e ter a simpatia com o cliente. Ela deve ser verdadeira diante do outro que também está esperando o mesmo, esperando a prestação de serviços e a realização de um desejo. O cliente tem vários locais para escolher e, com certeza, irá escolher o lugar em que for mais bem atendido, acolhido e obtiver maior benefício”, explicou.

Para a presidente da Acevale, Patrícia Faustino, eventos como esse são uma forma de qualificação que tem por objetivo gerar benefícios aos parceiros e clientes.

Doação ao Hospital

As caixas de leite longa vida arrecadadas na palestra, foram entregues pelos representantes da diretoria da Associação, Patrícia Faustino e Edmundo Garcia, na sede do HAMC, ao presidente da Fundação, Ialdo Correa Costa e ao diretor administrativo do hospital, Marcos Paulo.

A diretoria da ACEVALE agradece a todos que participaram desse evento e colaboraram com o Hospital Antônio Moreira da Costa. 

(Ascom Acevale)

sábado, 27 de julho de 2013

EMPÓRIO 67 - 28 DE JULHO - NAS BANCAS!

MAIS UMA EDIÇÃO IMPERDÍVEL DO EMPÓRIO DE NOTÍCIAS!

NESTE NÚMERO:

1) DE VALENTINO A DANTE VOLPATO, AS AVENTURAS DE UMA FAMÍLIA ITALIANA EM TERRAS BRASILEIRAS.

2) JOSÉ SALMIRA, LINDA, MAKTUB E O BAR DO PONTO.

3) ROBSON VIGILATO: A SAGA DE UM CAMPEÃO.

4) LEUCOTRON COMPLETA 30 ANOS. SAIBA COMO TUDO COMEÇOU.

5) RITA SEDA CONTA COMO FOI A CHEGADA DOS PRIMEIROS APARELHOS DE TELEVISÃO EM SANTA RITA E FAZ UMA HOMENAGEM AO SENHOR MARINO.

6) IVON, INSPIRADÍSSIMO, FALA SOBRE A VIDA DE CATULA DA PAIXÃO CEARENSE.

7) PÁGINA SOCIAL COM FRED CUNHA NEWS

E MAIS... CONHEÇA OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS DO INATEL, ETE FMC, COLÉGIO TECNOLÓGICO, FAI E ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ (ACEVALE).

O bom combate de Clemenceau Miranda - Uma homenagem ao Grande Santa-ritense, falecido hoje

Como foi o início da sua vida?

Meu pai casou muito tarde. Ele tinha 48 anos e minha mãe 18. Tiveram 11 filhos. Ele tinha uma fazenda de 250 Alqueires e tentou construir uma estrada que cortava suas terras para não precisar pagar pedágio. Por causa disso, quebrou. Eu trabalhava com minha família na roça, em Ubá. Ele tinha comprado um sítio. Vendeu uma fazenda de 2500 alqueires e comprou um sítio, depois, de 80 alqueires. Nesse sítio eu o ajudei a plantar laranja, cebola e fumo. Eu tinha entre quatro e cinco anos.

Mais tarde nós fomos para Coimbra (Minas). Nessa época meu pai pediu para que eu aprendesse um ofício, para que não passasse dificuldades. Eu cheguei em uma alfaiataria e pedi para aprender. Eu fiquei 8 meses trabalhando com eles mas fui obrigado a sair para poder ajudar a minha mãe. Eu não ganhava nada. Minha mãe fazia doces pra vender e eu ajudava. Alguns anos depois, comecei a trabalhar com um senhor que era Sírio.

Lembro que gostava muito de futebol. Nessa época, eu formei um timezinho de jogávamos em um campo de terra nas horas vagas. Estávamos até bem no compeonato. Certo dia, conheci um amigo no campinho que me convidou para ir para Belo Horizonte. Eu tinha trabalhado 3 anos com o sírio e ganhado 10 mil cruzeiros. Com o novo emprego em uma casa de sinuca eu ganharia 480 mil cruzeiros. Fiquei muito contente porque poderia ajudar a minha mãe.
E como foi que o senhor começou nas Pernambucanas?

Todo mês de dezembro, as Casas Pernambucanas empregavam um pessoal apenas para essa época. Então eu vi em um jornal de Belo Horizonte que estavam precisando de gente e me candidatei. Eu fui escolhido para trabalhar e, naquele mês de dezembro, vendi mais do que os nove balconistas juntos.
 
Como foi sua vinda para Santa Rita  do Sapucaí?

Era para eu ficar aqui um ano só. Eu tinha vindo apenas para a abertura da loja. Ficava na Silvestre Ferraz, naquela esquina que cruza com a Comendador Custódio Ribeiro.

Em uma época, quando eu já estava em Santa Rita, cheguei a morar dentro da loja com a minha família. Eu fiz o pedido para o dono das Pernambucanas para que pudesse morar dentro da loja, para não pagar o aluguel. A minha senhora já tinha tido o terceiro filho. Com eles, morei lá por muito tempo. Minha senhora trabalhou também comigo 6 anos lá.

Foi aí que o senhor ficou amigo da dona Sinhá Moreira?


Dona Sinhá sempre fazia compras na loja para realizar suas obras. Certa vez, foi falar comigo sobre as compras a prazo. Estava sem jeito. E eu falei a ela: “Dona Sinhá, o talões são provisórios. A senhora não está comprando fiado.” E ela aceitou. Eu fiz o que foi possível para atendê-la bem.

Sinhá Moreira tinha dois irmãos. Com a fortuna que herdou, a primeira coisa que fez foi comprar, perto do Inatel, um pasto e construir 80 casas para famílias sem condições. Os moradores escolhiam a casa que queriam. Escolhiam a planta que quisessem. 

Por gestos como esse foi que o senhor começou a gostar da cidade?

Com esses gestos, eu que tinha vindo para Santa Rita para ficar só um ano, esqueci de voltar. Eu percebi que gostava muito desta cidade. Fiquei. Não tinha ilusão e nem intenção de ficar rico. Eu tinha a intenção apenas de ajudar quem eu pudesse. Eu comprei um lote e construí minha casa, depois de 30 anos de trabalho. Fui servente de pedreiro da minha própria obra.

O senhor também ajudou na construção do nosso campo de futebol, não é?


Surgiu um amigo aqui que trabalhava na coletoria e que gostava de futebol. Naquele tempo, o campo de futebol não era como hoje. Ele era atravessado, ficava na horizontal. Nós então começamos a tocar os times de futebol para fazer renda para construir o estádio. A prefeitura, na época, oferecia pra gente um pedreiro e dois serventes. O resto a gente tinha que comprar. Então eu e o João Costa trabalhamos oito anos para construir o campo, do jeito que é hoje. Naquela época, tinha um buraco naquele local de oito metros de profundidade e Dona Sinhá Moreira ajudou, com os caminhões dela, a aterrar o terreno. Lembro que ela colaborou em tudo o que foi possível para construir aquele campo de futebol.

Qual era a sua contribuição nesse projeto?

Naquela época, nós tínhamos uma renda com o futebol muito grande. Nós fizemos um campeonato para a cidade e, com isso, foram surgindo bons times. Minha função era apenas receber o dinheiro, separar a renda dos times e comprar todo o material do campo para o pedreiro construir. Eu fazia esse serviço e voltava para o meu trabalho nas Lojas Pernambucanas. Eu gostava de futebol mas não podia deixar meus afazeres. Com isso, eu fui criando amizades e minha história se enriqueceu. Fiz muitos amigos, tanto através do futebol, como também do meu trabalho como vendedor.
Foi nessa época que surgiu o seu cinema?

Eu tinha um amigo na maçonaria que me convidou para fazer parte de uma sociedade no cinema. Eu tive uma série de problemas nessa época. O aparelho era muito ruim e dava um trabalho danado. Foi quando fiquei sabendo que tinha fechado o Cine Glória em Pouso Alegre e que estavam vendendo os aparelhos. Eu fui lá com um amigo que conhecia essas coisas. Ele viu o equipamento e falou: “Pode comprar que  é alemão, uma maravilha.” Eles tinham umas cadeiras pra vender também. Eu comprei o aparelho e mais 100 cadeiras. Dei um jeito de pagar à prestação. Isso era por volta de 1954. Eu montei o cinema no mesmo ponto onde antes era a Pernambucanas. Com isso, tocamos o negócio. O nome “Cine Vitória” foi idéia minha. Era o que a gente queria:  alcançar a “vitória”, não é?

Porque o senhor decidiu fechar o cinema?


Porque o cinema aqui da praça tinha bons filmes e o meu não. O povo de Santa Rita não gostava muito do meus filmes porque eram sobras.

E a Casa Miranda? Como surgiu?

A Casa Miranda surgiu quando eu terminei a sociedade que tinha.  Nós dividimos o estoque. Foi então que eu abri a Casa Miranda e negociei, durante anos. Eu aluguei o prédio da antiga Casa Andare (Praça Santa Rita) e morei 13 anos lá. Hoje meus filhos tomam conta.
A que o senhor atribui o sucesso da sua loja?

Como eu trabalhei muito tempo nas Pernambucanas, usava o estilo de trabalhar dela para a minha loja também. Por isso, ela ia muito bem.

O senhor acha que a política, antes, era melhor do que é hoje?

Não. Política sempre foi política. É muito difícil. Eu nunca aceitei política. Nunca quis nada que viesse dela.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Empresa contrata soldador em Santa Rita

Cidade: Santa Rita do Sapucaí

Descrição / Requisitos:
Não necessário Experiência.
Nível de escolaridade exigido: Ensino Médio
cadastrado por: empresa do ramo de INDUSTRIAL
Vaga cadastrada em: 25/07/2013
Status da vaga: em Aberto

Difusora: Correios promovem o 1° Seminário de Logística em Santa Rita

Os Correios realizam nesta quinta-feira (25) o 1° Seminário de Logística no Sul de Minas em Santa Rita do Sapucaí, no auditório do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). O evento, que teve início às 9h, é para divulgar na região os produtos e serviços que os Correios oferecem nos segmentos de encomenda e logística, bem como as soluções customizadas e facilidades para atender aos desafios desse mercado. A cidade de Santa Rita foi escolhida para o evento em função do número de empresas instaladas com perfil de carga para os correios.

Da Redação - Marcelo Marçal

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pai de uma santa-ritense necessita de ajuda. Vamos colaborar?

Caríssimos,

Desde 2011 meu pai sofre de câncer, inicialmente diagnosticado como 'problemas de hemorróidas'. Hoje, após muitos rescaldos, foi diagnosticado câncer de próstata, fígado, intestino, ossos e coluna cervical, além de alguns pontos de tumores cerebrais.

Segundo os exames, ele está em estágio terminal, nível 4 e o que temos feito é garantir qualidade de vida e conforto para ele. Ele está lúcido e acredita que será capaz de vencer a doença e decidimos não dizer a ele nada que atrapalhe as esperanças que o motivam nas seções de quimioterapia. Entretanto, o uso de medicação é intenso, pois as dores são fortes e além da morfina (fornecida pelo SUS de Brasília) ele tem feito uso de Dipirona, Buscopam Composto, Luftal ou o genérico e Ducolax, que é um laxante que ajuda o enfermeiro a limpar seu intestino, já obstruído pela doença. Todos esses remédios são comprados de forma líquida, pois ele já vem enfrentando dificuldades em ingerir comprimidos e cápsulas.

Ele está morando sozinho em Brasília com um enfermeiro, pois os médicos não autorizam a remoção dele para sua cidade natal, Juiz de Fora. Então temos despesas extras que a pensão dele nem sempre consegue cobrir. Enfim, a dificuldade que muitos passam quando enfrentam essa doença.

Por isso, solicitamos a sua ajuda, seja em forma de medicação ou da maneira que achar conveniente. Se caso quiser fazer uma doação em espécie, peço que já o façam diretamente para ele, cuja conta passarei a seguir:

Caixa Econômica Federal - op 013 - ag 0005, conta 3323-4, em nome de ALMIRO ARCHIMEDES FREESZ DE ALMEIDA. 

Deixo meu facebook, e-mail e fone para quaisquer dúvidas. 

                                                                       Desde já agradeço a atenção.
                                                                       Suzanne Andrade de Almeida

terça-feira, 23 de julho de 2013

Prefeitura de Santa Rita disponibiliza PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

A prefeitura disponibilizou o seu Portal da Transparência, para colocar-se em conformidade com a Lei Complementar 131/2009 que obrigava todos os municípios com menos de 50 mil habitantes a apresentarem seus gastos em tempo real. Veja, a seguir o que foi disponibilizado pela Administração Pública Municipal e acesse o Portal da Transparência:


EM TEMPO: 

SABEMOS QUE, NO BRASIL, MAIS DA METADE DA RECEITA DAS PREFEITURAS É DESTINADA A PAGAMENTO DE FUNCIONÁRIOS. CASO A PREFEITURA NÃO DISPONIBILIZE A FOLHA 
DE PAGAMENTO, ESSE
PORTAL DA TRANSPARÊNCIA 
É SÓ PARA INGLÊS VER.

POR ENQUANTO, ESTÁ REPROVADO

PS: Vários links não 
levam a lugar algum.

Você está em: Portal da Transparência – Pessoal

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cel Francisco Palma, a minha rua... Por Rita Seda

 
Antigamente, minha rua era pacata. À tarde, o pessoal sentava em cadeiras na frente das casas e punha a conversa em dia. Havia serenatas nas noites de lua cheia e os namorados passeavam livremente pelas calçadas, enquanto a criançada brincava de pique, de roda, de passa-anel, de amarelinha ou de gude. As mocinhas gostavam de sentar nas portas das casas para conversar e ver estrelas. As portas davam para a rua...As janelas não tinham grade. Era uma rua pacata, mas impregnada de vida, de amizade, de alegria.Nela, nasci e vivi sempre. Assisti à sua mudança... E quanta mudança! A maioria das minhas recordações estão ligadas a esta rua. Do lado em que fica minha casa, só tem dois quarteirões. E, no meio deles, uma esquina que cruza com a Rua Cel Joaquim Inácio. Ah! O nome da minha rua é Cel Francisco Palma. Ali, naquela esquina, batia o coração das duas ruas... Eram quatro pontos inesquecíveis. De um lado, no lado da minha casa, um bar. Pertencia ao Sr. Augusto Rafael de Souza, pai do Sr. Nivaldo, o Didi, (que continuou o trabalho do pai por muitos anos), e pai, também, do Renato, grande amigo e companheiro vicentino. Aquele que trabalhava na farmácia do Sr. Anardino e que entende tão bem da arte farmacêutica. Do tempo do pai, embora sendo amiga de sua esposa, dona Zina, não me lembro muito bem, mas no tempo do Didi, sei que era um ponto de encontro de amigos, ambiente familiar, onde todos eram atendidos com a máxima cortesia. Que saudade! Nunca antes, houve em Santa Rita sorvetes artesanais de igual qualidade. Eram caprichados. Ficaram famosos. O picolé de limão reinava absoluto. Do mesmo lado da rua, na outra esquina, era uma farmácia. Seu Tonico, esposo de dona Ritinha Marins, era o farmacêutico. Uma casa pequena, de alpendre e com minúsculo jardim. Os medicamentos ficavam na salinha da frente. Uma escadinha levava à outra sala, onde era o laboratório, local de curativos e de injeções. Ele manipulava uns remédios numa cápsula enorme que a gente tinha que engolir na marra! Quase toda tarde, sua filha Neusa tocava valsas ao piano, na sala de visitas da casa. Gostava de ouvir! Eles tinham uma empregada, irmã do Antônio e do Paulo Tobias, grande amiga e companheira das minhas irmãs. Sua vida foi servir, com fidelidade, a essa família. Dona Ritinha era professora no “Grupão”. Do outro lado da rua ficava a Padaria Central. Pelo menos, de um nome de estabelecimento eu me lembrei...pertencia ao avô do José Carlos, do Cassinho e do Vaguinho. Seu nome era Francisco Resch, um alemão exímio na arte da padaria e da confeitaria. O que eu mais gostava das delícias que ele fazia era a bolacha margarida. Vivo com seu gosto presente na memória. Era redonda, grande, amarela e perfumada, toda rachadinha, como se tivesse sido craquelada pelo seu Chico... A esposa se chamava Ella, apelidada Lola. Tinha os filhos Carlito, que também foi um ótimo padeiro, era casado com minha amiga Carminha e passou o ofício aos filhos: Roberto, Pai do Chicão; uma filha chamada Elza e o último, de cujo nome não me lembro, era apelidado Picolé. Por fim, do outro lado da rua, a marcenaria do Sr. Herculano Silva. Que cheirinho mais gostoso exalava naquele rústico lugar, cheio de máquinas enormes e de madeiras de todo tipo!  Hoje tomou seu lugar a  loja Olhaki. Meu Deus, como eu dava trabalho àquele santo  homem! Precisava de ripas para colocar nos cartazes da escola, corria a pedir-lhe. Quebrava uma cadeira, mesa ou outro móvel, corria a ele. No tempo de natal quem me fornecia a serragem para o presépio? Não podia ser outro...Tenho as melhores lembranças daquele homem bom que foi tão paciente comigo. Era costume da rua: os pais eram pais de todas as crianças que por aqui moravam. A estes donos do miolinho da minha  rua, figuras simpáticas e queridas, que já se foram do nosso convívio há tanto tempo, sempre dei e dou  grande valor. Povoaram a minha história de delicadezas, simpatias e coisas boas. Hoje, rezo por eles, numa forma de reconhecimento, de amor e de saudade. Se todos fossem iguais a vocês...

Oferecimento:

Festa na APAE

Governo investe R$ 80 milhões na construção de aeroporto em Itajubá

A expectativa é de que unidade fique pronta no primeiro semestre de 2015

O governo mineiro vai investir cerca de R$ 80 milhões na construção do aeroporto de Itajubá e nas obras de implantação do trevo da MG-295, em Paraisópolis, no Sul de Minas. Somente nas obras do terminal serão destinados R$ 65,9 milhões e mais R$ 13,16 milhões para ações complementares.

O investimento faz parte do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (Proaero), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Pública, anunciado em janeiro do ano passado pelo governador Antonio Anastasia, com aportes de R$ 230 milhões. A proposta é que, com a conclusão da segunda etapa do programa, entre 25 e 30 terminais tenham pousos e decolagens no estado. O contrato para a execução das obras foi firmado com a empresa Aterpa M Martins e a expectativa é de que unidade fique pronta no primeiro semestre de 2015.

Opinião do Empório de Notícias:

Sabemos que os voos domésticos têm se tornado uma forma cada vez rotineira de locomoção. Para fechar um negócio em Santa Rita, basta que um empresário de outra região viaje algumas horas (ou até minutos). Em contrapartida, nosso campo de aviação encontra-se descredenciado para pousos e decolagens. Caso uma aeronave queira utilizar um aeroporto é necessário buscar alternativas como Pouso Alegre ou Itajubá. Ao que fomos informados, existe um esforço da iniciativa privada para auxiliar na regularização do nosso  campo de aviação e, para isso, necessita de apoio do poder público. Ao que tudo indica, desenvolver um projeto para viabilizar o pouso e decolagem em Santa Rita é fundamental para a fortalecer uma estratégia de crescimento municipal. Assim como Itajubá e Pouso Alegre têm investido em projetos dessa natureza, uma cidade com relevância empresarial como Santa Rita também precisa produzir iniciativas neste setor. Se será feito um investimento de 80 milhões do governo mineiro em Itajubá, também podemos requerer nosso apoio nesse sentido, não?

Difusora: Festival vai eleger melhor comida de “buteco” em Santa Rita


Proprietários de bares e restaurantes de Santa Rita do Sapucaí já podem se inscrever no festival Comida de Raiz Brasileira. O concurso vai eleger a melhor refeição preparada com lingüiça e mandioca, ingredientes obrigatórios, para participação no festival. Outra regra é que o estabelecimento comercial seja legalizado.

O festival Comida de Raiz Brasileira é parte do 20° Feirão Folclórico do município que vai ocorrer em agosto e é organizado pelas Secretarias de Educação e Cultura. Segundo a organizadora do festival, Luciana Aflísio do Couto, o melhor prato será eleito por meio de votos populares e de uma comissão de especialistas. As inscrições devem ser feitas na Secretaria de Cultura até 2 de agosto.

Sindvel aposta na indústria automotiva

Depois de iniciarem, em 2011, a busca por novos nichos de mercado como forma de dinamizar e aumentar a competitividade dos produtos fabricados em Santa Rita do Sapucaí (Sul do Estado), no Vale da Eletrônica, as empresas instaladas no polo industrial poderão investir em mais um segmento: o de componentes automotivos. O importante setor da indústria nacional ainda não é atendido pela região e oferece oportunidades de fornecimento de tecnologia e matéria-prima para o desenvolvimento de novos produtos.

A avaliação foi feita pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletrônicos, Elétricos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, após visita à fábrica da Aethra Sistemas Automotivos S/A, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), juntamente com outros membros do Conselho de Defesa e Compras Governamentais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo ele, o balanço da visita foi positivo, tendo em vista a troca de experiências que os empresários tiveram oportunidade de vivenciar. "Vimos a atuação de uma empresa de grande porte tecnológico, dotada de uma engenharia apurada muito rica, por meio da utilização de sistemas de última geração e com processo produtivo bastante estruturado. um modelo de trabalho a ser seguido por outros setores, inclusive o nosso", afirma.

Souza Pinto diz ainda que o próximo passo será agendar uma visita à fábrica com engenheiros e representantes das indústrias do arranjo produtivo local (APL), para que os mesmos possam se espelhar nas práticas, adotar algumas tecnologias e, quem sabe, gerar negócios na indústria automotiva. "Isso viabilizará a criação de novas frentes de mercado para as empresas da região, inclusive com fornecedores das montadoras, no modelo de parceria, onde fornecemos a matéria-prima e eles o produto final", avalia.

Conforme o presidente do Sindvel, talvez para as empresas de eletroeletrônicos seria mais viável negociar e lidar com fornecedores do que com as próprias montadoras. "Quem faz negócio completo, que é o caso de uma montadora, já possui estrutura adequada para o desenvolvimento das matérias-primas. Poderemos agregar tecnologias e valores aos menores, como os fornecedores", argumenta.

Souza Pinto relacionou a experiência na Aethra e a expectativa de novos negócios junto à cadeia de fornecedores de autopeças ao momento vivido pelas empresas de Santa Rita do Sapucaí em 2011, quando o polo iniciou os negócios junto ao segmento da construção civil. Naquela época, o foco da região era artigos de eletrônica, telecomunicações e informática.

O dirigente garantiu que o ingresso neste mercado seria uma forma de proporcionar mais competitividade às empresas do polo. Ele lembrou que a construção civil atualmente possui grande peso na economia brasileira e que por isso, foi muito importante para a região aderir ao nicho naquela ocasião.

"O setor automotivo, por sua vez, lidera economia há várias décadas e possui um potencial ainda maior, já que as montadoras têm produções programadas diariamente. Se fornecermos uma única peça, vários milheiros de peças por dia serão vendidas. Trata-se de uma grande oportunidade para o setor", destaca.

Diferencial - Conforme já publicado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, a compra de matéria-prima diretamente dos fornecedores internacionais continua sendo o principal diferencial das empresas do Vale da Eletrônica. Nos últimos anos, esta tem sido a forma mais eficaz de manter o desempenho favorável do APL, inclusive, em patamares bem superiores à economia nacional.

Assim, a previsão do polo é de encerrar 2013 com incremento de pelo menos 28% sobre o ano anterior, mesma ordem de crescimento observada em 2012. Com este desempenho, no exercício passado, o faturamento das empresas do município chegou próximo aos R$ 2,2 bilhões. E caso a estimativa para este exercício se confirme, o montante saltará para quase R$ 2,9 bilhões.

Por Mara Bianchetti.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Moda de Rock se apresenta sexta-feira no Inatel

O Inatel Cultural, através do projeto Nossos Talentos apresenta na próxima sexta-feira, 19, a dupla de violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder. Com o Cd “Viola Extrema” os músicos do projeto Moda de Rock interpretam uma seleção de clássicos do Rock na Viola Caipira. O evento beneficente acontece às 20h no Teatro do Inatel. O ingresso tem o valor único de R$10,00 e toda renda será revertida para o Movimento Contra o Câncer,

Segundo o Paulo Almeida, coordenador do Inatel Cultural, o programa Nossos Talentos acontece mensalmente e tem por objetivo a valorização dos artistas regionais e também colaborar com entidades sociais de Santa Rita do Sapucaí. “Atualmente o Inatel tem conseguido atrair músicos da região que já estão despontando no cenário musical, como o caso do “Moda de Rock”, o que ajuda a destacar ainda mais o evento. Nos aproximadamente três anos de atuação do Inatel Cultural já conseguimos ajudar inúmeras entidades de Santa Rita.”, ressalta Almeida.


O trabalho que será apresentado pelos violeiros é composto por clássicos de diferentes épocas e vertentes do Rock n’ Roll em versões instrumentais. Progressivo, Rock, Metal, Grunge, Thrashudo embalado em belos arranjos na viola de 10 cordas. 

Difusora: Ministério Público determina que Portal da Transparência da Prefeitura de Santa Rita seja complementado até 23 de julho

O Ministério Público determinou, por meio de ofício, que a Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí complemente o Portal da Transparência do município até o dia 23 de julho. A lei complementar nº 131/2009, que altera a redação da lei de responsabilidade fiscal, determina que municípios com menos de 50 mil habitantes informem a execução orçamentária e dados administrativos em tempo real para os cidadãos, por meio de um portal na internet. O prazo para implementação venceu em 27 de maio. O TCE-MG (Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais) e o Ministério Público fiscalizam e monitoram o cumprimento da lei e aplicam as penalidades previstas, caso a mesma não seja cumprida. Os municípios que não ofereceram o portal até a data limite devem ser impedidos de receber transferências voluntárias, que são repasses intergovernamentais.

Segundo a assessora de imprensa da prefeitura, Amanda Ivy, o site do executivo passa por modificações e será realizada a transição das informações de transparência pública do site para o portal, até a data acordada com o Ministério Público. O controlador interno da Prefeitura, Rodrigo Braz de Faria, afirma que os dados obrigatórios por lei já são disponibilizados desde 2010 ao cidadão e serão informados ao Ministério Público de Santa Rita do Sapucaí. Entre eles estão a “publicação da lei do plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias, a lei orçamentária anual, o relatório resumido da execução orçamentária ao final de cada bimestre, o relatório de gestão fiscal do município ao final de cada quadrimestre e a prestação de contas anual. Nós fomos notificados para que até o dia 23 enviemos para o Ministério Público as informações do que a gente tem publicado, do que já estamos disponibilizando a população. É o prazo final para nós cumprirmos isso em relação ao inquérito solicitado pela Promotoria”. 

O controlador explica que o portal vai ser incluso no próprio site da Prefeitura. Ele fala que a adaptação do site permitir que o cidadão acesse esses dados mais facilmente. “Atualmente o município está tentando reformular o site com essas informações relacionadas à transparência pública, para que a população compreenda e consiga buscar as informações de forma mais rápida. E nós estamos tentando cumprir o que pede mesmo a lei de transparência pública, acredito que consigamos oferecer pelo menos de 80 a 99% das informações”.

O tempo real exigido pela lei é a publicação dos dados orçamentários em até 24 horas após a execução dos mesmos pela prefeitura. O controlador fala que é impossível oferecer todos os dados em tempo real, até porque para ele, a nova forma diverge do sistema de prestação de contas ao TCE-MG. “Os relatórios quadrimestral e bimestral, do período que eles são fechados nós temos até 30 dias para enviá-los ao TCE-MG. É o período que temos para fazer as correções e analisar os dados, para enviá-las. Após enviar para o TCE-MG, as informações serão publicadas no site. E em relação à prestação de contas anual, a gente tem até o dia 30 de março do próximo ano para enviar ao TCE-MG, é a mesma situação, a gente envia para o tribunal e em seguida publica no site”, detalha Faria. 

Os salários de servidores públicos talvez não sejam publicados no Portal da Transparência. Para Faria, a publicação é contrária ao sigilo de dados dos servidores, “em relação ao salário dos servidores o município ainda está estudando, porque existe uma divergência entre a lei de transparência e a lei que diz respeito ao sigilo da pessoa. Então, ainda estamos analisando de que forma esse dado vai ser publicado ou se vai ou não ser publicado”. 

Segundo a Prefeitura o Portal da Transparência vai estar disponível no www.pmsrs.mg.gov.br a partir de 23 de julho. Até essa data as informações podem ser acessadas no mesmo site, porém no link cidadão e depois em contas públicas. 

Da Redação -Nayara Andery

Processo Judicial Eletrônico chega a Santa Rita

O Processo Judicial Eletrônico (PJe) foi instalado na segunda-feira (15), na Vara do Trabalho (VT) de Santa Rita do Sapucaí (MG), e por isso, todas as novas ações trabalhistas propostas no município passam somente a ser recebidas pelo sistema eletrônico. Para que isso ocorra, juízes, servidores e advogados já passaram por capacitação para que a implantação não cause prejuízo a nenhuma das partes envolvidas no processo.
O advogado Daniel Carli Teixeira, da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Minas Gerais, que também prestigiou a solenidade, em nome dos advogados da região, falou da sua satisfação e disposição para contribuir com a melhoria da prestação jurisdicional. A primeira ação a tramitar pelo PJe na VT de Santa Rita do Sapucaí, com audiência já marcada para o próximo dia 19 de setembro, foi protocolizada pelo advogado Mário Zucolin Belasque.
Também presente, a juíza Érica Martins Júdice, titular da VT de Santa Rita, resumindo o pensamento de todos, disse tratar-se de mudança radical de procedimento, que visa ampliar a celeridade, segurança, economia, transparência e publicidade dos atos processuais. "A ideia primordial por trás das modificações em questão é a de agilizar, dinamizar e encurtar os entraves causados pela burocracia e pelo distanciamento comum na tramitação e encaminhamento das causas processadas em meio físico ou do chamado papel. Com o processo eletrônico, de acordo com a juíza, altera-se, profundamente, a partir de agora, a forma pela qual serão praticados todos os atos processuais em nossa justiça especializada, seja pelos magistrados, pelos servidores ou pelos participantes da relação processual, dentre os quais destaco os advogados. O uso da tecnologia da informação, leva ao temido e ao mesmo tempo desejado fim do uso do papel. Não haverá, de modo geral, mais documentos físicos, nem os famosos carimbos.
(Fonte: TRT-3)

Prefeitura não tem estimativa para cumprir a Lei da Transparência e será impedida de receber recursos governamentais

Após duas semanas, retornamos para informar que entramos em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura pedindo informações sobre o prazo para cumprimento da Lei da Transparência (Lei Complementar 131/2009), que obriga que a Administração Pública emita dados, em tempo real, sobre os gastos no município.

Após todo esse tempo ouvimos da pessoa que tem se responsabilizado pela função (Amanda), de que a prefeitura não tem uma posição definida sobre a implantação do serviço. 

Vale ressaltar que com o NÃO cumprimento dessa determinação federal o município será impedido de receber Transferências Voluntárias. 

O que são transferências voluntárias? 

Transferências voluntárias são os recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e Municípios em decorrência da celebração de convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos similares cuja finalidade é a realização de obras e/ou serviços de interesse comum e coincidente às três esferas do Governo. 

Conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, entende-se por transferência voluntária "a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde."

Criada em 2009, a Lei Complementar 131 estabeleceu um prazo até maio de 2013 para que os municípios com menos de 50 mil habitantes criassem um sistema que demonstrasse todos os gastos da prefeitura, em tempo real. Se nos 4 anos em que foi prefeito, Paulo Cândido não realizou o procedimento, coube ao novo prefeito, Jefferson Gonçalves Mendes, implementá-lo nos seus 5 meses de mandato. Não sabemos se o atual governante não sabia de tal lei, uma vez que não obtivemos qualquer informação da prefeitura sobre o caso. O fato é que os habitantes têm direito de saber como estão sendo feitos os investimentos do poder público e a prefeitura, por sua vez, estará impedida de receber importantes recursos, caso continue "fora da lei".

Jovens estrangeiros se concentram em Santa Rita, antes da JMJ

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Portal Turístico divulga estabelecimentos e atrações de Santa Rita

Os internautas santa-ritenses têm utilizado, com bastante frequência, um site voltado ao turismo chamado "Trip Advisor". O objetivo é apresentar um pouco de nossas belezas naturais, hotéis, bares, restaurantes, pontos turísticos, eventos e atrações. Qualquer usuário pode apresentar o seu estabelecimento ou fazer um comentário sobre determinada atração local. Tais comentários servirão como referência quando algum turista decidir visitar a cidade. Sugerimos que os comerciantes locais apresentem suas especialidades e que os internautas incrementem o portal com imagens e descrições. A economia local só tem a ganhar.



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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O misterioso caso da Pedra da Santa - Por Ivon Luiz Pinto

Existem várias versões sobre este fato... Embora sendo muitas, todas têm pontos comuns, o que  indica que o fato é verdadeiro. É como se a gente  tivesse um mesmo objeto, mas  utilizasse  embalagens diferentes para ele. Os pontos comuns nesta história são a pedra, a dinamite e a morte.
Lá pelas bandas dos Pivotos, na terra que hoje é da Senhora Helena Duarte Teles, havia, há tempos, uma grande pedra que o povo dizia ser’”Sagrada” porque viam em sua superfície a imagem de Jesus, Maria e José, a Sagrada Família. Viam, com muita nitidez, como se alguém tivesse desenhado  as santas figuras. Na pedra, havia uma pequena depressão, parecida com uma tigela, onde sempre tinha água e, dentro dela, vivia um peixinho dourado, que nadava alegre e esperto mesmo sendo solitário. Não se sabia de onde ele tirava o alimento e não se entendia porque a água não secava. Passava tempo, e mais tempo, e lá estavam a pedra, as figuras e o peixi-nho. Não demorou muito para que as pessoas simples da redondeza fossem fazer suas orações aos pés da Pedra da Santa. As orações eram fervorosas alimentadas pela fé de corações  singelos que acreditavam no milagre de uma aparição. Todos que iam lá viam as imagens e o peixinho e contavam histórias  de cura. Todos não. Um homem se zangou porque nunca viu nem as figuras santas e nem o peixinho dourado e as pessoas diziam que era por ser ele incrédulo e maldoso. Ele dizia que aquilo era coisa de carolas sem serviço. Esse homem foi se enervando com o fato de não ver as aparições e sofria com as caçoadas de que era vítima nas conversas que rolavam no bairro. Ele planejou acabar com aquela onda de pessoas visionárias  que estava contaminando a mente de outras pessoas e pondo em risco a segurança dos habitantes, pois se o boato  se espalhasse, pessoas de outras fazendas e até da cidade iriam congestionar o local. Ora, era apenas uma pedra que o povo fanático transformou em coisa miraculosa. Uma pedra, ora veja! Só isso. Mas ninguém lhe dava ouvidos. Então ele tomou a decisão de dinamitar a pedra dizendo que havia ouro dentro dela. Sabia que era um engodo, que era uma mentira, mas era a desculpa mais simples e um dia resolveu realizar o que queria: explodir a pedra. Era uma quinta-feira. Mas não era uma quinta-feira qualquer. Era o dia de Corpus Christi. O dia sagrado do Corpo de Deus. O homem não se importou com isso. Para ele era mais um dia como qualquer outro. Dia santo era coisa de carolas, disse ele, debochando da fé daquela gente. Pegou as dinamites, os pavios e se dirigiu para a pedra. Sua mulher implorou para que  largasse  dessa loucura. Pediu para que desistisse, pois tinha medo de  que houvesse um castigo.  Ele olhou a pedra, grande, alta, solitária ao lado de um riacho marulhante, procurou pelo peixinho no seu aquário natural e, como não o visse, deu um chute de sapatão na pedra e resmungou impropérios. Colocou  o dinamite numa fenda e instalou o longo pavio. O dia parecia estar parado. Não se ouvia canto de pássaros nem se via vento para farfalhar a folhagem. Tudo parado, quieto. Parecia  aquele momento em que se fica  de expectativa, em silêncio, sem nem mesmo respirar direito, esperando algo. Protegeu-se atrás de uma grossa árvore, bem longe, e colocou fogo no pavio e viu o fogo correr levantando uma pequena fumaça por onde passava.

BUMMMM! O estrondo foi  grande e uma enorme nuvem preta, de fumaça e pedras quebradas elevou-se. O homem contemplou sua façanha, pulou e dançou de alegria, cantando coisas indecentes. A nuvem negra se elevou e tomou o rumo de sua casa. Nem um pássaro piou, nem um movimento no mato. Ele pegou suas coisas e tentou voltar para casa. Estava subindo a encosta quando ouviu o trovão.  Olhou para o alto e seus olhos se arregalaram com o que viu.
Uma grossa coluna de água barrenta, revirando como a roda de mil tratores cavava a terra arrancando árvores pela raiz. Era um monstro desatinado, engolindo tudo que estava em seu caminho. Não tinha predileção e nem dó. Seu corpo grosso fazia o trabalho de gigantesca sucuri, triturando em seu bojo árvores, animais e pedras, com o som de milhões de trovões, ensurdecendo os ouvidos e esburacando a terra.  A terra sacudiu e essa imensa coluna de água barrenta, grossa, avolumou-se em sua direção e ela trazia os restos de sua casa e os corpos de sua família. E o arrastou, sacudiu e o jogou para o alto. Antes de cair sobre a lama de-vastadora, já estava morto. Dias depois, encontraram seu corpo arrebentado e prensado numa cerca de arame farpado.

Mais tarde, muitos anos depois, construiu-se uma capela usando a pedra cortada como parede de fundo. Pedra bonita, com muitos veios colo-ridos, formando ramagens e figuras. Os olhos religiosos podem contemplar a figura de uma santa com muita nitidez. Em um feriado, José Márcio, o pasteleiro do mercado municipal, me levou para conhecer a capela. É impressionante a beleza primitiva de suas cores e linhas, formando figuras que aguçam a imaginação. À sua direita corre o riacho murmurante que foi testemunha dos antigos acontecimentos. Não se tem mais a figura da Sagrada Família e o peixinho vermelho não existe, mas continua fervorosa a fé popular alimentando as orações de muita gente. Há muitas maneiras de orar, mas há um só Deus a nos proteger.


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terça-feira, 9 de julho de 2013

Três gerações da família de um italiano que virou palhaço, trocou de nome e fez história

Vitorino Franchini chegou ao Brasil na última década do Século XIX junto com uma multidão de imigrantes italianos que desembarcaram no porto do Rio de Janeiro. Aos seis meses de idade, perdeu a mãe e uma irmã, vítimas da peste e foi adotado por uma família que mantinha uma gráfica na Rua do Ouvidor. Apesar de todo o carinho que recebeu de sua nova família, o garoto soube que seus outros irmãos haviam se mudado para a cidade de Pedreira e decidiu que queria conhecê-los, quando ficasse mais velho.
Certo dia, ao ver que um circo iria partir da então capital do Brasil para percorrer o interior, decidiu que aquela poderia ser uma boa maneira de encontrar os irmãos e pediu emprego aos saltimbancos.

No dia seguinte, as imediações da Rua do Ouvidor amanheceram coalhadas de panfletos que seus pais adotivos imprimiram às pressas, em busca do rapaz. Tarde demais. A caravana já havia partido e Vitorino perdeu-se entre as vielas empoeiradas do país.

Se, no início, o italiano desempenhava pequenas funções no circo, com o tempo aprendeu novas habilidades e tornou-se palhaço e malabarista. Nos dias de apresentação, preparava doces de leite para serem vendidos aos visitantes, fantasiava-se de palhaço, fazia graça e corria aos bastidores para vestir uma roupa apertada e retornar ao palco onde faria difíceis acrobacias.

Vitorino passou boa parte da juventude viajando entre uma cidade e outra e experimentando a dura vida dos nômades. Depois de muitas idas e vindas, os trilhos da Rede Mineira de Viação levaram os artistas a Santa Rita do Sapucaí e, naquela cidade minúscula, Vitorino veria sua vida ser transformada para sempre. Enquanto seus amigos retiravam as cargas do vagão e procuravam um bom terreno para armar a tenda, o italiano subiu em uma carroça e foi transportado por diversas ruas da empoeirada cidade para promover o espetáculo. Vestido de palhaço, o rapaz fazia graça, gritava o horário das apresentações e procurava conquistar os moradores com suas trapalhadas.

Ao contornar a praça da Matriz com suas ruas de terra batida e rodeada por uma cerca viva para evitar que animais destruíssem o jardim, o artista chamou a atenção de uma garota de 16 anos que passou a observá-lo de longe. As dificuldades de transporte e a au-sência de atrações tornavam as estadas mais demoradas, fato que facilitou a aproximação do casal. Quando o circo partiu, Adolfina Ribeiro seguiu o grupo de artistas e foi contratada pelo circo.

Em 1914, tinha início a I Guerra Mundial e o italiano sofreu uma série de perseguições por parte dos brasileiros. Com medo das represálias, Vitorino mudou seu nome para Antônio Luiz e arrematou com o sobrenome Souza, em homenagem aos pais adotivos. Nos meses seguintes, o rapaz casou-se e conheceu os irmãos em Pedreira. Chegava o momento de encontrar um porto seguro às margens do Sapucaí.
Um ano e meio depois, Adolfina, retornava com seu marido à Santa Rita e foi presenteada com um terreno onde, atualmente, está localizada a Sorveteria Itajubá. Ali, construíram um sobrado e tiveram 3 filhos. Como a cidade havia acabado de passar por uma enchente que levou embora sua precária ponte de madeira, Antônio Luiz (Vitorino) passou a desempenhar um trabalho um tanto curioso. O italiano comprou duas carroças e deixou, cada uma, de um lado do rio. Assim que o trem parava na estação, ele transportava as bagagens até a beira do Sapucaí, colocava tudo nas costas e fazia a travessia com água até o pescoço. No outro lado, colocava tudo na carroça e entregava as encomendas (a maioria de libaneses), em seus respectivos destinos.

Certo dia, ao chegar em casa para almoçar, o rapaz notou que a comida não estava pronta. Adolfina, então com 17 anos, brincava com a amiga Lídia Caputo e esqueceu os afazeres. Antes de buscar a lenha para acender o fogo, o italiano construiu um balanço bem no meio da sala e divertiu-se com a inocência da esposa.
 
Ao anoitecer, Antônio (Vitorino), preparava doces de leite – cortados em forma de losango – e ia para a porta do cinema levantar alguns trocados. A procura por seus doces era tamanha que não tardou a alugar um ponto no porão de um casarão, em frente ao Cine Teatro e ganhou ponto fixo.

A vida andava sacrificada, mas feliz, quando Antônio foi acometido por um ataque cardíaco e a esposa teve que cuidar sozinha dos negócios. Como Adolfina não sabia cortar corretamente os doces, colocava a tábua sobre o peito do marido para que ele fizesse o serviço. De noite, duas de suas três filhas penduravam o tabuleiro no pescoço e iam para a porta do cinema.
Se com a enfermidade de Antônio a vida havia ficado dura para aquela família, as dificuldades se tornariam ainda maiores quando faleceu com apenas 29 anos. Sozinha, Adolfina passou a produzir as guloseimas. Uma delas, o delicioso canudo de doce de leite em forma de cone, era a especialidade da moça e muito apreciado pelos santa-ritenses. A maneira de prepará-lo, porém, mudou quando ela viu uma criança jogar a ponta fora por não conter recheio. Desapontada, ela fez vários moldes com um cabo de vassoura e inventou os canudos com fundo chato que são vendidos – até hoje – pelos comerciantes da cidade.

Depois de alguns anos, Adolfina casou-se com Antônio Silva, que trabalhava em seu estabelecimento. A jornada do casal começava logo pela madrugada. A moça acordava às quatro e meia da manhã, preparava um bule de café e o colocava em um balde cheio de brasa. Depois de fritar alguns pastéis, corriam até a estação Afonso Pena e esperavam chegar o trem das cinco para oferecer o café da manhã, servido em xícaras de porcelana branca que ficavam na própria estação.

Juntos, a nova família prosperou e o casal teve mais 6 crianças. Jandyra, uma das filhas do primeiro marido e que sempre ajudava nos afazeres domésticos aprendeu desde cedo o ofício e tornou-se a mais afamada doceira da região. Para qualquer tipo de festa ou banquete, a moça era requisitada e produzia lindos bolos ornamentados, em parceria com Maria Bonita. Uma de suas fãs mais fervorosas era Dona Sinhá Moreira que sempre a contratava ao oferecer banquetes às autoridades que visitavam Santa Rita.
Até os anos 70, Jandyra foi a única doceira de bolos da cidade e viajava muito pela região para oferecer seus serviços. Enquanto isso, Stela, uma de suas 6 filhas, passava dias e dias na casa de Adolfina e ouvia dezenas de histórias sobre seu avô italiano que deixou Mantova recém-nascido e viveu intensamente sua breve existência.

Hoje, ao ouvirmos as histórias contadas por Stela Garcia, que tenta produzir uma colcha de retalhos com pedaços de histórias, percebemos as milhares de experiências que se somam para formar a pessoa que está bem ao lado. Cada Ser é um amontoado de vidas que se sobrepõe e influenciam gerações, sem que se deem conta. Desta história tão rica, surgem lições que podem inspirar toda uma comunidade. E, por tal razão, homenageamos esta família tão importante que – através de muito trabalho e coragem – tornou a vida dos santa-ritenses um pouco mais doce.

(Por Carlos Romero Carneiro)

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