sexta-feira, 30 de agosto de 2013

EPTV: MP apura denúncia de reformas irregulares em Santa Rita do Sapucaí

Conselho do Patrimônio Histórico questiona demolições na rede ferroviária
Moradores teriam reformado imóveis que pertencem a empresa ferroviária (Foto: Reprodução EPTV)
O Ministério Público de Pouso Alegre(MG) vai apurar a denúncia do Conselho Patrimônio Histórico e Cultural de Santa Rita do Sapucaí (MG) contra moradores que demoliram e reformaram casas que pertenceriam à Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima na cidade.
De acordo com a presidente do Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural (Compac), Jéssica Alcione Ribeiro, os moradores não podem fazer intervenções nos imóveis, que são protegidos pelo valor histórico. “O conselho tem a ação de preservar o patrimônio do município. Vamos entrar com uma ação para impedir que novas intervenções sejam feitas”, disse.
Os moradores dizem que têm autorização para as obras, mas a informação é contestada pelo conselho, já que parte da história da rede ferroviária fica no bairro, onde há mais de 100 anos abrigava a estação de trem. Os imóveis foram construídos para abrigar funcionários da Rede Ferroviária.

Segundo o lavrador Alaor Dádive dos Santos, poucas casas estão ocupadas e depois da demolição da estação ferroviária, nenhum responsável pela Rede Ferroviária esteve no bairro. “Aqui está cheio de mato e tudo desativado. Ninguém apareceu por aqui”, contou.
Com o ‘abandono’ do local, alguns moradores fizeram mudanças nos imóveis, mas garantem que tiveram autorização para as reformas, como foi o caso do aposentado José Ferreira, que ainda contesta a precariedade das casas.  “Recentemente eu troquei o telhado e as janelas já que a construção é antiga e poderia desabar, cair em cima de uma criança e aí, como ficaria? Se existe alguém que toma conta, faz muito tempo que não aparece para resolver nada”, destacou.

Assim como ele, o jardineiro Nilton Ferreira também fez intervenções no imóvel onde mora. A casa pertence à família dele. “Parte do imóvel caiu sozinha por ser antiga e a outra parte eu vou melhorar. Fiz um investimento de R$ 12 mil e tenho a ordem de um engenheiro para fazer as obras. A orientação é que as intervenções respeitassem o projeto original e eu sigo isso”, pontuou.

O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) foi procurado e questionado sobre a autorização de demolição das casas. A assessoria de imprensa do órgão destacou que não conseguiu a informação já que os servidores em Brasília (DF) estão em greve.

Comba telecom inicia piloto para produção local em Santa Rita do Sapucaí

A chinesa Comba Telecom desenvolve antenas de baixo impacto visual e aguarda regulamentação de small cells para bater o martelo quanto a nacionalizar a produção. 
 
A Comba Telecom é uma empresa chinesa, que abriu capital na bolsa em 2003. Em 2006, a empresa abriu escritório no Brasil e este ano conquistou seus maiores contratos, em termos de complexidade e receita, ao fornecer e implantar a cobertura de telecomunicações nos estádios da Copa das Confederações. Diante das boas perspectivas para o mercado de small cells, a companhia já fala em produção nacional em Santa Rita do Sapucaí e desenvolvimento de antenas com baixo impacto visual para postes de luz, anúncio luminoso e até em formato de pedra, conforme explica o diretor geral da companhia para o Brasil, Johnny Brito.

TeleSíntese: Vocês são fornecedores de small cells. Como vocês receberam o início do uso pela TIM e quais as perspectivas para o mercado brasileiro?


 Johnny Brito: Nós, fabricantes, vemos esse mercado com grandes oportunidades e possibilidade de bons resultados, especialmente na área de dados. Quando falamos de small cells, pensamos que o investimento em infraestrutura pelas operadoras será maior, já que o número de sites vai aumentar significativamente. Essa nova infraestrutura demanda mais equipamento, mas o serviço fica melhor para o usuário, então todos têm um ganho.

Mas, quando falamos de small cell, sites menores, a gente também pensa no equipamento que seria a femtocell. Essa última parte, porém, ainda está em consulta pública junto a Anatel. Faltam algumas definições de contorno, quais características deve ter o produto para que se coloque o equipamento em condomínios residenciais e em áreas comerciais. 


 TeleSíntese: A Comba abriu um escritório no Brasil, em 2006, responsável por toda a operação da América Latina. Como está o faturamento no país e região?

 Brito: No Brasil, já conquistamos grandes contratos. Recentemente ganhamos a expansão da linha Verde do Metrô de São Paulo. Agora participamos do processo de licitação dos estádios da Copa do Mundo e vencemos três diretamente e um quarto por meio de um parceiro. Em termos de tamanho de projeto e complexidade foram os mais importantes aqui no Brasil até agora. No mundo, temos bastante experiência nesse tipo de evento, oferecemos nossas soluções nos jogos Olímpicos da China, algo muito semelhante ao que estamos oferecendo aqui, instalada no ninho do pássaro.

 TeleSíntese: Qual o patamar de crescimento da Comba no Brasil?

 Brito: Hoje a Comba vem crescendo mais do que o próprio crescimento asiático, em torno de 30% ao ano, com previsão de faturamento de R$ 100 milhões em 2013. 
 
 TeleSíntese: E como manter este desempenho?


Brito: Para manter este nível de crescimento, já consideramos ter operação local de fabricação, vislumbrando escritórios de venda e engenharia em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Recife. Ter uma fábrica está nos nossos planos até para suportar essas demandas significativas com o inicio do uso das small cells no Brasil. Só estamos esperando saber como o governo vai tratar a questão das small cells. Ainda há dúvidas se os equipamentos serão considerados bens de informática, ou de telecomunicações. Ainda faltam definições quanto às obrigações de desenvolvimento local e fabricação local.

TeleSíntese: A dificuldade de implantação de antenas nas cidades é um incentivo para o mercado de small cells?  


Brito: Quando pensamos em infraestrutura de telefone celular, vem logo à cabeça a antena padrão, algo grande e que precisa de espaço. Mas o que achamos é que o país precisa de mais antenas camufladas, de baixo impacto visual. Por isso estamos trabalhando na adequação do portfólio existente para produção local. Estamos trabalhando para adequar as antenas a cada ambiente: formato de luminária de rua, painel de anúncio, pontos de ônibus, etc. Poderíamos trabalhar em conjunto com as prefeituras para facilitar a instalação nesse locais.

TeleSíntese: Mas vocês estão desenvolvendo essas antenas em parceria com as operadoras?  

Brito: Algumas operadoras preferem formatos alternativos, como o circular para instalação em poste, luminária ou semáforo. É muito mais simples, mas conforme com o que a prefeitura vem buscando, parece simplesmente poste. Também temos outros modelos, como o que citei de placas de anúncio, e de placa de direção. Também estamos trabalhando em versão relógio. Nossa idéia é fazer um projeto que atenda todas as áreas, como small cells para parques, em formato de pedra. Na Paulista, por exemplo, usar o formato de anúncios e quando vamos para linha indoor, placa de sinalização. Queremos fazer a venda de acordo com a necessidade. Até agora, já discutimos com Vivo e com a Claro. 

TeleSíntese: E vocês já têm definição de onde seria a produção local? 

Brito: Começamos um piloto em Sta. Rita de Sapucaí, uma região estratégica, perto dos grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas, além disso, a cidade é um polo da indústria de eletroeletrônico, tem colégio técnico que facilita adequação de tecnologia para o mercado nacional e garante oferta de mão de obra qualificada.

TeleSíntese: No mercado chinês, vocês também trabalham com oferta para FTTH e FTTx. Esses produtos devem chegar ao Brasil? 

 Brito: Este é um produto que entendemos como voltado para provedores de internet. É mais uma linha de produtos que lá fora já oferecemos e, com o triple-play, cria-se necessidade da Comba trazer essa linha de produtos para o mercado. Acreditamos em grande demanda para os próximos anos, vemos muita instalação de fibra óptica. Quanto ao FTTx, no inicio deste ano vamos trazer esa linha para complementar oferta ao last mile.

TeleSíntese: Que outros mercados da América Latina a Comba pretende entrar? 

Brito: A empresa trabalha com antenas de receção de satélite e estudamos colocar isso no mercado local para o próximo ano. Sabemos que há outras empresas de DTH entrando no Brasil, como a Dish. Esse mercado é significativo e cresce a taxas de 15% a 20%.

TeleSíntese: São muitos planos. Como é a participação da América Latina na Comba atualmente? 


Brito: Quando olhamos para a América Latina, ainda somos muito pequenos. O grupo deve faturar este ano entre US$ 900 milhões e US$ 1 bilhão. O faturamento da América Latina deve girar em torno dos US$ 100 milhões, ou seja, de 10% a 15% do faturamento do grupo. Isso significa que ainda temos grande espaço para crescer, temos produtos adequados ao mercado e planos de abrir escritório em outros países, onde atuamos com distribuidores locais. Vemos oportundiades no Chile e Colômbia. Já abrimos Peru e México. 

TeleSíntese: A Comba Telecom foi escolhida como fornecedora oficial de cobertura móvel celular end-to-end em quatro estádios para a Copa das Confederações 2013. Qual o próximo passo nesse segmento de cobertura de estádios?

 Brito: A Comba, pode-se dizer, é lider no mercado para grandes arenas e grandes eventos, esperamos  cobrir nove estádios da Copa do Mundo de futebol. Sabemos que as operadoras tiveram dificuldades durante a Copa das Confederações. Este evento foge das características de festas populares como Carnaval e Reveillon. O perfil do usuários é diferente porque, com a garantia de segurança, se sentem mais livres a usar telefones high end. Isso já prevíamos, mas não tínhamos conhecimento total. Agora estamos trabalhando e adequando projetos para que na Copa do Mundo a solução para o usuário esteja muito boa. 

Empresa de petróleo busca técnicos na ETE FMC

A multinacional Schlumberger, prestadora de serviço no setor de petróleo e gás, faz nova seleção com alunos e ex-alunos da ETE FMC 
O recrutador Arsenal Dias entrevista Lucas Moreira, aluno do 2º ano noturno.
Durante os dias 27, 28 e 29 de agosto, o recrutador Arsenal Dias, da empresa Schlumberger, de Macaé/RJ, esteve na Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa para seleção de técnicos e estagiários.

Na terça-feira (27), 130 alunos e ex-alunos participaram de uma palestra com o recrutador e na sequência fizeram um teste; na quarta-feira (28), os pré-selecionados passaram por uma entrevista, e na quinta-feira (29) foram divididos em grupos e realizaram uma dinâmica.

Esta parceria da Schlumberger com a ETE já acontece há alguns anos, com recrutamentos semestrais. As vagas de estágio são destinadas aos alunos do 3º ano Médio-Técnico e para os alunos do 2º ano noturno. Ex-alunos também participaram da seleção para vagas de emprego.

 A Empresa
 

A Schlumberger é a maior companhia prestadora de serviços para a indústria do petróleo; opera em 85 países e emprega aproximadamente 120 mil funcionários. Fundada em 1926, está presente no Brasil há 60 anos e sua maior unidade está localizada em Macaé, Rio de Janeiro, onde trabalham em torno de duas mil pessoas - dentre as quais, vários ex-alunos da ETE FMC.

Sua atividade é prover serviços para a indústria, desde aquisição de dados sísmicos, perfilagem, perfuração, cimentação, completação, controle e teste de poços de petróleo.
A Schlumberger desenvolve e fornece alta tecnologia para a indústria do petróleo, sendo pioneira nas operações de perfilagem de poços e figura na lista das melhores empresas para se trabalhar segundo a Revista Exame S/A.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Empório 68 - Dia 1 de setembro, nas bancas!


Nesta edição do Empório de Notícias:

- Ele tem 33 e ela tem 34 anos. O que diferencia este casal de outros que vivem em Santa Rita?
Eles são moradores de rua.

- Moacir e suas incrível coleção de bicletas antigas.

- Rita Seda conta a história da Lagoa do Jacaré.

- Nidia Telles conta a história de um santa-ritense que morava nas nuvens.

- Analisamos o IFDM para tentar entender a quantas anda Santa Rita do Sapucaí.

- O dia em que Padre Carvalhinho doou a cruz da fundação de Santa Rita para ser derretida em nome da Segunda Guerra Mundial.

- Reflexões de uma Santa-ritense de passagem na Índia.

- O que um santa-ritense tem a ver com o apelido "Anjo Pornográfico", 
dado a Nelson Rodrigues?

- A revolução Z

- Tristesse e um amor proibido.

- Leucotron é destaque no setor de Telecom pelo terceiro ano consecutivo.

- As últimas notícias da FAI, ETE FMC, COLÉGIO TECNOLÓGICO, ACEVALE E INATEL.

- Fred Cunha e as santa-ritenses mais belas dos anos 10.

- Nidia Telles conta a história de um santa-ritense que morava nas nuvens.

Notícia boa é o que não falta. Dia 1, passa na banca e prestigia, simpatia.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CURSO DE SOLDAGEM GRATUITO - EXCELENTE OPORTUNIDADE

Iniciou dia 27/08/2013 a 2ª turma do Curso de Soldagem de Componentes Eletrônicos oferecido na UAITEC de Santa Rita do Sapucaí. O curso é ministrado pelo ex aluno da ETE Carlos Rosa e tem como objetivo profissionalizar e encaminhar os alunos para o mercado de trabalho.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Grupo "Doce Melodia" esteve presente no Feirão Folclórico 2013

Inatel participa do NETCOM 2013

O Inatel mais uma vez estará presente no NETCOM, feira e congresso de Redes e Telecomunicações, que ocorre entre os dias 27 e 29 de agosto em São Paulo.

No evento, o Inatel apresentará os cursos de pós-graduação Lato Sensu, Extensão Presencial e Extensão a Distância, além de todas as competências em pesquisa e desenvolvimento de Software e Hardware do Inatel Competence Center (ICC). O stand do Instituto ficará localizado no espaço 102.
O Instituto também vai participar de várias atividades na programação do evento. O vice-diretor do Inatel, professor Carlos Nazareth Motta Marins mediará as discussões sobre IPTV na tarde do dia 27 de agosto, no auditório 2.

A segunda participação do Inatel no Congresso ocorre no painel "Aplicações em redes de comunicação para indústria automotiva", com a participação dos especialistas do ICC Gabriel Lobão da Silva e Samuel de Souza Lima Moreira, e do professor Alexandre Baratella Lugli, que será promovida no Auditório 1, às 11h45, no dia 29 de agosto.

Outra palestra liderada pelo Inatel será "Tecnologias de redes de acesso empregando voz sobre IP – Aplicações em Femtocells" ministrada pelo especialista do ICC Mário Ferreira Silva às 9h45. A última atividade do Instituto no NETCOM será a mediação das discussões sobre Acesso na manhã do dia 29 de agosto, no auditório 2, pelo professor Rinaldo Duarte Teixeira de Carvalho.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Amigos do Hospital Antônio Moreira da Costa redigem Carta Aberta à Prefeitura Municipal

Santa Rita do Sapucaí, 20 de agosto de 2013.

Queremos nos dirigir à Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí e, em especial, à sua Secretaria de Saúde.

Vimos, aqui, nos manifestar sobre um equívoco que está ocorrendo na gestão pública neste momento, no que diz respeito ao Hospital Antônio Moreira da Costa. Assinam este documento os voluntários coordenadores da Campanha “Seja um Amigo do Hospital”.

A carta aberta à população emitida pela secretaria de saúde de sua administração é um equívoco de grandes proporções. Primeiro, porque fala de receitas do Hospital Antônio Moreira da Costa (HAMC) sem, em nenhum momento, falar de suas despesas, segundo, porque nem a Secretaria nem a Prefeitura deveriam tentar interferir na gestão de uma Fundação e, muito menos, contribuir para que críticas infundadas sejam levantadas contra o trabalho feito pela Fundação Santa-ritense de Saúde e Assistência Social mantenedora do HAMC. E por último, e muito mais grave, porque deixa a entender que o HAMC não está sendo bem administrado.

Queremos ponderar algumas coisas sobre a Fundação do HAMC:

PRIMEIRO

No total, no ano passado, o HAMC obteve receitas de aproximadamente R$ 5milhões. Só que o Nosso Hospital tem mais de cem funcionários em regime CLT, além dos profissionais contratados/terceirizados, onde se incluem por exemplo os médicos. 

Perguntamos: qual organização os senhores conhecem que tem cem funcionários e fatura apenas R$ 400mil por mês? Qualquer empresa do Vale da Eletrônica, e de qualquer outro local, que possua cem funcionários, fatura, no mínimo, o dobro disso. Este é apenas um parâmetro de comparação, dentre outros que poderiam ser apresentados, para esclarecer o quão é maléfico e prejudicial apresentar dados e informações incompletas para as pessoas tirarem conclusões. Vale ainda registrar que o HAMC não gasta só com funcionários. Tem-se médicos, plantões noturnos que remetem aos custos com adicionais noturnos, medicamentos, manutenção de cozinha especial e de todos os equipamentos eletromédicos do hospital, necessidade de esterilização e do tratamento adequado do lixo hospitalar, lavanderia especializada e tantos outros gastos que fazem com que as receitas mencionadas naquela correspondência sejam insuficientes para cobrir as despesas. 

SEGUNDO

O problema só não é maior porque as pessoas que dirigem a Fundação são voluntárias – nenhuma delas recebe um único centavo para dar seu tempo ao hospital e ao Pronto Atendimento, pelo contrário, além do tempo que cada vez é demandado de cada um, como não poderia ser diferente, são todos contribuidores financeiros com o carnê de colaboração do hospital, assim como parte da população o é. Deixam suas atividades profissionais, suas famílias, suas horas de lazer e de descanso para se dedicar a uma causa. Isto mesmo.... uma causa, porque se a avaliação do HAMC fosse feita somente a partir da ótica de um negócio, da análise financeira (como discorre a correspondência assinada pela Secretaria de Saúde), é certo que a conclusão desta análise seria para o encaminhamento do fechamento do hospital.

TERCEIRO

O HAMC não consegue reter médicos, é verdade, e é por isso que a Fundação e um “batalhão” de voluntários estão empreendendo esforços em uma campanha (“Seja um Amigo do Hospital”) para buscar seu equilíbrio, reter médicos, reter outros profissionais de saúde qualificados e qualificar melhor aqueles que ainda não estão adequadamente qualificados. Tudo isto para prestar um atendimento de qualidade aos cidadãos. Aqui, fazemos um parêntese para dar um conselho a todo cidadão de bem de Santa Rita do Sapucaí: Contribua com o Carnê de Colaboração, seja um amigo do hospital. O HAMC precisa e o cidadão santa-ritense merece. Procure saber mais a respeito, seja na sede do carnê, seja com um dos vários voluntários.

QUARTO

Todo cidadão de Santa Rita do Sapucaí e de qualquer outro lugar precisa entender o seguinte: o Hospital - HAMC é uma coisa e o Pronto Atendimento é outra. Como o próprio nome diz: o Pronto Atendimento Municipal – PAM é uma unidade/operação de responsabilidade da Prefeitura, uma obrigação da Prefeitura. No entanto, como bem disse a Secretaria de Saúde em sua correspondência, a Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí contrata a Fundação do HAMC para prestar o serviço de pronto atendimento para o município, o que é fato. Mas daí vem um dos problemas: o valor financeiro que a Prefeitura repassa para a Fundação para a sustentabilidade do PAM é menor do que os gastos desta operação. Ou seja, a Fundação, através de seus voluntários, está tendo que buscar fundos para cobrir despesas de um serviço que dá prejuízo para o HAMC, cuja obrigação de sua operação é do poder público municipal. Aqui fazemos outro parêntese, para sugerir ao Conselho de Administração, ao Conselho Curador e ao Conselho Fiscal da Fundação do hospital que rescindam o contrato com a Prefeitura, é preciso entregar o PAM de volta à Prefeitura; a Fundação Santa-ritense de Saúde e Assistência Social de Santa Rita do Sapucaí precisa focar seus esforços na condução do Hospital Antônio Moreira da Costa e deixar que o Pronto Atendimento seja coordenado e operado diretamente pela prefeitura. A Fundação está atuando em uma área que não é de sua obrigação; reforçamos, entreguem o PAM à Prefeitura. Como homens e mulheres sérios e absolutamente comprometidos que vocês são, façam uma transição tranquila, cumpram fielmente os prazos estabelecidos em contrato para este tipo de rescisão. Pois é certo que a Prefeitura, através de sua secretaria de saúde, saberá o conduzir a partir dos recursos financeiros que passarão a ser administrados por ela própria.
E se apresentamos esta sugestão à Fundação, nos sentimos obrigados a dar uma sugestão similar à Secretaria de Saúde e à Prefeitura: faça uma pesquisa em outras cidades do mesmo porte que a nossa, que mantém um PAM com serviços de qualidade para a população, e verifiquem quanto as prefeituras destes municípios gastam com os serviços do PAM. E não se surpreendam se descobrirem que o valor que atualmente a prefeitura repassa à Fundação pelo serviço do PAM é menor, provavelmente bem menor, do que a Prefeitura gastaria se ela própria tivesse que prover estes serviços, contratar diretamente todos os profissionais, contratar médicos, garantir os plantões por 24 horas, a manutenção de todo o aparelhamento, custos com a manutenção predial, entre outros.

QUINTO

Por fim, um último item a considerar: as dificuldades que o HAMC passa tem uma origem – o baixíssimo valor repassado pelo SUS pelos atendimentos lá realizados. Apesar de todos os cidadãos brasileiros pagarem um rio de dinheiro em impostos, os governos (de modo especial, o governo federal) não cumprem sua função. Se deixarmos somente por conta do que o SUS paga pelos atendimentos, o hospital é totalmente inviável. O governo não faz a sua parte e a sociedade organizada, os voluntários, são, então, obrigados a se virarem para equilibrar as contas. É por isso que os hospitais filantrópicos do Brasil, de uma forma geral, são tão ruins. E ao encontrarmos voluntários como estes homens e mulheres que dirigem o Nosso Hospital, devemos a eles o nosso maior respeito, pois estão se sacrificando por um problema que é de todos nós. E aí um último pedido: Senhores membros do Conselho de Administração, do Conselho Curador e do Conselho Fiscal do HAMC, não desistam! Pedimos a Deus que nos mantenha unidos para vencer os desafios que todos os dias esta causa nos impõe. O Hospital Antônio Moreira da Costa muito já serviu à toda população desta cidade, principalmente à mais carente, e precisa continuar servindo, mais e melhor, o que será possível pela misericórdia e graça de DEUS.

Muito obrigado a todos!

Equipe Coordenadora da Campanha “Seja um Amigo do Hospital” – Fernando Barbosa Mota, Ialdo Correia Costa, José Humberto Guersoni Resende, Rogério Abranches da Silva, Sidney Severini Júnior.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Peça um hospital no “Padrão Fifa” e um técnico em Equipamentos Biomédicos será requisitado

Existe um clima de insatisfação, governos em crise, manifestações por toda parte e mudanças à vista. Aos olhos dos desavisados tal situação poderia significar um desaquecimento da economia e, consequentemente, uma redução na procura por especialistas em tecnologia. O inverso, entretanto, é o que acontece com o setor voltado à manutenção e ajuste de equipamentos hospitalares. Tal setor tem se tornado mais atraente à medida que a população clama por “Saúde no Padrão Fifa”, por mais médicos ou pela instalação de novos centros de atendimento em todo o Brasil. 
Álvaro Lopes de Figueiredo, professor de "Equipamentos médico-hospitalares".
 “Há uma demanda crescente por novos equipamentos e as tendências apontam para uma convergência cada vez maior das telecomunicações e da robótica com a medicina.” – explica Álvaro Lopes de Figueiredo, professor de “Equipamentos médico-hospitalares”  da ETE FMC – Escola Técnica de Eletrônica situada em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. 
Um mercado muito promissor


O campo que aplica a tecnologia em equipamentos voltados à saúde é muito amplo e o curso de capacitação de especialistas abrange técnicas de monitoramento de pacientes, estudo de sensores, conhecimento de gases medicinais e industriais, análise de infraestrutura elétrica, avaliação da evolução hospitalar, além de um estudo para suprimento de água em intervenções cirúrgicas e hemodiálise.

A ETE FMC possui um bom número de recursos técnicos em seu curso de “Equipamentos Biomédicos” e muitos outros aparelhos podem ser conhecidos através de sistemas de simulação, que utilizam sofisticados programas de computador. “Existe uma tendência da realidade aumentada substituir as peças de resina em nossas aulas de anatomia. O mesmo acontece com os simuladores que substituem, em alguns casos, os equipamentos reais. Isso permite que a simulação seja aplicada com sucesso em nosso curso e preparado muito bem os alunos.” – conta o professor Álvaro. 
Atribuições de um especialista em Equipamentos Biomédicos


Enquanto a tecnologia avança sobre o vasto campo da medicina, as atribuições de técnico abrangem uma série de atividades interessantes e bem remuneradas. “Nossos profissionais saem daqui aptos a dar manutenção e calibração em equipamentos. Eles podem atuar tanto com aparelhos direcionados ao tratamento de pessoas como de animais, já que utilizam uma lógica similar. Aqueles que desejam atuar em agências de fiscalização ou órgãos que estabeleçam normas de padronização técnica (Inmetro e Anvisa) também encontram um bom embasamento em nosso curso. Muitos de nossos técnicos têm prestado consultorias e encontrado neste segmento uma atividade bem lucrativa. Há também aqueles que desenvolvem seus próprios produtos e constituem empresas, como é o caso de vários empresários do Vale da Eletrônica e de outras cidades do país que decidiram empreender seus negócios.”


A opção pelo curso de “Equipamentos Biomédicos” acontece após no terceiro ano do Curso da ETE FMC, primeira Escola de Eletrônica da América Latina e referência internacional em tendências tecnológicas. Para conhecer melhor os cursos da Instituição acesse o site www.etefmc.com.br ou ligue (35) 3473 3600.
(Por Carlos Romero Carneiro)

BIDI realiza processo seletivo para escolha de agente de inovação

Quatro alunos do curso de administração irão auxiliar empresas participantes do projeto Nagivale e o BIDI

O Bureau de Informação, Desenvolvimento e Inovação do APL Eletroeletrônico da FAI (BIDI) realizou um processo seletivo, nos dias 12 e 13 de agosto, para selecionar três agentes de inovação que irão trabalhar no projeto Nagivale (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação do Vale da Eletrônica) e um bolsista para FAI, que irá trabalhar no BIDI. Os agentes selecionados irão auxiliar as empresas Ativa, Clear e Jetech, a partir de setembro.


O processo de seleção foi aberto para que as empresas se envolvessem. Além das pesquisadoras e bolsistas CNPq, Aline Faria e Natália Vasconcelos Villar Borsato, a gerente financeira da Empresa Ativa, Angelita de Oliveira, também participou da entrevista de nove alunos do curso de administração, do 1º, 2º e 3º ano. Os agentes e o estagiário irão trabalhar 20 horas semanais.

De acordo com Natália, os alunos têm se envolvido cada vez mais nas atividades acadêmicas remuneradas, que possibilitam uma visão de mercado e o crescimento do futuro profissional. "Tivemos muitos candidatos nesse processo seletivo, percebemos que o Nagivale está se difundindo, e a procura por participar dele está a cada seleção maior. Ficamos surpresas com o alto nível dos candidatos, o que nos dificultou nas escolhas, os alunos estão cada vez mais preparados para o mercado de trabalho."

Nagivale

O Nagivale é um projeto financiado pela FINEP e tem como objetivo desenvolver e implementar um Programa de Gestão Integrada da Inovação para as empresas de base tecnológica de Santa Rita do Sapucaí e região. Quarenta e duas empresas estão ativas atualmente neste projeto, que é uma parceria entre o BIDI/FAI e o Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

E a TV chegou a Santa Rita... (Por Rita Seda)

Não sei se é lenda ou se aconteceu de verdade. Um ricaço do interior, (daqui? Não sei...), entrou em uma loja da capital e pediu um aparelho de TV. Mostraram-lhe alguns, exibiram imagens e sons e o homem, encantado com aquela caixinha mágica, fez a compra e deu o seu endereço no Sul de Minas para entrega! A frustração foi grande, pois queria mostrar aos vizinhos a novidade e foi informado que o objeto de sonho só servia para a cidade grande. Entretanto, um homem visionário, morador de Santa Rita do Sapucaí, também ia muito à capital e se encantou com a novidade. Só que este pôs a massa cinzenta para trabalhar e resolveu o problema, trazendo um aparelho e fazendo-o funcionar. Santa Rita estava começando sua jornada de tecnologia, que iria culminar em escolas do mais alto gabarito, em fábricas que  fariam com que fosse chamada o”Vale do Silício” brasileiro. Esse homem era o Sr. Marino Briguenti.
Dotado de rara inteligência e espírito empreendedor, foi a São Paulo com seu amigo Dante De Marchi, outro gênio, comprou uma TV Colorado, de 14 polegadas, experimentou-a no alto do Sumaré, percebeu que lá funcionava melhor, familiarizou-se com as  antenas que comprara e deve ter feito a viagem de volta feliz, ele e o amigo, em seu fusquinha alemão, seu grande xodó e fazendo planos mirabolantes. 

Corria o ano de 1951, a TV chegara ao Brasil por obra de Assis Chateaubriand, a 18 de setembro do ano anterior. Novidade das novidades. Só Os Estados Unidos, a Inglaterra e a França  possuíram canais de TV antes do Brasil. Mas o pioneirismo estava na alma do Sr. Marino. Ele não nasceu em Santa Rita, mas, sim, em Ibate, cidade paulista, perto de São Carlos. Antes de vir para cá morou em Paraisópolis, Cachoeira de Minas e havia se casado com Dona Maria Virgínia Ferraz Briguenti, em Itápolis. Fixou-se em Santa Rita com o objetivo de trabalhar em máquinas de beneficiar café e arroz, ótimo  mecânico que era. Mas a TV mudou o curso de sua vida. 

Fez funcionar a TV uma primeira vez, na Fazenda do Alto, sob os auspícios do casal que a administrava, José Carneiro e Lívia Martinez. Muita gente foi para o local conhe-cer a novidade. Sr Marino ligou o botão e... nada de imagem nem som. Suspense! Por que não dera certo? Muitas ideias passaram na cabeça de todos. Quando  os relógios marcaram 16 horas, foi aquela euforia! Esqueceram-se de que a transmissão só acontecia a partir daquela hora... O assombro do povo foi grande! Era transmitida naquele momento a Missa na Basílica de Aparecida e, mesmo em meio a chuviscos, era o sucesso! Ele fez muitas experiências no morro do Cruzeiro, também. O povo enfrentava a subida pelo prazer de ver a programação. O Sr. Marino vibrava com cada progresso. E, já que era questão de altura, montou uma fábrica de antenas para TV e de torres metálicas bem altas para fixar as antenas e receber melhor o sinal. Quem não podia arcar com os gastos da torre comprava a antena e utilizava um cano ou até um bambu... Quantas antenas já vi caídas sobre as casas em dias de chuva com vento forte! Mas deixemos a TV e passemos à vida do Sr Marino. Ele era uma pessoa sociável, tinha muitos amigos e admiradores. Foi católico praticante, confrade vicentino, sempre pronto a ajudar os pobres. Instalou na Rua Silvestre Ferraz o Cine Vitória, muito frequentado; foi  professor na ETE e Radioamador, com o prefixo PY4ASC. Nessa função, ajudou muitas pessoas, pois o telefone era rudimentar e seu aparelho dava resultados muito mais rápidos quando a comunicação tornava-se urgente. Convidada pelas minhas  amigas Arlete e Haidée, suas fi-lhas, fui a sua casa para conhecer o afamado aparelho que  mostrava as pessoas e até o som. Num cenário de bananeiras, flores e outros enfeites, tive o encantamento de ver o artista Agnaldo Rayol cantando.  Momento inesquecível para mim. Mais ainda que esta cena, a outra, do casal Sr.Marino e Dona Virgínia, de mãos dadas, assentados em um sofá, assistindo ao fruto de um trabalho que deixou marcas profundas de gratidão e reconhecimento nesta “Cidade Eletrônica”. Minha eterna admiração ao Sr. Marino. Pioneiro da TV em Santa Rita. Com que alegria deve ter acompanhado o desenvolvimento da tecnologia na terra que o adotou! 

Quem vê meu esposo, Ivon, com suas velharias, livros, papéis, documentos, objetos antigos, não pense que ele  só gosta  disso. Ele é louco, também, por uma novidade tecnológica. E não é de hoje... A primeira TV que comprou foi montada pela primeira turma de formandos da ETE. Um enorme caixão de madeira guardava em seu interior a máquina de imagens e sons. A pioneira! Compará-la com uma TV moderna, fininha, com imagens e sons perfeitos seria nosso primeiro impulso... Bobagem, porém, quando se vê a semente não temos ideia da vida que dela explodirá! Sendo novidade, os vizinhos se apinhavam em nossa sala ou na janela para assistir, de boca aberta, à programação. Um dia, Ivon queria comprar um carro do Zezico,  o pai do Prefeito Jeferson Gonçalves Mendes. Ele fazia qualquer negócio honesto, com bicicletas, utensílios domésticos, carros e até avião! Como o dinheiro era curto, aceitou a TV no negócio e o Ivon  saiu de lá com um jeep Candango, alegria das crianças da família. TVs já eram comercializadas aqui, já tinha repetidor em Brazópolis. Tinha que usar antena, continuava a ser objeto um tanto caro e, por isso, raro. Na Copa de setenta, na final era Brasil contra Itália. Nossa casa regorgitava de pessoas ávidas por torcer para o Brasil. Nossa casa tinha duas janelas enormes na sala, além da porta. Tinha um terraço bem maior que a sala. O jeito foi colocar a TV numa das janelas para que todos assistissem. No decorrer da partida os torcedores xingavam a Itália com nomes horríveis e a minha mãe, italiana apaixonada por sua terra, quase pôs todo mundo pra correr! Tranquei-me no quarto com ela e rezamos muitos terços... Mas confesso que  estava doida para ver nossa seleção ganhar dos patrícios da mamãe! E ganhou bonito!!! Nossa primeira TV colorida, que ainda temos e funciona perfeitamente, foi comprada em setenta e oito (14 polegadas...) para que o mano Pedrinho visse a copa a cores. Três meses depois, ele se foi... Os controles automáticos apareceram, fomos acompanhando a evolução e mudando de aparelho para maior conforto!  Ivon tem uma preciosidade, que não usa, mas que guarda com carinho. É uma TV de uma polegada...Boa para assistir corridas ao vivo... Cada aparelho, uma história. Cada história uma saudade. Cada saudade um retalho de vida.

Oferecimento:

Técnico Santa-ritense chega ao OBA e já avaliza lista de dispensas no elenco colorado

Heriberto cunha foi apresentado, na manhã de ontem, no OBA, como novo treinador do Vila Nova. O técnico de 53 anos é natural de Santa Rita do Sapucaí (MG) e chega ao OBA credenciado por levar o América (RN) à quarta colocação do Campeonato Brasileiro da Série B de 2006, levando os potiguares à primeira divisão do nacional no ano seguinte.
O treinador já esteve perto de treinar o Tigre em três oportunidades, a última delas em dezembro 2012, quando Daryo Pereira foi contratado para treinar o Vila Nova na temporada 2013. O novo treinador chegou ao OBA trazendo um reforço para a zaga, Vitor, de 28 anos, que estava disputando a Divisão de Acesso do Goianão 2013 pelo Mineiros.
O zagueiro foi revelado no OBA em 2006 e permaneceu no clube colorado até 2010. Sua saída do Tigre foi marcada por problemas extracampo, disciplinares, mas é lembrado no clube pelo bom futebol que demonstrou no início de sua carreira e chega respaldado pelo novo treinador colorado, com quem trabalhou em 2008, no Fortaleza (CE).
Quando deixou o Tigre em 2010, Vitor se transferiu para o Duque de Caxias (RJ) e além da passagem pelo clube fluminense e pelo Mineiros (GO), o zagueiro já vestiu a camisa do Águia de Marabá (PA). Outro reforço está prestes a acertar com o Tigre, o atacante Xuxa, que também disputa a Divisão de Acesso em 2013, pelo Santa Helena (GO) e é o atual artilheiro da competição, com 15 gols marcados em 18 rodadas.
O novo técnico chega ao OBA com a tarefa de evitar que o fisco do Vila Nova na Série C de 2012 se repita. Na temporada passada o Tigre caiu na primeira fase da competição e com as duas últimas derrotas coloradas na Série C de 2013, a diretoria colorada optou por trazer o novo treinador para o lugar de Hermógenes Neto, que será o auxiliar-técnico de Heriberto.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Empresa de Santa Rita aparece entre finalistas de Prêmio Época - Reclame Aqui - As melhores empresas para o consumidor

A empresa DL aparece entre as finalistas de "Prêmio Época - Reclame Aqui - As melhores empresas para o consumidor". Vote e ajude a premiar empresa local.

Categoria: Fabricantes Eletrônicos:

Vote em uma das empresas abaixo:

Sul de Minas já fatura com frutas exóticas

O presidente da Fiemg Regional Sul de Minas, Ary Novaes, costuma brincar com empresários de outras regiões, dizendo que o Sul de Minas não é tão rico quanto parece. Mas o perfil da região prova o contrário. Além de polo industrial, o Sul de Minas é referência em tecnologia de ponta. Basta citar as cidades de Santa Rita do Sapucaí, com empresas fabricantes do que há de mais moderno em termos de televisores, e Itajubá, centro tecnológico por excelência e única cidade no Brasil a montar helicópteros franceses. Agora, a região também se especializa na produção das chamadas frutas exóticas.

Beneficiadas pelo clima e por terrenos mais planos, a região cultiva hoje frutas como a atemoia, uma espécie de fruta-do-conde, maior e mais saborosa. Cultiva também o caqui, pêssego, nectarina, ameixa, uva, banana, lixia, uva e decopon, uma mexerica sem caroços. Do total da produção, 15% vão direto para Dubai, nos Emirados Árabes. Uma outra frente de exportação está sendo aberta com o Canadá, explica Novaes. “Agora, queremos que o produtor rural utilize embalagens feitas em Minas Gerais; para isto precisamos ter preço e qualidade”, arremata Novaes.
A Fiemg promoveu ontem, em Pouso Alegre, o programa Rotas para o Futuro, cujo objetivo é impulsionar o plano de desenvolvimento de diversas regiões do Estado. Para o presidente da entidade, Olavo Machado, quanto maior for a demanda, maior é a necessária da presença da indústria. “A Fiemg quer descobrir novos nichos de mercado e ajudar a implementá-los, de forma a contribuir com o desenvolvimento do Estado como um todo”, alegou. O vice-governador Alberto Pito Coelho ressaltou que a região está no foco de iniciativas de desenvolvimento. “Cerca de US$ 4 bilhões já foram investidos aqui nos últimos 10 anos, o que significa que Pouso Alegre tem recebido uma atenção especial do nosso governo”, disse.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Um festival de Jazz em Santa Rita?

Acevale irá promover mais um treinamento.

José Salmira, Linda e o Bar do Ponto

Antes da demolição de uma casa e de um muro que abriram passagem para a Avenida Sinhá Moreira, havia, no que viria a se tornar uma esquina, a casa de José Joaquim Ribeiro.  Como o nome de sua mãe era Salmira, as pessoas o chamavam de José Mira ou José Salmira, nomes que o acompanharam por toda a vida. Naquele local localizado em uma via chamada Rua Pedro Moreira da Costa e que ia da ponte ao Fórum, sua esposa – Linda Abrahão Ribeiro – tocaria um comércio que ficaria muito conhecido nos anos seguintes: o Bar do Ponto.
O Bar do Ponto, também conhecido como Bar da Linda.
No início, o estabelecimento batizado de 3 irmãos era uma espécie de venda e o balcão era disposto de tal forma que os fregueses ficavam do lado de fora da porta. Os principais produtos eram utensílios de pesca, doces variados, anzóis, linhas de costura e carretéis. 

Naquela época, não existia rodoviária e os ônibus deixavam seus passageiros em frente ao bar. Isso fez com os proprietários recuassem um pouco o balcão e espalhassem cerca de 6 mesas em seu interior. Muitos fregueses eram da própria cidade. Outros, eram viajantes que se hospedavam no Hotel Mello ou na Pensão da Dona Júlia e que se alimentavam com embutidos como salsicha, sardinha e mortadela – servidos por ali. Como os motivos eram distintos, enquanto os forasteiros se referiam ao estabelecimento como Bar do Ponto, os nativos o chamavam de Bar da Linda, e ambos os nomes ficaram bem conhecidos com o passar dos anos

Quando passou a comercializar bilhetes rodoviários, a jornada de Linda tinha início às 5 horas, já que o primeiro ônibus partia por volta das 6. José Salmira que, de manhã, era responsável por uma curiosa vivenda de pássaros, trabalhava como coletor na prefeitura do meio dia ao final da tarde e corria para o bar no início da noite, onde permanecia até encerrar as atividades, às 11 e meia da noite.
Senhor José Salmira acompanha o Bloco dos Democráticos.
Maktub - Vivenda de faisões

Localizada em um terreno ao lado do Bar do Ponto, às margens do Rio Sapucaí, a Maktub Vivenda de Faisões era outra paixão de José Salmira e atraía uma grande curiosidade dos santa-ritenses pela enorme quantidade de espécies. Mutum, Pacu, Jacu, Perdiz, Pavão, Codorna e Faisão eram algumas das aves exóticas que o criador produzia. Até pouco tempo, quem atravessasse a ponte que ligava a cidade ao Santa Rita Country Clube ainda podia ver o letreiro da Maktub que sobreviveu muitos anos ao desgaste do tempo.

Pé de moleque, doce de coco, geleias industrializadas em copinhos de sorvete, doce de abóbora, maria-mole e outras guloseimas eram muito procuradas por Claiton, Galvão, José Alfredo, Tiatião, Lutero, Silvinho Palma e suas irmãs, Nei e outras crianças da cidade que usavam a extinta praça Ruy Barbosa para jogar bolinha de gude e realizar outras brincadeiras.
Ronald, Dona Linda e Robledo.
Nos finais de semana, a juventude se reunia no Santa Rita Country Clube e muitas pessoas saíam dos bailes para buscar melhores preços no Bar da Linda. Rolando Abrahão Ribeiro, filho caçula da comerciante, conta que, no início, o estabelecimento não vendia bebidas alcoólicas: “No primeiro dia em que minha mãe abriu o bar, chegou um homem para pedir uma pinga e ela explicou que não venderia o produto para não concorrer com o bar de Dona Nini (atual Sorveteria Itajubá), bem ao lado do Bar do Ponto. “Lá vende pinga. Nós vendemos linha.” Com o tempo, as regras mudaram e ambas comercializaram aguardente, sem deixar a amizade esfriar. 

A moças da foto
Em uma das raras fotos do Bar do Ponto – ou Bar da Linda – duas moças que aparecem na imagem são as irmãs Fatinha  e Rosinha, praticamente criadas pelos proprietários do estabelecimento. Outra garota criada pelo casal chamava-se Vita e protagonizou um diálogo interessante quando Linda e Salmira precisaram viajar e deixaram o bar para ela e Nini cuidar. 

- A senhora lê, mas não enxerga. Eu enxergo mas não leio. Estamos bem, Dona Nini! – brincou Vita.
Robledo, Ronald e Rolando.
Velhos tempos

Rolando também conta que um dos momentos em que o bar mais enchia, era nos dias de quermesse. “Quando diversos caminhões do bairro da Cachoeirinha paravam em frente ao Bar do Ponto para deixar os visitantes, eram intermináveis as encomendas de doces que levavam para seus parentes e amigos”. 

Com a criação do terminal rodoviário, nos meados da década de 70, terminava um ciclo em que o Bar do Ponto era a recepção de Santa Rita. Pouco depois, em 1976, Linda faleceu por sequelas de um acidente automobilístico e seu marido decidiu não ir à frente com os negócios. Pouco a pouco, José Salmira perdeu o gosto por seus empreendimentos e o comércio encerrou suas atividades. Ao lembrar-se da simpática comerciante que morreu aos 51 anos, muitos santa-ritenses fazem questão de destacar sua generosidade e benevolência. “Até hoje, quando vou a cachoeirinha, conto quem foi a minha mãe e as pessoas dizem que a adoravam”. – confidencia Rolando. Com o falecimento de José Salmira, aos 72 anos, tinha fim uma trajetória que marcou a vida de inúmeros santa-ritenses, por quase duas décadas. O casal deixou cinco filhos, ambos de nomes iniciados com a letra “R”: Ronald, Robledo, Robson, Rosa e Rolando. Por curiosidade, os comerciantes tiveram dois cães: Radar e Rajar.

(Agrademos ao comerciante Rolando Abrahão Ribeiro pelos depoimentos e imagens utilizados na confecção desta matéria)

(Carlos Romero Carneiro)

Oferecimento: